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O Departamento de Estado dos Estados Unidos incluiu o Brasil na "Lista de Observação de Nível 2" do relatório anual sobre Tráfico de Pessoas (TIP), divulgado nesta segunda-feira (29).

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Após marcar encontro com Trump Lula teme sua humilhação e da diplomacia Brasileira

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Neste domingo, 28, a cidade de Conceição do Coité, na região do Sisal, agreste baiano, será o palco das disputas da variação do mountain bike XCM – cross-country de maratona – do AGSport 2025. A Arena AGSPORT.

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EUA sancionam esposa de Alexandre de Moraes e instituto da família sob a Lei Magnitsky

O governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (22/9) a ampliação das sanções já aplicadas ao ministro...


Em voto, Juiz Luis Fux ensina Direito aos ministros do STF

Em um julgamento histórico na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Fux surpreendeu ao votar pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022...


STF entra na fase final do julgamento de Jair Bolsonaro por susposta de tentativa de golpe

O Brasil vive nesta semana um dos momentos mais decisivos desde a redemocratização. O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou a fase final do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de planejar um golpe de Estado após a derrota nas eleições...


Gilmar Mendes mantém arquivamento de ação por transfobia contra Erika Hilton; caso também se desdobra no cenário internacional

Em 2 de setembro de 2025, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, rejeitou a Reclamação (RCL 80671.)...

Erivaldo Lima

Tagliaferro desafia Moraes para acareação: "maior prazer"

O depoimento do ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Eduardo Tagliaferro à Comissão de Segurança Pública do Senado, na última terça-feira (2), agitou o cenário político brasileiro.



Vaza Toga 3: novas denúncias expõem rede de censura ligada ao STF e TSE.

A terceira leva de mensagens reveladas pela Revista Oeste, conhecida como Vaza Toga 3, trouxe novos indícios de que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teriam articulado um esquema de monitoramento e censura digital direcionado principalmente a perfis de direita.



CPMI do INSS Inicia Trabalhos com 17 Autoridades Convocadas

Na primeira reunião, realizada na terça-feira (26), os parlamentares aprovaram a convocação de ex-ministros da Previdência Social, como Carlos Lupi, ex-presidentes do INSS, diretores da Dataprev, representantes da Polícia Federal, Controladoria-Geral da União (CGU) e Defensoria Pública da União (DPU). Um dos nomes que chamou atenção foi o de José Ferreira da Silva...



Crise diplomática: ministro israelense chama Lula de "antissemita"

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, classificou nesta terça-feira (26) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como "antissemita declarado e apoiador do Hamas".



"Lula Racista?" Após Repercussão com Declaração de Cunho Racista, Opiniões são Divididas.

Declaração de Lula sobre imagem usada em propaganda oficial, envolvendo a representação de um "homem negro", "sem dentes" ao lado de uma mulher branca, gera forte reação com acusações de racismo.



Oposição Impõe Derrota Humilhante ao Governo Lula na CPMI do INSS

Em uma manobra surpreendente, a oposição conseguiu uma vitória expressiva contra o governo do presidente Lula na instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A derrota, considerada humilhante...


Redação

Decisão do Comunista Flávio Dino Derruba Bolsa e Gera Crise no Setor Bancário

O impacto foi imediato: o Ibovespa, principal índice da B3, despencou 2,1% na terça-feira (19), fechando a 134.432 pontos, enquanto o dólar disparou 1,23%, cotado a R$5,50.


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"Leis Misândricas" Dividir para conquistar e provocar desigualdades entre os sexos.

Críticas a legislações como a Lei Maria da Penha levantam questões sobre equilíbrio na proteção de direitos. A expressão "leis misândricas" tem aparecido com frequência...


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Brasileiros Ligados ao Mais Médicos têm Vistos Cancelados pelos EUA por Trabalho Escravo

Lançado em 2013 pelo governo Dilma Rousseff, o Mais Médicos trouxe milhares de profissionais, majoritariamente cubanos, para atender populações em áreas remotas do Brasil...

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Áudio de juiz auxiliar expõe pressões no STF: "Eu não aguento mais. Tô destruído"

No áudio, Vieira desabafa sobre as pressões sofridas, mencionando cobranças intensas, prazos urgentes e interferências indevidas em seu trabalho, como "palpites" em audiências de custódia. Ele relata impactos severos em sua saúde mental e vida familiar...

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Filho de Barroso, que trabalha no BTG de Miami, Evita Retorno aos EUA Após Suspensão de Vistos

A decisão de Bernardo veio enquanto ele estava de férias na Europa. Orientado pelo pai, o executivo optou por retornar ao Brasil como precaução, já que não há confirmação oficial sobre quais familiares foram diretamente afetados pela suspensão...

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Apenas Líderes Políticos de Direita sofrem atentados; a Esquerda Não Debate, Elimina

Nos últimos anos, a violência política tem marcado a trajetória de líderes de destaque em diferentes países, reacendendo debates sobre a segurança de figuras públicas. Casos recentes, como o atentado contra o senador colombiano Miguel Uribe Turbay...

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Magnitsky: Conheça o Nível dos Sancionados alinhados as Posturas do Ministro do STF Alexandre de Moraes

Além de Moraes, a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e outros indivíduos brasileiros, como Ciro Daniel Amorim Ferreira e Diego Macedo Gonçalves do Carmo, também estão na lista, que globalmente já sancionou mais de 650 pessoas e entidades por graves violações de direitos humanos e corrupção

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"Vaza Toga 2": Denúncias Sacodem o STF e o Regime é Abalado

Uma nova onda de denúncias abala o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a divulgação do relatório "Vaza Toga 2", publicado em 4 de agosto de 2025 pelo jornalista americano Michael Shellenberger, em colaboração com os brasileiros David Ágape e Eli Vieira.

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Bolsonaro em Prisão Domiciliar: O Regime foi abalado pelas Manifestações "Reaja Brasil"

STF Impõe Restrições Rígidas por Suposta tentativa de Golpe. A defesa de Bolsonaro nega irregularidades, argumentando que as medidas iniciais não vedavam explicitamente discursos ou entrevistas públicas. Os advogados prometem recorrer, enquanto aliados, como Flávio Bolsonaro e a deputada Caroline de Toni, acusam o STF de "perseguição política" e "censura".

Redação

Alexandre de Moraes é sancionado com Lei Magnitsky e o Regime é abalado.

A inclusão de Moraes, um juiz de uma corte suprema de um país democrático, é um caso sem precedentes. Segundo o cientista político Guilherme Casarões, da FGV-SP, "atingir um ministro do STF é uma novidade na aplicação da lei, que historicamente foca em autoridades de regimes ditatoriais ou envolvidos em abusos extremos"

Erivaldo Lima

Alegando Perseguição Política, Carla Zambelli é presa na Itália

Em um vídeo divulgado por sua defesa, Zambelli afirmou estar tranquila, pois acredita que a Justiça italiana, ao contrário do que considera uma "autoridade ditatorial" de Alexandre de Moraes, garantirá um julgamento justo. Ela nega envolvimento na invasão do CNJ e insiste que sua condenação foi baseada em depoimentos falsos de Delgatti, a quem chamou de "mentiroso".

Erivaldo Lima

Senadores brasileiros viajam aos EUA em missão contra tarifas de Trump: uso de dinheiro público em xeque

A missão ocorre em um contexto delicado: a Casa Branca, sob Trump, não autorizou diálogo oficial com o governo brasileiro, e o recesso parlamentar nos EUA limita as oportunidades de encontros com congressistas americanos.

Erivaldo Lima

Advogado Acusa STF de Manipular Provas em Caso de Alta Relevância

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Erivaldo Lima

Falta de Verba no MEC Compromete Compra de Livros Didáticos para 2026

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Erivaldo Lima

EUA Revogam Vistos de Oito Ministros do STF, Procurador-Geral e Autoridades da PF em Escalada de Tensões com o Brasil

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Governo Lula Adota "Nós Contra Eles" em Estratégia de Comunicação Sob Comando de Sidônio Palmeira

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, agora no Nubank, criticou a estratégia, afirmando que o "nós contra eles" é prejudicial ao crescimento estrutural do país. "Esse discurso não resolve os problemas reais, como a inflação persistente", declarou.


Donald Trump Impõe Tarifa de 50% ao Brasil em Carta com Críticas ao STF e Defesa de Bolsonaro

Trump classifica o julgamento de Bolsonaro no STF como "uma vergonha internacional" e uma "caça às bruxas", exigindo seu fim imediato com letras maiúsculas: "Este julgamento não deveria estar acontecendo. Parem IMEDIATAMENTE!".


Justiça dos EUA dá 21 dias para Moraes responder em processo movido pela empresa de Trump

A Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, emitiu nesta segunda (7), uma nova intimação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, no âmbito de um processo movido pela Trump Media & Technology Group...


Acordo de Toffoli para o INSS: Alívio aos Aposentados, Peso ao Pagador de Impostos e Falta de Punição Direta

Acordo não detalha penalidades específicas para as entidades ou indivíduos responsáveis pelas fraudes, gerando críticas de que os custos estão sendo transferidos aos pagadores de impostos via crédito extraordinário.



O Povo Acordou: Lula é vaiado durante celebrações do 2 de julho em Salvador

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Haddad Cogita Acionar STF Após Derrubada do Aumento do IOF pelo Congresso

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou que o governo pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a decisão do Congresso Nacional que derrubou o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), aprovado por decreto presidencial. A medida...


Trump Exige Rendição Incondicional do Irã em Meio a Tensões Crescentes

Trump afirmou conhecer o paradeiro do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e alertou que a "paciência dos EUA está se esgotando". A fala ocorre após seis noites consecutivas de ataques atribuídos a Israel contra alvos iranianos, segundo fontes internacionais.


Lula sofre derrota humilhante no Congresso

Com votos de partidos detentores de 12 ministérios o placar foi de 346 votos a 97 e sinalizou o forte descontentamento com a medida do governo.


Rejeição ao Governo Lula Atinge 57%, Aponta Pesquisa Genial / Quaest

A pesquisa também destaca que 66% dos entrevistados rejeitam a candidatura de Lula para as eleições de 2026, um crescimento em relação a levantamentos anteriores


Tragédia aérea na Índia: Avião da Air India cai em Ahmedabad e deixa 204 mortos

Segundo o comissário de polícia de Ahmedabad, G.S. Malik, 204 corpos foram recuperados até o momento, e 41 pessoas estão sob cuidados médicos devido a ferimentos graves. Ainda não foi confirmado quantas vítimas eram passageiros ou moradores da região atingida.


Ex BBB Nego Di e Sócio São Condenados a Mais de 11 Anos de Prisão por Estelionato

A sentença, proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, refere-se a um esquema fraudulento envolvendo a loja virtual Tad Zoeira, que lesou 16 vítimas em Canoas, causando prejuízos estimados em R$ 5 milhões


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A pensão socioafetiva é uma obrigação alimentar reconhecida em relações nas quais o vínculo afetivo, construído ao longo do tempo, assume relevância jurídica, mesmo na ausência de laços biológicos ou de parentesco formalmente estabelecido. Esse instituto tem origem no princípio...

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Na noite de domingo, 25 de maio de 2025, um vídeo capturado pela Associated Press durante o desembarque do presidente da França, Emmanuel Macron, e da primeira-dama, Brigitte Macron, no Vietnã, viralizou nas redes sociais.


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SAÚDE


Por que investir na atividade física cardiovascular?

A prática regular de exercícios cardiovasculares, como corrida, caminhada, ciclismo ou natação, é um dos pilares para uma vida saudável e longa. Esses exercícios, que elevam a frequência cardíaca e melhoram a circulação, trazem benefícios que vão além do condicionamento físico, impactando diretamente a saúde do coração, a mente e a qualidade de vida


Cardio antes ou depois do treino de musculação? Especialistas explicam a melhor escolha

Quando o assunto é otimizar a rotina de exercícios, uma dúvida frequente entre frequentadores de academias é: devo fazer cardio antes ou depois do treino de musculação? A resposta não é única, mas depende de fatores como objetivos pessoais, nível de energia e até mesmo o tipo de treino planejado...


Glutamina: O Suplemento que Ganha Destaque no Mundo Fitness

Mas o que é, afinal, a glutamina, e por que ela desperta tanto interesse? Este aminoácido, encontrado naturalmente no corpo humano, vem sendo alvo de estudos e debates, com benefícios que vão desde a recuperação muscular até o suporte ao sistema imunológico.


Hipertrofia Muscular: O que é, como acontece e para que serve

A hipertrofia muscular é um processo adaptativo que combina treino, nutrição e descanso para aumentar o tamanho e a força dos músculos. Além de melhorar a aparência física, ela promove saúde, funcionalidade e qualidade de vida.


BCAA utilizar ou não utilizar, eis a questão

Em tempos de vida saudável, as pessoas tendem a procurar a atividade física que mais lhe agrada, no entanto, não procuram um profissional para assessorá-la. Sabendo da importância do acompanhamento profissional criamos este post.


Atividade física e seus benefícios à saúde

A atividade física é fundamental para a saúde física, mental e emocional, trazendo benefícios que impactam a qualidade de vida em diversas dimensões.


Em voto, Juiz Luis Fux ensina Direito aos ministros do STF

Publicado em:11/09/2025

Em um julgamento histórico na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Fux surpreendeu ao votar pela absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no processo que investiga uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O voto, proferido na terça-feira (10), diverge dos colegas Alexandre de Moraes e Flávio Dino, que defenderam a condenação de Bolsonaro e outros sete réus por crimes como organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado. A sessão, que se estendeu por mais de 13 horas, foi suspensa e será retomada hoje (11) com os votos de Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

Crédito / Araci News

O Voto de Fux: Absolvição e Preliminares

Fux, conhecido por sua rigidez em ações penais, adotou uma postura inesperadamente branda. No mérito, ele absolveu Bolsonaro de todos os cinco crimes imputados, argumentando que não há provas suficientes para condenação. Segundo o ministro, Bolsonaro apenas "cogitou medidas de exceção" ao questionar o sistema eleitoral, mas "nada aconteceu" que configurasse tentativa de golpe ou abolição do Estado Democrático de Direito. "Não compete ao STF realizar juízo político, mas avaliar a legalidade com responsabilidade", afirmou Fux.

Além disso, Fux acolheu questões preliminares levantadas pela defesa, como a incompetência do STF para julgar o caso, já que os réus " incluindo Bolsonaro, Mauro Cid (ex-ajudante de ordens), Alexandre Ramagem (ex-diretor da Abin), Almir Garnier (ex-comandante da Marinha), Anderson Torres (ex-ministro da Justiça), Augusto Heleno (ex-ministro do GSI), Paulo Sérgio Nogueira (ex-ministro da Defesa) e Walter Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil) " não possuem mais foro privilegiado. Ele também apontou excesso acusatório e cerceamento de defesa, o que pode levar à anulação do processo se outros ministros o acompanharem.

Para Mauro Cid, cuja delação premiada é peça-chave da acusação, Fux votou pela condenação apenas no crime de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, absolvendo-o dos demais. Para outros réus, como Ramagem e Braga Netto, ele defendeu absolvições parciais ou anulação.

Reações e Impacto

O voto de Fux provocou reações intensas. A defesa de Bolsonaro, liderada pelo advogado Celso Vilardi, celebrou: "Esse voto lavou nossa alma. Há chance de anulação". Juristas, por outro lado, ficaram perplexos, já que Fux, em decisões anteriores, havia sido alinhado a posições mais duras contra os acusados. A divergência abriu uma brecha para recursos, como embargos infringentes, e pode levar o caso ao plenário do STF caso Cármen Lúcia ou Zanin sigam Fux nas preliminares.

Até o momento, o placar é de 2 a 1 pela condenação de Bolsonaro, com Moraes e Dino a favor. Se os dois ministros restantes acompanharem a dupla, a condenação será confirmada, mas o voto de Fux já garante um cenário de disputa jurídica acirrada.

Contexto do Julgamento

O caso trata de uma suposta trama golpista articulada após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022. A denúncia da Procuradoria-Geral da República aponta que Bolsonaro e aliados planejaram ações para impedir a posse do presidente eleito, incluindo ataques ao sistema eleitoral e atos violentos, como os de 8 de janeiro de 2023. A delação de Mauro Cid, que admitiu participação na trama, é uma das principais provas.

O Que Vem Pela Frente

A sessão de hoje (11) será decisiva. Caso Cármen Lúcia e Zanin votem pela condenação, Bolsonaro pode enfrentar penas severas, incluindo prisão. Uma eventual absolvição ou anulação, porém, dependerá de adesão ao voto de Fux. Se o processo for anulado, pode ser remetido à primeira instância da Justiça Federal, prolongando a batalha jurídica.

O julgamento ocorre em um momento de alta polarização política, com o STF sob escrutínio por sua atuação em casos de relevância nacional. A decisão final da Primeira Turma pode redefinir os rumos do ex-presidente e de seus aliados, além de impactar o cenário político brasileiro.

STF entra na fase final do julgamento de Jair Bolsonaro por suposta tentativa de golpe

Publicado em: 09/09/2025

O Brasil vive nesta semana um dos momentos mais decisivos desde a redemocratização. O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou a fase final do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de planejar um golpe de Estado após a derrota nas eleições de 2022, o processo, pode resultar em uma condenação de mais de 40 anos de prisão e já provoca forte repercussão política e social.

Imagem / Fonte: Migalhas

A Primeira Turma do STF, composta por cinco ministros, começa nesta terça-feira (9), o relator do caso, Alexandre de Moraes, abriu os trabalhos apresentando seu voto e as fundamentações jurídicas. As sessões estão previstas para ocorrer na quarta-feira dia 10, quinta-feira dia 11 e sexta-feira dia 12, após a Corte decidir ampliar o calendário com um dia extra, diante da complexidade do processo.

A expectativa é que o veredicto final seja anunciado até o fim da semana, caso seja condenado, Bolsonaro ainda poderá recorrer, mas em instâncias limitadas, já que o julgamento ocorre no órgão máximo da Justiça brasileira.

O ex-presidente responde por cinco crimes:

° Tentativa de golpe de Estado

° Abolição violenta do Estado Democrático de Direito

° Organização criminosa armada

° Incitação das Forças Armadas contra os poderes constituídos

° Conspiração contra instituições democráticas

Segundo a Procuradoria-Geral da República, as investigações revelaram evidências de conspiração, incluindo mensagens entre aliados, reuniões secretas e documentos, entre eles, um rascunho de decreto que previa a anulação das eleições de 2022 e a convocação de novas eleições sob intervenção militar.

Além disso, há registros de discussões que, segundo a acusação, envolviam planos extremos, como a eliminação de autoridades, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o próprio ministro Alexandre de Moraes, visto como principal alvo da fúria bolsonarista.

As penas somadas pelos crimes podem ultrapassar 40 anos de prisão, o que configuraria a condenação mais dura já imposta a um ex-presidente no Brasil.

A defesa de Jair Bolsonaro tem insistido na tese de que não há provas materiais de que o golpe estivesse em curso, para o advogado Celso Vilardi, "não houve execução de nenhum plano, apenas conversas políticas que foram interpretadas de forma exagerada".

Os advogados também denunciam que o processo foi acelerado, prejudicando o direito à ampla defesa, segundo eles, a equipe não teve acesso completo a todas as provas reunidas pela acusação, o que configuraria cerceamento de defesa.

Enquanto o julgamento avança, a sociedade se mobiliza. No feriado de 7 de setembro, milhares de apoiadores de Bolsonaro foram às ruas em várias capitais, especialmente em Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, vestidos de verde e amarelo, muitos carregavam bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos, em referência ao ex-presidente Donald Trump, que chegou a ser convocado simbolicamente como "última esperança" pelos manifestantes.

Os atos foram marcados por críticas duras ao Supremo e pedidos de anistia no Congresso Nacional, onde setores da base conservadora articulam projetos que poderiam beneficiar Bolsonaro e seus aliados.

O julgamento aprofunda a polarização política que divide o país desde 2018. Para os apoiadores do ex-presidente, trata-se de perseguição política, enquanto opositores consideram o processo um passo necessário para proteger a democracia.

No campo institucional, o caso pressiona o Congresso, que já discute anistia para crimes políticos relacionados aos atos golpistas de 2022 e 2023, ao mesmo tempo, ele reforça a imagem do STF como protagonista do enfrentamento ao bolsonarismo, o que alimenta tensões entre judiciário e parte expressiva da sociedade.

Apesar da gravidade das acusações e do peso histórico do julgamento, o futuro de Jair Bolsonaro ainda depende do equilíbrio entre provas concretas e interpretações jurídicas. Para seus aliados, o processo representa não apenas uma disputa judicial, mas um símbolo de resistência política diante de um Supremo visto como excessivamente punitivo. A defesa insiste na ausência de atos materiais que comprovem a execução de um golpe, reforçando que conversas e rascunhos não deveriam ser equiparados a crimes consumados.

Nesse contexto, o desfecho poderá consolidar uma das maiores condenações já registradas contra um ex-presidente no país, ou, em outra direção, abrir precedente para um debate mais amplo sobre os limites da responsabilização política e penal de lideranças eleitas. Seja qual for a decisão, a narrativa de Bolsonaro como alvo de perseguição tende a permanecer forte entre seus apoiadores, garantindo-lhe relevância política no cenário nacional e mantendo viva a polarização que molda a democracia brasileira desde 2018.

Gilmar Mendes mantém arquivamento de ação por transfobia contra Erika Hilton; caso também se desdobra no cenário internacional

Publicado em: 03/09/2025

Em 2 de setembro de 2025, o decano do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, rejeitou a Reclamação (RCL 80671) apresentada pela deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), contestando o arquivamento de uma ação penal por transfobia. A parlamentar, anteriormente vereadora em São Paulo, alegava que o Ministério Público Federal e a 7ª Vara Criminal Federal de São Paulo desconsideraram o entendimento do STF de 2019, que equipara a transfobia ao crime de racismo.

Imagem: Zeca Ribeiro /Cãmara dos Deputados

O caso teve como origem uma publicação nas redes sociais da militante feminista Isabella Cêpa em 2020, que afirmou que "a mulher mais votada é homem", referindo-se ao fato de Erika Hilton, mulher trans, ter sido a vereadora mais votada de São Paulo, embora o MPF tenha pedido arquivamento da ação, argumentando que tais comentários coexistem sob a liberdade de expressão e não caracterizam crime, a parlamentar sustentou que tal interpretação afrontava a jurisprudência da Corte.

Ao julgar o caso, Gilmar Mendes reconheceu que o MPF desconsiderou os fundamentos do STF sobre transfobia, mas concluiu que a decisão da 7ª Vara Criminal Federal foi pautada em análise autônoma dos autos, respeitando os procedimentos do Código de Processo Penal, e não violou entendimento da Corte que poderia amparar uma reclamação.

Erika Hilton se deparou com outro desfecho nesta disputa: a Procuradoria-Geral da República (PGR), sob a relatoria do procurador-geral Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente ao arquivamento, entendendo que a reclamação apresentada não era o instrumento jurídico adequado e que os limites da liberdade de expressão não foram extrapolados, a equipe de Hilton reagiu, afirmando que o parecer "não coaduna com o que pretendeu o Supremo" e reiterou que "liberdade de expressão não é liberdade de agressão".

Desdobramentos além das fronteiras brasileiras

Além da esfera judicial nacional, o caso ganhou contornos inéditos no mundo. Isabella Cêpa, a ré nesse processo, obteve asilo político em um país do leste europeu após relatar ameaças anônimas incluindo mensagens misóginas e transfóbicas dirigidas a ela e familiares que, segundo seus relatos, não tiveram pronta resposta das autoridades brasileiras, ela formalizou o pedido de proteção junto à Agência da União Europeia para o Asilo (EUAA), que analisou o caso em cerca de um mês, o país que concedeu o refúgio não foi divulgado por exigência de segurança Tribuna do Poder, por sua vez, salientou que a militante se tornou a primeira pessoa no mundo a receber refúgio político por críticas à ideologia de gênero.

A coluna de Mario Sabino destacou a dimensão internacional da repercussão: trata-se de um precedente que expõe o Brasil a críticas quanto à criminalização de discursos e à saúde da liberdade de expressão no país.

Conclusão

O Supremo Tribunal Federal, sob o comando de Gilmar Mendes, rejeitou a reclamação da deputada federal Erika Hilton, que tentava reverter o arquivamento de uma ação penal por transfobia, a decisão reforça a sensação de impunidade diante de ataques a pessoas trans, mesmo após o STF ter equiparado a transfobia ao crime de racismo em 2019.

O caso começou em 2020, quando a militante Isabella Cêpa foi às redes sociais e disse que "a mulher mais votada é homem", se referindo à eleição de Erika como vereadora mais votada de São Paulo, o Ministério Público argumentou que tais comentários estavam dentro da liberdade de expressão e pediu o arquivamento da ação, Erika contestou, afirmando que a jurisprudência do STF estava sendo ignorada e que liberdade de expressão não pode servir de escudo para agressão.

Apesar de reconhecer que o MPF desconsiderou o entendimento da Corte, Gilmar Mendes manteve a decisão da 7ª Vara Criminal Federal, alegando que ela seguiu os procedimentos legais, a Procuradoria-Geral da República também se posicionou a favor do arquivamento, reforçando a ideia de que o instrumento jurídico usado não era adequado e que não houve excesso na liberdade de expressão, já para a equipe de Hilton, isso representa mais uma demonstração de que o sistema judicial falha em proteger pessoas trans de ataques e humilhações públicas.

O caso ainda ganhou repercussão internacional: Isabella Cêpa obteve asilo político em um país europeu após relatar ameaças transfóbicas não respondidas pelas autoridades brasileiras, o episódio coloca o Brasil em evidência negativa, mostrando que ataques a pessoas LGBTQIA+ podem não ter consequências legais, enquanto a liberdade de expressão é interpretada de forma que protege quem ofende.

No fim, a mensagem é clara: Erika Hilton, e com ela toda a população trans, continuam diante de um sistema que, mesmo reconhecendo a transfobia como crime, falha em aplicar a lei quando mais é necessário.

Tagliaferro desafia Moraes para acareação: "maior prazer"

Publicado em: 04/09/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

O depoimento do ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Eduardo Tagliaferro à Comissão de Segurança Pública do Senado, na última terça-feira (2), agitou o cenário político brasileiro.

Crédito / Araci News

Brasília, 3 de setembro de 2025 O depoimento do ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Eduardo Tagliaferro à Comissão de Segurança Pública do Senado, na terça-feira (2), provocou forte repercussão política ao levantar acusações contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. As denúncias incluem fraude processual e direcionamento político em investigações.

Acusações e Contexto Político

Eduardo Tagliaferro, que atuou como chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE entre 2022 e 2024, participou da audiência por videoconferência, diretamente da Itália, onde reside atualmente. Ele é alvo de um pedido de extradição movido por Moraes, acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de crimes como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e violação de sigilo funcional. A audiência, presidida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), coincidiu com o início do julgamento de Jair Bolsonaro no STF por suposta tentativa de golpe de Estado.

Tagliaferro apresentou documentos e conversas de WhatsApp para sustentar suas denúncias. Ele acusou Moraes de manipular a data de um relatório de 2022 para justificar uma operação da Polícia Federal contra empresários bolsonaristas, com base apenas em uma matéria do portal Metrópoles. Além disso, afirmou que Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, combinavam previamente alvos de investigações, e que parceiros do TSE, como a Agência Lupa e universidades como UFRJ e UFMG, faziam pedidos informais de monitoramento de redes sociais, muitas vezes motivados por críticas ao governo ou ao sistema eleitoral.

Reações no Senado

As denúncias foram classificadas como "gravíssimas" por parlamentares da oposição, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o senador Eduardo Girão (NovoCE). Damares chegou a pedir a prisão de Moraes, enquanto Girão defendeu a suspensão do julgamento de Bolsonaro no STF, alegando que os processos estariam "contaminados" por irregularidades. A Comissão aprovou a elaboração de um relatório com as denúncias, que será enviado ao STF, TSE, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), OAB e organismos internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Parlamento Europeu. Também foi aprovado um pedido de proteção ao governo italiano para Tagliaferro e sua família.

Por outro lado, o gabinete de Alexandre de Moraes emitiu uma nota oficial rebatendo as acusações. Segundo o comunicado, todos os relatórios produzidos pelo TSE seguiram procedimentos legais, foram devidamente documentados e encaminhados à Polícia Federal e à PGR no âmbito de inquéritos sobre milícias digitais e desinformação. A nota reforçou que o TSE tem competência para investigar atividades que atentem contra a democracia, como a disseminação de fake news.

Contexto Internacional

A decisão da Comissão de Segurança Pública de enviar o relatório a organismos internacionais reflete uma tentativa de internacionalizar o debate, uma tática já utilizada por aliados de Bolsonaro em outros momentos. Recentemente, sanções impostas pelos Estados Unidos contra Moraes, em razão de sua atuação em investigações sobre milícias digitais, foram criticadas por senadores como uma interferência na soberania brasileira. O envio do relatório a países como Estados Unidos, Argentina e Itália pode ser interpretado como uma resposta a esse cenário, mas também levanta preocupações sobre a politização de questões judiciais.

Perspectivas

O depoimento de Tagliaferro intensificou a polarização política no Brasil. O STF deve prosseguir com o julgamento de Bolsonaro, enquanto o CNJ e o CNMP podem avaliar as denúncias contra Moraes, caso sejam formalizadas. Para a opinião pública, o episódio reforça a necessidade de transparência nas ações do Judiciário e do TSE, mas também evidencia os riscos de instrumentalização política de comissões parlamentares.

Vaza Toga 3: novas denúncias expõem rede de censura ligada ao STF e TSE.

Publicado em:  01/09/2025

A terceira leva de mensagens reveladas pela Revista Oeste, conhecida como Vaza Toga 3, trouxe novos indícios de que o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) teriam articulado um esquema de monitoramento e censura digital direcionado principalmente a perfis de direita.

Reprodução/Imagem

O material, atribuído ao ex-servidor do TSE Eduardo Tagliaferro, aponta uma atuação que extrapolaria os limites constitucionais, interferindo diretamente nas eleições de 2022 e no nos atos de 8 de janeiro.

Segundo as mensagens, institutos e consultorias como Democracia em Cheque e Palver funcionavam como braços auxiliares do tribunal, elaborando relatórios e sugerindo palavras-chave para perseguir conteúdos considerados "incômodos", entre eles termos como "urnas eletrônicas" e "7 de setembro". A acusação é de que tais relatórios serviram como justificativa para a remoção de mais de 3 mil perfis, quase todos alinhados à direita.

Entre os alvos estariam figuras políticas como Carla Zambelli e o influenciador Allan dos Santos, além da tentativa de bloqueio da rede social Gettr, uma medida vista por juristas como desproporcional e com claros contornos políticos. Trechos das mensagens revelam até comemorações internas após a vitória de Lula em 2022, alimentando suspeitas de partidarismo no processo.

O caso reacende o debate sobre os limites entre o combate à desinformação e a censura. Críticos apontam que o STF, sob a condução do ministro Alexandre de Moraes, transformou a pauta da "proteção da democracia" em um instrumento para sufocar dissidências. A narrativa oficial de defesa institucional teria sido usada como escudo para práticas de perseguição política.

O impacto das revelações se torna ainda mais relevante diante do julgamento de Jair Bolsonaro, marcado para setembro de 2025. Caso se confirme a parcialidade denunciada, o Supremo poderá enfrentar questionamentos sobre sua legitimidade e isenção em um dos processos mais sensíveis da história recente do país.

Apesar da gravidade, a divulgação do material sofreu resistência. Tagliaferro tentou repassar os documentos à CNN Internacional, mas a emissora teria adiado a publicação sob alegação de necessidade de perícia, o que, já na visão dele, serviu apenas para reduzir o alcance do escândalo até depois do julgamento do expresidente.

A Vaza Toga 3 mostra que a linha entre "regular" e "reprimir" está cada vez mais fraca no Brasil, a utilização de ONGs e consultorias privadas como instrumentos de monitoramento político levanta sérias dúvidas sobre a saúde democrática do país.

CPMI do INSS Inicia Trabalhos com 17 Autoridades Convocadas

Publicado em:  27/08/2025

Na primeira reunião, realizada na terça-feira (26), os parlamentares aprovaram a convocação de ex-ministros da Previdência Social, como Carlos Lupi, ex-presidentes do INSS, diretores da Dataprev, representantes da Polícia Federal, Controladoria-Geral da União (CGU) e Defensoria Pública da União (DPU). Um dos nomes que chamou atenção foi o de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, vice-presidente do Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi-FS), uma das entidades investigadas por supostos descontos indevidos.

Convocação de ex-presidente da Ambec, já morta, expõe falha em requerimento do PT na CPI do INSS. Foto Saulo Cruz/Agência Senado

27 de agosto de 2025 A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, instalada para investigar fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social, deu início às suas atividades com a aprovação de requerimentos para convocar 17 autoridades e a definição de um plano de trabalho. A comissão, presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG) e relatada pelo deputado Alfredo Gaspar (União-AL), apura descontos irregulares em benefícios de aposentados e pensionistas, que teriam causado prejuízos estimados em R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024.

O plano de trabalho, aprovado por votação simbólica, abrange fatos desde 2015, cobrindo os governos Dilma Rousseff, Michel Temer, Jair Bolsonaro e o atual governo Lula. A CPMI busca esclarecer o funcionamento de esquemas fraudulentos, incluindo falsificação de assinaturas e fraudes em consentimentos para descontos, além de identificar responsáveis e propor reparações às vítimas. A comissão também solicitou acesso a relatórios do Tribunal de Contas da União (TCU), processos administrativos do INSS, atas do Conselho Nacional de Previdência Social e inquéritos do Ministério Público Federal e do Supremo Tribunal Federal.

Embora não haja registros de proibições explícitas de fotos ou filmagens no plenário da CPMI, a sensibilidade das investigações pode levar a restrições de acesso à imprensa, prática comum em comissões parlamentares para proteger informações sigilosas. Até o momento, não foram reportadas denúncias de censura ou violações à liberdade de imprensa diretamente ligadas à CPMI do INSS, mas o tema segue sensível no contexto político brasileiro, com o país ocupando a 161ª posição no ranking de liberdade de imprensa de 2023, segundo a Reporters Without Borders.

A CPMI do INSS promete ser um dos principais palcos de embate político no Congresso nos próximos meses, com potencial para revelar detalhes de um esquema que afetou milhões de brasileiros. As atas das reuniões e documentos oficiais estão disponíveis nos sites do Senado Federal (www.senado.leg.br) e da Câmara dos Deputados (www.camara.leg.br), onde o público pode acompanhar os desdobramentos.

Crise diplomática: ministro israelense chama Lula de "antissemita"

Publicado em:  26/08/2025

O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, classificou nesta terça-feira (26) o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como "antissemita declarado e apoiador do Hamas".

Imagem / X / @Israel_katz

A declaração foi publicada em português na rede social X e se refere à decisão do governo brasileiro de retirar o país da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto), no final de julho. Katz afirmou que Lula "se colocou ao lado de regimes como o Irã, que nega o Holocausto e ameaça destruir Israel".

Na publicação, o ministro ainda associou Lula ao líder supremo iraniano, Ali Khamenei, divulgando uma imagem feita por inteligência artificial em que o presidente brasileiro aparece como um fantoche controlado por ele.

A decisão do Brasil de deixar a IHRA já havia sido criticada por organizações pró-Israel, como a "StandWithUs", que acusam o governo de relativizar o combate ao antissemitismo. Em entrevista recente, o assessor especial de Lula, Celso Amorim, disse que o Brasil se sentia "manipulado" pela definição de antissemitismo e acusou Israel de usar a memória do Holocausto para justificar "genocídio na Palestina".


A crise diplomática entre os dois países se intensificou em 2024, quando Lula comparou as ações de Israel em Gaza às de Hitler, levando o governo israelense a considerar o presidente brasileiro "persona non grata". Desde então, o Brasil retirou seu embaixador e não indicou substituto, enquanto Israel desistiu de nomear Gali Dagan para chefiar a missão diplomática em Brasília.

"Lula Racista?" Após Repercussão com Declaração de Cunho Racista, Opiniões são Divididas.

Publicado em: 25/08/2025

Declaração de Lula sobre imagem usada em propaganda oficial, envolvendo a representação de um "homem negro", "sem dentes" ao lado de uma mulher branca, gera forte reação com acusações de racismo.

Sem dente e ainda negro‟: fala de Lula é considerada racista e preconceituosa por perfis e internautas de oposição ao governo Foto: Reprodução/ND

O presidente Lula relatou um episódio em que criticou uma propaganda oficial usada em evento internacional, que mostrava a foto de um homem negro sem dentes ao lado de uma mulher branca. Ele disse ter se incomodado com a escolha da imagem e ordenou que a página fosse retirada, argumentando que não seria adequada para representar o Brasil. A cena desse caso foi durante a entrega de unidades odontológicas móveis em Sorocaba (SP), Lula seguiu dizendo que chamou o ministro, sem citar o nome, e cobrou explicações pela foto. "Perguntei: "escuta aqui, por que você colocou essa fotografia desse senhor negro sem dente? Você acha isso bonito? Isso é fotografia para você colocar representando o Brasil no exterior? Um cara sem dente e ainda negro", questionou.

As falas, no entanto, geraram forte reação, que foi vista como uma fala racista na declaração do presidente. Parlamentares como Damares Alves, Flávio Bolsonaro e outros compararam o episódio ao tratamento dado a falas do ex-presidente Jair Bolsonaro, sugerindo que, se viesse dele, haveria cobrança imediata do Judiciário. Críticos também apontaram que Lula teria reforçado estigmas contra pessoas negras e pobres ao ligar a imagem a algo "feio" ou "inadequado" para o país.

Já aliados, como a ministra da Igualdade Racial Anielle Franco, defenderam que a fala foi mal interpretada e que Lula apenas denunciou um estigma histórico sofrido pela população negra. Ela ressaltou que retirar o contexto pode alimentar desinformações.

No entanto, mesmo com a defesa, a declaração expôs novamente a dificuldade de Lula em lidar com discursos públicos que envolvem raça, abrindo espaço para acusações de contradição e falta de sensibilidade política.

Oposição Impõe Derrota Humilhante ao Governo Lula na CPMI do INSS

Publicado em: 21/08/2025

Em uma manobra surpreendente, a oposição conseguiu uma vitória expressiva contra o governo do presidente Lula na instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A derrota, considerada humilhante por analistas políticos, expôs fragilidades na articulação do Planalto e marcou um revés não apenas para o governo, mas também para líderes do Congresso, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Oposição coloca Carlos Viana no comando da CPMI do INSS - Imagem TV Senado

A oposição, em uma jogada de última hora, garantiu o controle da CPMI ao eleger o senador Carlos Viana (Podemos-MG) como presidente da comissão, com 17 votos contra 14 do senador Omar Aziz (PSD-AM), candidato apoiado pelo governo e por Alcolumbre. Além disso, o deputado Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi escolhido como relator, superando a indicação do deputado Ricardo Ayres (Republicanos-TO), nome defendido por Motta. A vitória da oposição quebrou a tradição de respeito às indicações dos presidentes das Casas, consolidando um momento de constrangimento para a base governista.

O sucesso da manobra oposicionista foi facilitado pela ausência de parlamentares-chave da base aliada, incluindo os senadores Cid Gomes (PSB-CE), Renan Calheiros (MDBAL) e Eduardo Braga (MDB-AM), além de deputados governistas. Essa desarticulação permitiu que a oposição capitalizasse o momento e assumisse o comando da CPMI, que agora terá um tom mais crítico ao governo na investigação das fraudes no INSS.

A derrota na CPMI do INSS não apenas enfraquece a narrativa do governo Lula de controle sobre o Congresso, mas também reforça a percepção de dificuldades na coordenação política do Planalto. Para analistas, o episódio pode intensificar a pressão sobre o governo em outras pautas legislativas, enquanto a oposição ganha fôlego para impor sua agenda. O Planalto ainda não se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido, mas a expectativa é de que ajustes na articulação política sejam discutidos nos próximos dias para evitar novos reveses.

Decisão do Comunista Flávio Dino Derruba Bolsa e Gera Crise no Setor Bancário

Publicado em: 20/08/2025

Da Redação, 20 de agosto de 2025


O impacto foi imediato: o Ibovespa, principal índice da B3, despencou 2,1% na terça-feira (19), fechando a 134.432 pontos, enquanto o dólar disparou 1,23%, cotado a R$5,50.

Reprodução / Redes Sociais/X

Brasília, 3 de setembro de 2025 O depoimento do ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Eduardo Tagliaferro à Comissão de Segurança Pública do Senado, na terça-feira (2), provocou forte repercussão política ao levantar acusações contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. As denúncias incluem fraude processual e direcionamento político em investigações.

Acusações e Contexto Político

Eduardo Tagliaferro, que atuou como chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE entre 2022 e 2024, participou da audiência por videoconferência, diretamente da Itália, onde reside atualmente. Ele é alvo de um pedido de extradição movido por Moraes, acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de crimes como tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito e violação de sigilo funcional. A audiência, presidida pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), coincidiu com o início do julgamento de Jair Bolsonaro no STF por suposta tentativa de golpe de Estado.

Tagliaferro apresentou documentos e conversas de WhatsApp para sustentar suas denúncias. Ele acusou Moraes de manipular a data de um relatório de 2022 para justificar uma operação da Polícia Federal contra empresários bolsonaristas, com base apenas em uma matéria do portal Metrópoles. Além disso, afirmou que Moraes e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, combinavam previamente alvos de investigações, e que parceiros do TSE, como a Agência Lupa e universidades como UFRJ e UFMG, faziam pedidos informais de monitoramento de redes sociais, muitas vezes motivados por críticas ao governo ou ao sistema eleitoral.

Reações no Senado

As denúncias foram classificadas como "gravíssimas" por parlamentares da oposição, como a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e o senador Eduardo Girão (NovoCE). Damares chegou a pedir a prisão de Moraes, enquanto Girão defendeu a suspensão do julgamento de Bolsonaro no STF, alegando que os processos estariam "contaminados" por irregularidades. A Comissão aprovou a elaboração de um relatório com as denúncias, que será enviado ao STF, TSE, Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), OAB e organismos internacionais, como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e o Parlamento Europeu. Também foi aprovado um pedido de proteção ao governo italiano para Tagliaferro e sua família.

Por outro lado, o gabinete de Alexandre de Moraes emitiu uma nota oficial rebatendo as acusações. Segundo o comunicado, todos os relatórios produzidos pelo TSE seguiram procedimentos legais, foram devidamente documentados e encaminhados à Polícia Federal e à PGR no âmbito de inquéritos sobre milícias digitais e desinformação. A nota reforçou que o TSE tem competência para investigar atividades que atentem contra a democracia, como a disseminação de fake news.

Contexto Internacional

A decisão da Comissão de Segurança Pública de enviar o relatório a organismos internacionais reflete uma tentativa de internacionalizar o debate, uma tática já utilizada por aliados de Bolsonaro em outros momentos. Recentemente, sanções impostas pelos Estados Unidos contra Moraes, em razão de sua atuação em investigações sobre milícias digitais, foram criticadas por senadores como uma interferência na soberania brasileira. O envio do relatório a países como Estados Unidos, Argentina e Itália pode ser interpretado como uma resposta a esse cenário, mas também levanta preocupações sobre a politização de questões judiciais.

Perspectivas

O depoimento de Tagliaferro intensificou a polarização política no Brasil. O STF deve prosseguir com o julgamento de Bolsonaro, enquanto o CNJ e o CNMP podem avaliar as denúncias contra Moraes, caso sejam formalizadas. Para a opinião pública, o episódio reforça a necessidade de transparência nas ações do Judiciário e do TSE, mas também evidencia os riscos de instrumentalização política de comissões parlamentares.

"Leis Misândricas" Dividir para conquistar e provocar desigualdades entre os sexos.

Publicado em: 18/08/2025

Da Redação, 18 de agosto de 2025

Críticas a legislações como a Lei Maria da Penha levantam questões sobre equilíbrio na proteção de direitos. A expressão "leis misândricas" tem aparecido com frequência em debates sobre igualdade de gênero, especialmente em redes sociais e fóruns jurídicos. O termo, que sugere legislações discriminatórias contra homens, é usado por críticos para apontar supostos desequilíbrios em leis voltadas à proteção de mulheres

Crédito / Reprodução

A expressão "leis misândricas" tem aparecido com frequência em debates sobre igualdade entre sexos, especialmente em redes sociais e fóruns jurídicos. O termo, que sugere legislações discriminatórias contra homens, é usado por críticos para apontar supostos desequilíbrios em leis voltadas à proteção de mulheres, como a Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006).

A Lei Maria da Penha, criada para coibir a violência doméstica e familiar contra mulheres, é um dos principais alvos de crítica.

Críticos, por outro lado, argumentam que a ausência de proteção explícita para homens em situações de violência doméstica reforça estereótipos de gênero e pode ser interpretada como misandria  termo que denota preconceito contra homens.

"A legislação parece presumir que homens não precisam de proteção, o que é injusto", afirma João Silva, advogado especializado em direito de família. Ele cita casos em que homens enfrentam dificuldades em denunciar abusos devido à falta de amparo legal específico.

No cenário internacional, debates semelhantes surgem em torno de leis de custódia de filhos e pensão alimentícia, onde alguns alegam que homens são desfavorecidos. Contudo, juristas destacam que essas decisões judiciais não decorrem de leis "misândricas", mas de interpretações baseadas em contextos específicos. "Não há evidências de legislações intencionalmente anti-homens", afirma a juíza Carla Mendes, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. "O que existe é um desafio em equilibrar proteção a grupos vulneráveis e igualdade perante a lei."

A discussão sobre misandria também ganha espaço na cultura popular, com referências a discursos que ridicularizam ou inferiorizam homens. Estudos da Universidade de Corunha, na Espanha, sugerem que a sociedade tende a ser mais tolerante com esse tipo de discurso do que com a misoginia, o que alimenta a percepção de desigualdade para alguns grupos.

Feminicídio, agora um crime autônomo, tem pena máxima de reclusão de 20 a 40 anos, conforme a Lei nº 14.994/2024, conhecida como "Pacote Antifeminicídio"; já o homicídio está previsto no artigo 121 do Código Penal. A pena para o homicídio simples é de reclusão de 6 a 20 anos, ou seja, a morte de um homem é menos ofensiva ou é mais tolerável?, o que está em jogo não é punir o homicida, e sim, analisar a quem ele matou e se merece a punição.

Enquanto o debate continua, especialistas concordam que o caminho para a igualdade de gênero exige diálogo e revisão constante das leis. "Proteger as mulheres não significa ignorar os homens. Precisamos de políticas inclusivas que reconheçam todas as vítimas", conclui Ribeiro. A Constituição Brasileira, em seu artigo 5º, garante igualdade de direitos, mas a aplicação prática desse princípio segue sendo um desafio.

Brasileiros Ligados ao Mais Médicos têm Vistos Cancelados pelos EUA por Trabalho Escravo

Publicado em: 14/08/2025

Da Redação, 14 de agosto de 2025

Lançado em 2013 pelo governo Dilma Rousseff, o Mais Médicos trouxe milhares de profissionais, majoritariamente cubanos, para atender populações em áreas remotas do Brasil. No auge, em 2015, o programa contava com 18,2 mil médicos, dos quais 11,4 mil eram de Cuba, contratados por meio de um acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). O governo cubano retinha cerca de 70% dos salários pagos pelo Brasil, prática que os EUA classificam como "trabalho forçado". Em 2018, Cuba encerrou sua participação após críticas do então presidente eleito Jair Bolsonaro.

Reprodução / Gabriel Renner/GZH

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, na última terça-feira (12), o cancelamento de vistos de autoridades e ex-funcionários brasileiros envolvidos no programa Mais Médicos, acusados de cumplicidade em um suposto esquema de "mão de obra escrava" vinculado a médicos cubanos. A decisão, liderada pelo secretário de Estado Marco Rubio, atinge figuras como Mozart Julio Tabosa Sales, atual secretário de Atenção Especializada à Saúde, e Alberto Kleiman, ex-assessor do Ministério da Saúde e coordenador da COP30. Familiares dos alvos também foram incluídos na medida, que proíbe sua entrada nos EUA.

Contexto do Programa

Lançado em 2013 pelo governo Dilma Rousseff, o Mais Médicos trouxe milhares de profissionais, majoritariamente cubanos, para atender populações em áreas remotas do Brasil. No auge, em 2015, o programa contava com 18,2 mil médicos, dos quais 11,4 mil eram de Cuba, contratados por meio de um acordo com a Organização PanAmericana da Saúde (OPAS). O governo cubano retinha cerca de 70% dos salários pagos pelo Brasil, prática que os EUA classificam como "trabalho forçado". Em 2018, Cuba encerrou sua participação após críticas do então presidente eleito Jair Bolsonaro.

Justificativa dos EUA

Segundo o Departamento de Estado, o programa violou sanções americanas contra Cuba e desrespeitou exigências constitucionais brasileiras, como a revalidação de diplomas médicos. A OPAS, segundo as autoridades americanas, atuou como intermediária para facilitar o que chamam de "esquema de exportação de trabalho forçado" pelo regime cubano. A medida é parte de uma política mais ampla dos EUA, que desde 2019 impõe restrições a missões médicas cubanas em diversos países.

Reações no Brasil

A decisão gerou forte polarização. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu o Mais Médicos, destacando que o programa "salva vidas" e ampliou o acesso à saúde, com 26,7 mil profissionais atualmente. Ele classificou as sanções como "ataques injustificáveis" e criticou a interferência externa. Por outro lado, opositores como o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) celebraram a medida, afirmando que ela expõe a "exploração" promovida pelo programa. A deputada Rosana Valle (PL-SP) foi além, chamando o Mais Médicos de "fraude" que desviou recursos para Cuba e prejudicou médicos brasileiros.

A medida também foi vista como parte de uma escalada de tensões entre o governo Lula e a administração Trump, que recentemente impôs tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e sanções contra membros do STF.

Impacto e Controvérsias

O cancelamento dos vistos ocorre em um momento delicado, com o Brasil se preparando para a COP30 e enfrentando desafios na saúde pública. Defensores do Mais Médicos argumentam que os fins justificam os meios, pois, a narrativa é que o programa foi essencial para atender milhões de brasileiros em regiões carentes, enquanto críticos reiteram que a exploração de médicos cubanos e a falta de transparência no acordo com a OPAS comprometem sua legitimidade.

A decisão americana reacende o debate sobre o equilíbrio entre cooperação internacional e soberania nacional, além de levantar questões sobre o futuro de programas sociais em um cenário de crescente pressão geopolítica. O governo brasileiro ainda não anunciou medidas retaliatórias, mas a expectativa é de que o caso gere desdobramentos diplomáticos.

Áudio de juiz auxiliar expõe pressões no STF: "Eu não aguento mais. Tô destruído"

Publicado em: 13/08/2025

Da Redação, 13 de agosto de 2025

No áudio, Vieira desabafa sobre as pressões sofridas, mencionando cobranças intensas, prazos urgentes e interferências indevidas em seu trabalho, como "palpites" em audiências de custódia. Ele relata impactos severos em sua saúde mental e vida familiar, afirmando estar no "limite" e planejando retornar ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), onde é desembargador. "Eu não aguento mais. Tô destruído", diz Vieira, expressando receio de sair em meio a uma "tempestade" para não parecer que estava "pulando do barco".

Reprodução / Redes Sociais

Um áudio vazado do juiz auxiliar Airton Vieira, revelado pelo portal Metrópoles em agosto de 2025, trouxe à tona tensões internas no gabinete do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), intensificando as discussões em torno do escândalo conhecido como "Vaza Toga". A gravação, enviada em 14 de janeiro de 2023 ao ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Eduardo Tagliaferro, expõe o desgaste físico, psicológico e emocional de Vieira, que atuou como juiz instrutor em processos criminais no gabinete de Moraes de maio de 2018 a março de 2025.

No áudio, Vieira desabafa sobre as pressões sofridas, mencionando cobranças intensas, prazos urgentes e interferências indevidas em seu trabalho, como "palpites" em audiências de custódia. Ele relata impactos severos em sua saúde mental e vida familiar, afirmando estar no "limite" e planejando retornar ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), onde é desembargador. "Eu não aguento mais. Tô destruído", diz Vieira, expressando receio de sair em meio a uma "tempestade" para não parecer que estava "pulando do barco".

O caso ganhou destaque no contexto do "Vaza Toga", movimento que denuncia supostos abusos de poder no Judiciário, inspirado nos vazamentos da "Vaza Jato". Reportagens de jornalistas como Glenn Greenwald, Michael Shellenberger e David Ágape, publicadas desde agosto de 2024, alegam que Moraes e sua equipe, incluindo Vieira e Tagliaferro, operavam um "sistema de justiça paralelo" para monitorar redes sociais e justificar medidas contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, como bloqueios de contas e prisões de manifestantes do 8 de janeiro de 2023. As acusações apontam para relatórios produzidos sem protocolos legais formais, o que juristas como André Marsiglia consideram passível de anular processos por "viés ideológico".

A saída de Vieira não foi isolada. Entre janeiro e março de 2025, outros dois juízes auxiliares deixaram o gabinete de Moraes: Rogério Marrone de Castro Sampaio, que atuava desde fevereiro de 2018, e André Solomon Tudisco, desde junho de 2024. Ambos retornaram ao TJSP. Apenas Rafael Tamai Rocha, também do TJSP, permaneceu. Moraes, único ministro do STF autorizado a ter quatro juízes de apoio, abriu processo seletivo para preencher as vagas, sem detalhar oficialmente as razões das saídas.

Defensores do Judiciário rebatem as acusações. O presidente do STF, Luís Roberto Barroso, classificou o "Vaza Toga" como "tempestades fictícias", afirmando que as ações de Moraes são legais e documentadas. A Procuradoria-Geral da República (PGR) arquivou algumas denúncias por falta de provas, e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) rejeitou, em 20 de agosto de 2024, uma representação do partido Novo contra Vieira e outro juiz auxiliar, por ausência de indícios de irregularidades.

O caso alimenta a polarização política no Brasil. Senadores como Esperidião Amin defendem a abertura de uma CPI para investigar supostos abusos judiciais entre 2018 e 2025, mas a iniciativa enfrenta dificuldades para avançar. Enquanto isso, a Polícia Federal indiciou Tagliaferro por violação de sigilo funcional, e as denúncias do "Vaza Toga" continuam a gerar debates sobre transparência e limites do poder Judiciário no país.

1º Desafio Virtual de Ciclismo em Araci Reúne Entusiastas

Publicado em: 08/09/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

No último domingo (07), a cidade de Araci foi palco de encerramento do 1º Desafio Virtual de Ciclismo em Araci, um evento que uniu esporte, comunidade e celebração. Organizado por Flávio Amaral, com o apoio da Prefeitura Municipal de Araci, o evento atraiu ciclistas de diversas idades, níveis de experiência e cidades como Euclides da Cunha, Tucano e Teofilândia dentre outras, que percorreram um trajeto de 28 km em uma prova marcada pela energia e integração dos participantes.

Flávio Amaral (direita) Organizador do Evento, Erivaldo Lima (esquerda) entusiasta. Crédito / Araci News

O desafio, realizado em formato virtual, permitiu que os competidores completassem o percurso de 400 km (categoria experientes) e 200 km (categoria iniciantes) em horários e locais de sua preferência, no período de 01 a 31 de agosto, registrando seus tempos por meio de aplicativos especializados. A proposta acessível incentivou tanto ciclistas amadores quanto atletas experientes a participarem, promovendo a prática esportiva e o estilo de vida saudável na região.

No domingo, encerramento, houve um café da manhã, um percurso de 28 km, cuidadosamente planejado, destacando as belezas naturais e os cenários característicos de Araci, reforçando o potencial do município para o cicloturismo e a entrega das medalhas.

Antes do início, os participantes foram recebidos com um animado café da manhã, momento de confraternização que reuniu atletas, organizadores e apoiadores. O evento culminou na entrega de medalhas, reconhecendo o esforço e a dedicação de todos os ciclistas que completaram o desafio. A cerimônia de premiação destacou o espírito comunitário e a importância do esporte como ferramenta de união e bem-estar.

Flávio Amaral, idealizador do evento, celebrou o sucesso da primeira edição, já planejando a segunda edição para maio de 2026. "Nosso objetivo é transformar o desafio em uma tradição anual".

O 1º Desafio Virtual de Ciclismo em Araci deixa um marco para o esporte local, com expectativas de que futuras edições atraiam ainda mais participantes e consolidem o município como um polo de eventos ciclísticos na região.

Filho de Barroso, que trabalha no BTG de Miami, Evita Retorno aos EUA Após Suspensão de Vistos

Publicado em: 13/08/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

A decisão de Bernardo veio enquanto ele estava de férias na Europa. Orientado pelo pai, o executivo optou por retornar ao Brasil como precaução, já que não há confirmação oficial sobre quais familiares foram diretamente afetados pela suspensão. A ação do governo norte-americano é vista como uma retaliação ao processo em curso no STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que também teve seu visto suspenso e foi incluído na Lei Magnitsky, que prevê sanções a indivíduos acusados de violar direitos humanos.

Barroso e Bernardo van Brussel / Reprodução

Bernardo Van Brussel Barroso, filho do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, decidiu não retornar aos Estados Unidos, onde atua como diretor associado do banco BTG Pactual em Miami, devido ao receio de ser impedido de entrar no país. A medida foi tomada após o governo de Donald Trump suspender os vistos de oito dos onze ministros do STF, incluindo Barroso, e de seus familiares diretos, em julho de 2025.

A suspensão dos vistos gerou tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, com o STF e o governo brasileiro ainda avaliando respostas à medida. Enquanto isso, Bernardo permanece no Brasil, aguardando esclarecimentos sobre sua situação imigratória, ou seja, para o povo o Regime quer a "democracia relativa", para os amigos o "Imperialismo Americano". O caso destaca o impacto de disputas políticas internacionais nas esferas pessoal e profissional de figuras públicas e seus familiares.

Coincidências

O BTG Pactual está envolvido em diversos processos judiciais no Supremo Tribunal Federal (STF), incluindo casos relacionados a falências, acordos com a CVM e questões trabalhistas. Alguns processos envolvem a responsabilidade do banco em esquemas de pirâmide financeira e a discussão sobre a existência de grupo econômico entre o BTG Pactual e outras empresas. Além disso, "há casos em que o STF suspendeu execuções contra o BTG Pactual devido a temas de repercussão geral." O termo repercussão geral é um mecanismo processual utilizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para selecionar casos que serão julgados em recursos extraordinários, com base na relevância jurídica, social, econômica ou política da matéria discutida. Criado pela Emenda Constitucional nº 45/2004 e regulamentado pelos artigos 1.035 e 1.036 do Código de Processo Civil (CPC), além do Regimento Interno do STF, o instituto deveria filtrar os recursos que chegam ao tribunal, garantindo que apenas questões de grande impacto sejam analisadas, o que nem sempre acontece.

Características principais:

1. Conceito: A repercussão geral é um requisito de admissibilidade do recurso extraordinário. Para que o STF analise o mérito do caso, o recorrente deve demonstrar que a questão constitucional levantada transcende o interesse das partes envolvidas, tendo relevância para a sociedade ou para a ordem jurídica como um todo.

2. Objetivo:

• Reduzir o volume de processos no STF, que recebia muitos recursos de interesse apenas individual.

Uniformizar a interpretação do direito constitucional em questões que afetam um grande número de casos semelhantes.

Assegurar que o STF atue como guardião da Constituição, focando em temas de impacto nacional.

3. Critérios para reconhecimento: A matéria deve ter relevância jurídica, social, econômica ou política. Exemplos incluem:

Questões que afetam direitos fundamentais.

Casos que podem impactar um grande número de pessoas ou processos.

Controvérsias sobre a interpretação de normas constitucionais com potencial de gerar decisões conflitantes.

4. Funcionamento:

O STF analisa preliminarmente se o recurso extraordinário tem repercussão geral. Isso é feito pelo Plenário Virtual, onde os ministros decidem, por maioria, se o tema será julgado.

Se reconhecida a repercussão geral, o STF julga o mérito do caso, e a decisão serve como precedente vinculante para os tribunais inferiores em casos semelhantes.

Se não for reconhecida, o recurso não é admitido, e o caso não sobe ao STF.

5. Efeitos:

Precedente vinculante: A decisão do STF em um caso com repercussão geral orienta os tribunais inferiores, que devem aplicá-la em processos semelhantes.

Suspensão de processos: Quando o STF reconhece a repercussão geral, pode determinar a suspensão de todos os processos idênticos em tramitação no país até o julgamento do mérito.

6. Exemplo prático:

Um caso famoso com repercussão geral foi o julgamento sobre a constitucionalidade da prisão após condenação em segunda instância (RE 964.246). O STF reconheceu a relevância do tema devido ao impacto na política criminal e nos direitos fundamentais, e a decisão influenciou milhares de processos.

Em resumo, a repercussão geral é um filtro que permite ao STF focar em questões constitucionais de grande relevância, promovendo uniformidade na aplicação do direito e eficiência no sistema judiciário.

Senado aprova lei para reforçar proteção de crianças e adolescentes na internet

Publicado em: 28/08/2025

O Senado aprovou na noite desta quarta-feira (27) o PL 2.628/2022, que estabelece novas regras para o uso de redes sociais, aplicativos e jogos eletrônicos por menores de idade. O texto, que volta agora para sanção presidencial, busca por um limite a chamada "adultização" de crianças em ambientes virtuais.

Fonte: Agência Senado

A proposta foi aprovada por unanimidade na Comissão de Comunicação e Direito Digital (CCDD), com 9 votos a favor e nenhum contra, onde determina que contas de usuários com menos de 16 anos sejam obrigatoriamente vinculadas a um responsável legal e que a verificação de idade seja feita por métodos confiáveis, e não apenas pela autodeclaração. Plataformas terão de disponibilizar canais de denúncia e repassar às autoridades, de forma imediata, indícios de crimes como exploração, assédio ou sequestro.

Conteúdos considerados prejudiciais como: pornografia, violência, incentivo ao uso de drogas, automutilação, jogos de azar e publicidade abusiva, deverão ser removidos. O projeto também obriga empresas a oferecer ferramentas de controle parental, incluindo monitoramento do que é acessado e limite de tempo de uso.

Outro ponto de destaque é a proibição das chamadas loot boxes em jogos eletrônicos, prática equiparada a jogos de azar pelo relator da proposta, onde o senador Flávio Arns, diz que esse mecanismo tem natureza semelhante a jogos de azar e não deve ser acessível a menores de idade.

Empresas que descumprirem as regras estarão sujeitas a multas que variam de R$ 10 por usuário até R$ 50 milhões, além de sanções mais duras, como a suspensão de atividades. Plataformas com mais de 1 milhão de usuários menores terão ainda de apresentar relatórios periódicos sobre denúncias e medidas de proteção, além de promover campanhas educativas.

Isso tudo aconteceu após a repercussão de um vídeo do influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca, que denunciou a exposição precoce de crianças a conteúdos impróprios. A gravação viralizou e ultrapassou mais de 45 milhões de visualizações, reforçando a pressão pela aprovação do texto.

Apesar da justificativa de proteger crianças e adolescentes, a lei representa um avanço preocupante do governo sobre a privacidade digital, obrigando a vinculação de contas de menores a responsável e a verificação rigorosa de idade, o Estado passa a ter acesso indireto a dados pessoais sensíveis, criando um ambiente de monitoramento constante.

Além disso, a exigência de que plataformas monitorem o comportamento online, removam conteúdos e repassem imediatamente indícios de crimes coloca empresas privadas na posição de agentes de fiscalização estatal, sem garantias claras de segurança e sem transparência sobre como esses dados serão usados ou armazenados.

Ainda que essas medidas possam gerar "precedentes perigosos", abrindo caminho para novas regulamentações que aprofundem a vigilância digital de todos os cidadãos, não apenas de menores, e reduzam a liberdade de navegação e expressão online.

Aula Inaugural do 3º Semestre PARFOR - UNEB Campus XI em Araci

Publicado em: 08/09/2025

Da Redação

Na manhã da última sexta (05), Araci foi palco da aula inaugural do 3º semestre no Curso de Licenciatura em Educação Inclusiva do Programa de Formação de Professores da Educação Básica (PARFOR), uma parceria Município de Araci e Universidade do Estado da Bahia (UNEB) Campus XI, O evento marcou o início de mais um ciclo de capacitação docente, reunindo alunos, educadores e autoridades locais em um momento de celebração e compromisso com a educação.

Crédito / Pedro/ SEC Araci

A solenidade contou com a presença da vice-prefeita de Araci, Gilmara Magalhães, da secretária municipal de educação, Gauba Rejane, da coordenadora local, Márcia Raimunda, do Secretário local Erivaldo Lima e da Professora Dra Nayana Suzart que destacaram a importância do programa para o fortalecimento da rede educacional do município. "O PARFOR é um marco para Araci, pois capacita nossos professores e eleva a qualidade do ensino, transformando a realidade de nossas escolas", afirmou Erivaldo Lima.

O evento foi marcado por um tom de gratidão aos alunos, que lotaram o auditório com entusiasmo e dedicação. "Vocês são o coração deste programa. Sua vontade de aprender e ensinar é o que nos motiva a continuar investindo na formação de professores", declarou a coordenadora local PARFOR durante a abertura.

A vice-prefeita Gilmara Magalhães

reforçou o apoio da gestão municipal à

iniciativa. "A educação é a base para o

desenvolvimento de Araci. Estamos

comprometidos em apoiar projetos como o

PARFOR, que transformam vidas e

constroem um futuro melhor", destacou.


O PARFOR tem como objetivo qualificar professores da educação básica que atuam na rede pública, promovendo a formação continuada e o aprimoramento pedagógico. O programa combina teoria e prática, atendendo às demandas regionais e valorizando a realidade local.

A aula inaugural também contou com palestras motivacionais, que reforçaram a importância da formação docente para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Os alunos, protagonistas do evento, expressaram otimismo e disposição para os desafios do novo ciclo. "Participar do PARFOR é uma oportunidade única de crescer como profissional e contribuir para a educação de nossas crianças", afirmou Jociene, aluna do programa.

Com a aula inaugural, o Campus XI da UNEB reafirma seu papel como polo de formação e transformação social no interior da Bahia, consolidando parcerias e inspirando novas gerações de educadores.

VII Congresso de Bandas e Fanfarras da Bahia Celebra Cultura e Música em Araci

Publicado em: 19/08/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

O VII Congresso de Bandas e Fanfarras do Estado da Bahia, realizado nos dias 16 e 17 de agosto de 2025, em Araci, Bahia, foi um evento marcante organizado pela BAMUARA (Associação Cultural Banda Músicos Aracienses) e pela ACBFFB (Associação Cultural de Bandas, Fanfarras e Filarmônicas da Bahia).

Prefeita Keinha (ao centro), Luiz Fernando (ACBFFB) e o Maestro Lucelmo Oliveira (BAMUARA)

Reprodução / Bamuara

Araci, Bahia, 19 de agosto de 2025

Nos dias 16 e 17 de agosto, a cidade de Araci tornou-se o epicentro da música instrumental baiana com a realização do VII Congresso de Bandas e Fanfarras do Estado da Bahia. Promovido pela BAMUARA (Associação Cultural Banda Músicos Aracienses) sob a batuta do Maestro Lucelmo Oliveira e pela ACBFFB (Associação Cultural de Bandas, Fanfarras e Filarmônicas da Bahia), sob a liderança do presidente Luiz Fernando, o evento contou com o apoio da Prefeitura de Araci e da Secretaria de Educação, reunindo representantes de 13 municípios baianos: Itaitê, Itaberaba, Salvador, Euclides, Juazeiro, Canudos, Cabaceiras do Paraguaçu, Catu, Santa Luz, Castro Alves, Mutuípe, Itajuípe e Santo Antônio de Jesus.

A presença da prefeita de Araci, Keinha,

foi um dos destaques do congresso, que

também marcou a comemoração dos 15

anos da BAMUARA, uma instituição que

tem desempenhado um papel fundamental

na preservação e promoção da cultura

musical na região. Durante dois dias, os

participantes compartilharam

experiências, discutiram o fortalecimento

das bandas e fanfarras e celebraram a rica

tradição musical do estado.

O evento reforçou o compromisso de Araci

com a cultura, consolidando a cidade

como um polo de eventos musicais. Em

novembro, provavelmente no dia 23, Araci

sediará uma das etapas do Campeonato

Baiano de Bandas e Fanfarras, com data a

ser confirmada. A iniciativa promete atrair

ainda mais atenção para o município,

incentivando o turismo cultural e a

valorização das manifestações artísticas

locais.

Agradecimentos a Secretária de Educação, Gauba Rejane, que nos ajudou com o Projeto Fanfarra nas Escolas e que atende as Unidades Educacionais do Município, a exemplo das comunidades de: Barreira, Campo do Dino, Ribeira, Tapuio, Pedra Alta, Ana Oliveira e CEMOB. Um compromisso da atual Gestão e da Secretaria de Educação que vem apresentando excelentes resultados.

O VII Congresso de Bandas e Fanfarras da Bahia não apenas celebrou a música, mas também fortaleceu os laços entre comunidades, destacando o papel das bandas e fanfarras como instrumentos de transformação social e cultural no estado.

Hoje, 02 de setembro de 2025, uma data que viverá na Infâmia

Publicado em: 04/09/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

Após desrespeitar o devido processo legal, o duplo grau de jurisdição, violar o Princípio da Árvore Contaminada, dentre tantas ou ilegalidades, que não caberiam nestas breves linha, teremos hoje o "nosso" dia da infâmia. Pearl Harbor e o Julgamento: Uma Analogia ao Caso Bolsonaro.

Crédito / Araci News

Imagine Pearl Harbor, o icônico porto havaiano, onde o céu tranquilo de uma manhã de 1941 foi rasgado por um ataque súbito, abalando o mundo. Esse porto, em nossa analogia, é o Supremo Tribunal Federal (STF), um lugar onde as águas da justiça brasileira, às vezes calmas, às vezes revoltas, recebem os grandes eventos que moldam a história do país. Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, é como um porta-aviões que aportou nesse cais, envolto em fumaça e tensão, enfrentando um julgamento que ecoa como as sirenes de um ataque, com consequências que podem reverberar por gerações.

Assim como Pearl Harbor foi palco de um evento que testou a resiliência de uma nação, o julgamento de Bolsonaro, iniciado em 2 de setembro de 2025 na Primeira Turma do STF, sob a relatoria de Alexandre de Moraes, é um momento de prova para a democracia brasileira. A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa Bolsonaro e outros sete réus de formarem o "núcleo crucial" de uma suposta conspiração golpista para subverter as eleições de 2022. Como um ataque surpresa, as acusações alegam que Bolsonaro planejou desestabilizar o Estado, com delações como a de Mauro Cid servindo como bombas lançadas contra sua defesa. A defesa, por sua vez, tenta desarmá-las, alegando que são projéteis defeituosos, baseados em provas frágeis ou manipuladas.

No porto de Pearl Harbor, o ataque trouxe aliados e inimigos à tona, e no STF não é diferente. A interferência internacional, como as tarifas de 50% impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros e sanções contra Moraes, é como uma frota estrangeira tentando influenciar a batalha. Trump chama o processo de "perseguição política", enquanto a imprensa global, como a The Economist, vê o julgamento como um marco, comparando-o a uma nação se reconstruindo após um ataque à sua democracia. O STF, com seus cinco ministros "Moraes (investigador, julgador, vítima e relator), Flávio Dino (comunista, ex Ministro da Justiça de Lula), Luiz Fux, (único Juiz de Carreira, seu voto merece atenção), Cármen Lúcia (aquela que é contra a censura, mais irá censurar a até "segunda-feira; ainda bem que hoje é terça) e Cristiano Zanin (Ex advogado de Lula) ", atua como a defesa do porto, analisando cada movimento com a precisão de radares, decidindo se o navio de Bolsonaro deve ser neutralizado ou liberado.

A sociedade brasileira, como os marinheiros e civis que testemunharam o caos em Pearl Harbor, está dividida. De um lado, apoiadores de Bolsonaro veem-no como um comandante injustiçado, vítima de um ataque orquestrado; de outro, seus críticos o enxergam como o arquiteto de um assalto às instituições democráticas. As provas, com seus 80 terabytes de dados, são como destroços espalhados pelo porto, examinados minuciosamente para determinar a verdade. A defesa reclama da velocidade do processo, comparando-o a uma resposta de emergência sob fogo cruzado, enquanto as prisões preventivas, como a de Braga Netto, são vistas como barricadas erguidas antes mesmo de o inimigo ser identificado.

O julgamento de Bolsonaro, como o ataque a Pearl Harbor, não é apenas um evento isolado. É um marco que pode redefinir o curso da nação. Uma condenação, com penas que podem chegar a 40 anos, seria como afundar o navio de Bolsonaro, retirandoo do cenário político. Dia 07 de setembro, entrará para a história como uma das maiores manifestações populares da nossa República. Mas, assim como Pearl Harbor levou a uma mobilização histórica, o desfecho desse processo pode galvanizar ou dividir ainda mais o Brasil, dependendo de como as águas da justiça se acalmarem. No porto do STF, o destino de Bolsonaro é mais do que um veredicto; é a reconstrução de um país após a tempestade.

4º Passeio Ciclístico de Serrinha - Maio Amarelo 2025

Publicado em: 25/05/2025

Na manhã deste domingo, 25 de maio, Serrinha, Bahia, sediou o 4º Passeio Ciclístico Maio Amarelo, um evento que une esporte, lazer e conscientização pela segurança no trânsito.

Junte-se ao Movimento pela Vida no Trânsito!

Com o tema "Mobilidade Humana, Responsabilidade Humana" e o lema "Desacelere. Seu bem maior é a vida", a campanha Maio Amarelo reforça a importância de atitudes responsáveis para proteger vidas nas ruas e estradas.

O passeio ciclístico é uma oportunidade para ciclistas de todas as idades e níveis de experiência pedalarem juntos, promovendo a mobilidade sustentável e a convivência segura entre motoristas, pedestres e ciclistas. O evento contou com um percurso de aproximadamente 30 Km, acessível, passando por pontos icônicos da Zona Rural e Sede de Serrinha, com apoio da União dos Ciclistas de Serrinha - UCSerrinha, Coordenadoria Geral de Trânsito e Transporte - CGTT e Prefeitura Municipal de Serrinha.

Ao centro da foto, Ciciane (CGTT) e Paula (UCSerrinha e Grupo Patamar Bike)

O local de concentração foi na Praça Morena Bela, as inscrições foram gratuitas, com café da manhã no local.

Os ciclistas levaram suas bicicletas, sua energia e foram fazer parte dessa corrente pela segurança no trânsito.

O Maio Amarelo é um movimento global que busca reduzir acidentes e salvar vidas. Em Serrinha, o 4º Passeio Ciclístico celebra a mobilidade humana e reforça que a responsabilidade no trânsito é de todos nós. Desacelere, respeite e pedale pela vida!

Vamos juntos fazer de nossas ruas um lugar mais seguro!

Com divergência de Fux sobre Liberdade de Expressão, STF referenda medidas contra Bolsonaro

Publicado em: 23/07/2025


 

Por:

Erivaldo Lima

Com uma Fundamentação Jurídica extremamente acima da média em relação a atual formação do STF, o Ministro Fux demonstrou que realmente existe cerceamento de Cláusulas Pétreas no Brasil. A medida é "desproporcional" disse o Ministro.

Reprodução / Andressa Anholete/STF

Na última segunda-feira (21), a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, por 4 votos a 1, sempre é bom salientar que 4 não é maioria em 11, para manter as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), incluindo tornozeleira eletrônica, recolhimento noturno e proibição de acesso às redes sociais. A decisão, relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, foi acompanhada pelos ministros Cristiano Zanin, Flávio Dino e Cármen Lúcia, mas enfrentou a divergência do ministro Luiz Fux, que levantou preocupações sobre possíveis violações a direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e de locomoção.
As medidas cautelares foram motivadas por investigações que apontam supostos indícios de tentativa de obstrução de justiça por parte de Bolsonaro, relacionadas às apurações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Segundo Moraes, as restrições visam proteger a ordem pública e garantir a continuidade das investigações. Cármen Lúcia destacou em seu voto a gravidade das condutas atribuídas ao ex-presidente, enquanto Flávio Dino reforçou a necessidade de conter interferências externas, mencionando declarações de apoio do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, como fator de risco.

A divergência de Luiz Fux

O voto de Fux foi o único contrário à manutenção das medidas. Ele argumentou que as restrições impostas carecem de "fundamentação concreta e individualizada" que justifique a intensidade das sanções, especialmente a proibição de uso das redes sociais. Para Fux, a medida, que também veta a veiculação de entrevistas em plataformas de terceiros com anuência de Bolsonaro, pode configurar censura prévia e violação da liberdade de expressão, garantida pela Constituição. "A restrição a direitos fundamentais exige demonstração inequívoca de sua necessidade, sob pena de configurar julgamento antecipado", escreveu o ministro. Fux também questionou a competência da Primeira Turma para decidir sobre o caso, sugerindo que o tema deveria ser analisado pelo plenário do STF ou remetido à primeira instância. Sua posição gerou debates entre juristas: alguns veem o voto como uma defesa necessária dos princípios constitucionais; outros interpretam como uma tentativa de evitar atritos internacionais, considerando que Fux é um dos poucos ministros do STF que não tiveram o visto norte-americano revogado após tensões com o governo Trump.

Impactos e reações

A decisão da Primeira Turma reforça a postura firme do STF em relação às investigações envolvendo Bolsonaro, mas a divergência de Fux reacende o debate sobre o equilíbrio entre medidas cautelares e garantias individuais. Setores bolsonaristas criticaram a Corte, alegando perseguição política, enquanto juristas progressistas defenderam a decisão como essencial para proteger a democracia. Nos bastidores, fontes do STF indicam que a divergência de Fux foi vista como "bem fundamentada" por alguns colegas, mas não suficiente para alterar o entendimento majoritário.
O caso segue em andamento, com possíveis desdobramentos no plenário do STF, caso haja recurso. A decisão também pode intensificar as tensões entre o Brasil e os Estados Unidos, especialmente após as declarações de Trump, que classificou as medidas contra Bolsonaro como uma "caça às bruxas". Enquanto isso, o ex-presidente permanece sob restrições, com monitoramento constante de suas atividades.

Trechos do voto
° Verifica-se, na ação penal a que responde o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, que este apresenta domicílio certo e passaporte retido. Ao mesmo tempo, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República não apresentaram provas novas e concretas nos autos de qualquer tentativa de fuga empreendida ou planejada pelo ex-presidente, de sorte que carece a tutela cautelar do preenchimento dos requisitos do periculum in mora (o perigo da demora) e do fumus comissi delicti (a fumaça da prática do delito). ["] A amplitude das medidas impostas restringe desproporcionalmente direitos fundamentais, como a liberdade de ir e vir e a liberdade de expressão e comunicação."

° Posicionamento sobre redes sociais:

° O impedimento de utilizar as redes sociais confronta-se com a cláusula pétrea da liberdade de expressão

O Legado de J.R. Guzzo: Um Gigante do Jornalismo Brasileiro

Publicado em: 04/08/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

Na manhã de 2 de agosto de 2025, o Brasil perdeu um de seus maiores jornalistas. José Roberto Dias Guzzo, ou simplesmente J.R. Guzzo, faleceu aos 82 anos, vítima de um infarto, deixando um vazio irreparável na imprensa nacional. Com uma carreira de 64 anos, Guzzo foi mais do que um repórter, editor ou colunista: ele foi um símbolo de coragem, clareza e compromisso com a liberdade de expressão, moldando o jornalismo brasileiro com sua visão crítica e estilo inconfundível.

Reprodução / Redes Sociais/X

Uma Trajetória de Impacto

Guzzo começou sua jornada em 1961, aos 18 anos, como repórter do Última Hora em São Paulo. Sua habilidade com as palavras logo o levou à fundação da Revista Veja em 1968, onde, como editor de Internacional, correspondente em Nova York e diretor de redação (1976-1991), transformou a publicação em um fenômeno, com quase 1 milhão de exemplares semanais. Sob sua gestão, a Veja se tornou a quarta maior revista de informação do mundo, um marco para o jornalismo brasileiro.

Como correspondente, cobriu eventos históricos, como a Guerra do Vietnã e a visita de Richard Nixon à China em 1972, sendo o único jornalista brasileiro presente. Ele também dirigiu a Revista Exame (1988-2002), consolidando-a como referência no jornalismo econômico. Em 2020, fundou a Revista Oeste com Jairo Leal e Augusto Nunes, criando um espaço para análises conservadoras, mas sempre fundamentadas.

Estilo Único e Defesa da Liberdade

Conhecido como “mão peluda” por sua habilidade de editar textos com precisão cirúrgica, Guzzo acreditava que o jornalismo deveria ser claro, direto e envolvente. Suas colunas em O Estado de S. Paulo, Gazeta do Povo e Revista Oeste eram verdadeiras aulas de escrita, combinando ironia, crítica afiada e acessibilidade. Ele abordava temas como política, corrupção e os rumos do Brasil, frequentemente questionando o Supremo Tribunal Federal (STF) e o governo Lula com uma independência que desafiava rótulos.

Sua defesa da liberdade de expressão ganhou destaque em 2019, quando deixou a Veja após a revista se recusar a publicar uma coluna crítica ao STF. Em sua carta de demissão, Guzzo reafirmou seu compromisso com a liberdade de imprensa, um gesto que reverberou no debate público. A coluna, publicada posteriormente pela Folha de S.Paulo e nas redes sociais, tornou-se um símbolo de sua resistência à censura.

Polêmicas e Resiliência

Guzzo nunca fugiu de controvérsias. Em 2012, um artigo na Veja gerou críticas do Conselho Federal de Psicologia por conteúdo considerado homofóbico. Em 2021, a Revista Oeste enfrentou acusações de desinformação sobre a Covid-19 e o desmatamento, resultando em um processo judicial sem êxito. Em 2023, Guzzo foi condenado por danos morais à advogada Caroline Promer, mas substituiu a pena por indenização. Apesar disso, ele seguiu firme, mantendo sua voz ativa e influente.

Um Legado Eterno

A morte de Guzzo provocou comoção. O governador Tarcísio de Freitas destacou sua "lucidez e compromisso com a liberdade". Augusto Nunes, seu amigo, o chamou de "o maior de todos". Leitores e colegas sugerem que suas colunas sejam reunidas em um livro, preservando suas análises sobre o Brasil contemporâneo.

J.R. Guzzo deixa um legado de coragem, clareza e paixão pelo jornalismo. Seus textos, que desnudavam as mazelas do país com humor e rigor, continuarão a inspirar jornalistas e leitores. Como ele mesmo dizia, o papel do jornalista é "falar a verdade, doa a quem doer". Guzzo cumpriu essa missão até o fim, e seu impacto ecoará por gerações.

Araciense de 56 Anos é Preso por Engano em São Paulo, Após Confundirem Seu Nome Com Suspeito de Estrupo de Vulnerável na Bahia.

Publicado em: 15/07/2025

Jabson, de 56 anos, está há sete dias em um Centro de Detenção Provisória na zona oeste de São Paulo, acusado de um crime que não cometeu.

(Imagem/SBT News)

Um erro de digitação e a semelhança entre nomes mudaram drasticamente a rotina de Jabson, de 56 anos. Morador da zona sul de São Paulo à mais de três décadas, ele está preso injustamente em um CDP (Centro de Detenção Provisória) da zona oeste de São Paulo, já a 7 dias, acusado de um crime cometido por outra pessoa.

A confusão teve início ainda na abertura do inquérito policial, um erro na grafia do nome "Jabson" em vez de "Jabison" com "i", fez com que o nome de Jabson fosse parar na lista de procurados, mesmo sem qualquer ligação com o caso. O verdadeiro autor do crime é Jabison Andrade da Silva, nascido em Araripina, Pernambuco. Já Jabson, o homem detido, é natural de Araci, também no Nordeste, e vive em São Paulo desde 1991.

De acordo com a denúncia, os crimes ocorreram entre 2008 e 2015, no município baiano de Ubatã, envolvendo abuso sexual de uma enteada. No entanto, nesse mesmo período, Jabson exercia funções como zelador na capital paulista atividade comprovada pelas carteiras de trabalho apresentadas pela filha dele, Catherine Goes Lourenço. "Meu pai nunca deixou São Paulo, nunca esteve naquele lugar. É revoltante. Estamos falando da liberdade de um homem inocente", declarou Catherine.

A esposa de Jabson, Valdina da Silva Goes, presenciou a prisão do marido e tentou impedir o erro: "Eu implorei para os policiais ouvirem, disse que estavam prendendo o homem errado. Ele é um pai de família, não tem nada a ver com isso", lamentou. A reportagem procurou a mãe da vítima dos abusos, que preferiu não se identificar, mas foi firme ao ver uma foto de Jabson: "Esse não é o homem que fez aquilo com minha filha. Tenho certeza.".

A defesa do zelador já entrou com um pedido de liberdade e aguarda resposta do judiciário, enquanto isso, o verdadeiro acusado segue foragido, a família teme que, além da injustiça contra Jabson, o erro possa colocar outras pessoas em risco. "Esse tipo de falha não pode se repetir, o sistema precisa ser mais rigoroso na hora de identificar alguém, é a vida de um ser humano em jogo", alertou a filha do.

O caso expõe falhas graves nos procedimentos de identificação criminal no Brasil, levantando questionamentos sobre como nomes semelhantes ainda são tratados como prova suficiente para prisões, para a família de Jabson, a luta agora é por justiça tanto pela liberdade dele quanto pela responsabilização de quem cometeu o verdadeiro crime.

Anão Diplomático, Lula Arrisca Vida do Mercosul Para Ter Sobrevida Política

Publicado em: 11/07/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

O Mercosul, já marcado por tensões internas, pode enfrentar desafios adicionais com a aplicação da lei. O Brasil, como maior economia do bloco, lidera as negociações comerciais regionais, mas a decisão de retaliar os EUA pode dividir os membros. Argentina e Paraguai, que mantêm laços econômicos significativos com os Estados Unidos, podem resistir a apoiar ações que escalem o conflito comercial.

Erivaldo Lima/Araci News

A Lei da Reciprocidade Econômica (Lei nº 15.122/2025), sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como resposta às tarifas de 50% impostas por Donald Trump sobre produtos brasileiros, além de 10% sobre exportações gerais e 25% sobre aço e alumínio, pode gerar ondas de choque no Mercosul. A legislação, que autoriza contramedidas como sobretaxas, suspensão de concessões comerciais ou até interrupção de patentes, levanta preocupações sobre sua capacidade de desestabilizar a coesão e a estratégia comercial do bloco sul-americano, formado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai e membros associados.

Divisões no Bloco

O Mercosul, já marcado por tensões internas, pode enfrentar desafios adicionais com a aplicação da lei. O Brasil, como maior economia do bloco, lidera as negociações comerciais regionais, mas a decisão de retaliar os EUA pode dividir os membros. Argentina e Paraguai, que mantêm laços econômicos significativos com os Estados Unidos, podem resistir a apoiar ações que escalem o conflito comercial. "A Argentina, por exemplo, depende de exportações agrícolas para os EUA. Um confronto liderado pelo Brasil pode forçar Buenos Aires a escolher lados, fragilizando o Mercosul", alerta o analista de comércio internacional Roberto Fuentes, da FGV.

A postura brasileira também pode pressionar o Uruguai, que busca maior autonomia comercial, como demonstrado por suas negociações unilaterais com a China e os EUA. Caso o Brasil implemente medidas agressivas, como suspender patentes americanas, o Uruguai pode acelerar sua saída do bloco ou adotar uma postura neutra, enfraquecendo a unidade do Mercosul.

Impactos Econômicos na Região

A lei pode afetar as cadeias produtivas integradas do Mercosul. O Brasil importa insumos e bens de consumo de países como Argentina e Paraguai, que, por sua vez, dependem do mercado brasileiro. Se as contramedidas brasileiras, como sobretaxas, elevarem os preços de produtos importados dos EUA, isso pode encarecer cadeias de suprimento regionais, impactando indústrias como a automotiva, que opera de forma integrada entre Brasil e Argentina. "Uma guerra comercial pode aumentar custos para todos no bloco, especialmente se os EUA retaliar com tarifas adicionais", afirma a economista Laura Mendes, da Universidade de São Paulo.

Além disso, setores agrícolas do Mercosul, como a soja e a carne, podem sofrer com a instabilidade. Se as exportações brasileiras para os EUA caírem devido às tarifas de Trump, o Brasil pode buscar redirecionar seus produtos para mercados asiáticos ou europeus, competindo diretamente com Argentina e Uruguai, o que geraria atritos internos.

Negociações Comerciais em Risco

O Mercosul está em negociações avançadas com a União Europeia para implementar o acordo comercial assinado em 2019. A Lei da Reciprocidade, se mal aplicada, pode alarmar os europeus, especialmente se o Brasil suspender patentes ou desrespeitar regras da Organização Mundial do Comércio (OMC). "A UE é sensível a questões de propriedade intelectual. Uma retaliação brasileira contra os EUA pode ser vista como um precedente perigoso, atrasando ou inviabilizando o acordo", observa Fuentes. Isso comprometeria um dos maiores projetos de integração comercial do Mercosul.

Liderança Brasileira Ameaçada

A liderança do Brasil no Mercosul depende de sua capacidade de coordenar estratégias comerciais que beneficiem o bloco. No entanto, a lei, vista por alguns como uma iniciativa unilateral, pode ser interpretada como uma priorização dos interesses brasileiros em detrimento dos parceiros. Setores no Paraguai e Uruguai criticaram o Brasil, temem que o Brasil arraste o bloco para um confronto com os EUA sem consulta prévia. "Lula precisa alinhar a lei com uma estratégia regional, ou o Mercosul pode se fragmentar ainda mais" diz especialista.

O Caminho Adiante

Para mitigar os impactos no Mercosul, o Brasil precisará coordenar suas ações com os parceiros do bloco. O governo Lula sinalizou que buscará negociações na OMC antes de aplicar a lei, mas a falta de clareza sobre sua implementação " que exige consultas públicas e diálogo prévio " gera incerteza. O Ministério das Relações Exteriores anunciou que discutirá os próximos passos com os chanceleres do Mercosul, mas a hesitação em agir antes de 1º de agosto, quando as tarifas americanas entram em vigor, pode limitar o tempo para uma resposta coesa.

A Lei da Reciprocidade é vista como uma ferramenta de defesa comercial, mas seu sucesso no contexto do Mercosul dependerá de uma aplicação que preserve a unidade do bloco e evite retaliações que prejudiquem economias interdependentes. Caso contrário, o Brasil corre o risco de minar sua posição de liderança e desestabilizar ainda mais o já fragilizado bloco sul-americano.

Israel Lança Operação Militar Contra o Irã, para defender o mundo.

Publicado em: 16/06/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

Em uma ação militar ousada e controversa, Israel realizou uma série de ataques aéreos contra alvos estratégicos no Irã na madrugada de hoje, justificando a operação como uma medida preventiva para “salvar o mundo” de uma suposta ameaça iminente.

Sem poder de reação, governo iraniano responde timidamente ao ataque. Foto: abir sultan / efe

Jerusalém, 16 de junho de 2025 – Em uma ação militar ousada e controversa, Israel realizou uma série de ataques aéreos contra alvos estratégicos no Irã na madrugada de hoje, justificando a operação como uma medida preventiva para “salvar o mundo” de uma ameaça iminente. O governo israelense alega que o Irã estava prestes a desenvolver armas nucleares capazes de desestabilizar a segurança global.

Segundo o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em pronunciamento oficial, os ataques foram direcionados a instalações militares e centros de pesquisa nuclear iranianos. “Não tivemos escolha. Agimos para proteger não apenas Israel, mas toda a humanidade de uma catástrofe nuclear”, declarou. Autoridades israelenses afirmam que a inteligência do país reuniu evidências de que o Irã planejava acelerar seu programa nuclear em segredo, violando acordos internacionais.

O Irã, por sua vez, condenou veementemente a ação, classificando-a como “um ato de agressão injustificado”. O governo iraniano relatou dezenas de vítimas, incluindo civis, e prometeu retaliação. “Israel pagará um preço alto por essa violação da nossa soberania”, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã. Protestos em Teerã já reúnem milhares de pessoas exigindo uma resposta militar.

A comunidade internacional reagiu com alarme. Os Estados Unidos, aliados históricos de Israel, pediram moderação e afirmaram que estão analisando a situação antes de tomar uma posição oficial. A Rússia e a China, que mantêm laços com o Irã, condenaram os ataques e convocaram uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU. A União Europeia, por meio de sua alta representante para assuntos externos, apelou por diálogo para evitar uma escalada no Oriente Médio.

Analistas alertam que a operação pode desencadear um conflito regional de proporções imprevisíveis, com impacto nos preços do petróleo e na estabilidade global. Até o momento, não há confirmação independente sobre as alegações de Israel quanto ao programa nuclear iraniano.

Enquanto o mundo aguarda os desdobramentos, a tensão entre Israel e Irã atinge níveis críticos, reacendendo temores de uma guerra de larga escala. A ONU anunciou esforços diplomáticos urgentes para conter a crise, mas o sucesso dessas iniciativas permanece incerto.

Voto de André Mendonça é defesa da Constituição e Direitos Fundamentais

Publicado em: 11/06/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

Com notório saber jurídico, o Ministro André Mendonça dá aula aos seus pares através de 130 páginas muito bem elaboradas; voto deverá ser utilizado nas aulas, durante o Bacharelado em Direito. “A liberdade de expressão não é apenas um direito individual, mas um bem coletivo essencial para a democracia”.

© NELSON JR./SCO/STF

O voto do ministro André Mendonça, proferido no Supremo Tribunal Federal (STF) durante o julgamento sobre a constitucionalidade do artigo 19 do Marco Civil da Internet, em junho de 2025, destacou-se como uma defesa contundente da liberdade de expressão e dos princípios democráticos. Mendonça posicionou-se a favor da manutenção do artigo 19 na forma atual, que estabelece que plataformas digitais só podem ser responsabilizadas por conteúdos de terceiros após decisão judicial específica, rejeitando alterações que poderiam ampliar a responsabilidade das empresas e, consequentemente, restringir a liberdade de expressão.

Em sua argumentação, Mendonça enfatizou que a liberdade de expressão não é apenas um direito individual, mas um bem coletivo essencial para a democracia. Ele defendeu que os cidadãos têm o direito de questionar instituições, incluindo o próprio STF, sem que isso seja criminalizado, desde que respeitados os limites constitucionais. O ministro alertou contra a supressão de perfis em redes sociais, classificando-a como uma forma de censura prévia, prática incompatível com os valores democráticos.

Além disso, Mendonça destacou a importância da autorregulação pelas plataformas digitais, argumentando que o mercado e a sociedade civil são capazes de equilibrar a moderação de conteúdos sem a necessidade de intervenções estatais excessivas. Ele reforçou que a legislação atual, ao exigir ordem judicial para remoção de conteúdo, protege a liberdade de expressão e evita abusos de poder. Seu voto também incluiu críticas à ideia de que plataformas deveriam ser responsabilizadas automaticamente por conteúdos postados por usuários, o que, segundo ele, poderia levar à autocensura e à redução do debate público.

O voto, que ocupou cerca de 130 páginas, foi descrito como juridicamente bem fundamentado, com uma abordagem que buscou equilibrar a proteção à liberdade de expressão com a necessidade de combater a desinformação, sem abrir espaço para medidas que possam configurar censura. Mendonça também questionou a competência do STF para julgar alguns aspectos do caso, reiterando sua preocupação com a judicialização excessiva de temas que poderiam ser resolvidos por outros poderes ou pela autorregulação.

A posição de Mendonça foi elogiada por diversos setores da sociedade, sendo considerada um marco em defesa da Constituição e das liberdades democráticas. Editoriais de grandes jornais e comentaristas destacaram a relevância de seu voto, classificando-o como “libertário” e “legalista”, com potencial para ser referência em estudos jurídicos. Contudo, observadores apontaram que, apesar de sua robustez, o voto pode ser minoritário, dado o contexto político e as pressões do Governo Lula, por maior regulação das redes sociais.

Detalhes do Voto de André Mendonça sobre Liberdade de Expressão

1 Conceito de Liberdade de Expressão como Bem Coletivo:

Mendonça enfatizou que a liberdade de expressão não é apenas um direito individual, mas um valor coletivo indispensável para o funcionamento de uma sociedade democrática. Ele argumentou que esse direito permite aos cidadãos questionar instituições, incluindo o STF, o Ministério Público e até mesmo decisões judiciais, desde que dentro dos limites constitucionais.

◦Ele destacou que a Constituição de 1988 consagra a liberdade de expressão como um princípio fundamental (artigo 5º, inciso IX), sendo um dos alicerces para o pluralismo de ideias e o debate público.

2 Rejeição à Censura Prévia:

O ministro foi enfático ao classificar a supressão de perfis ou conteúdos em redes sociais, sem ordem judicial específica, como uma forma de censura prévia. Para Mendonça, tal prática é incompatível com os valores democráticos e viola a Constituição, que proíbe qualquer tipo de censura de natureza política, ideológica ou artística (artigo 5º, inciso IX, e artigo 220).

◦Ele argumentou que a remoção arbitrária de conteúdos por plataformas, sob pressão estatal ou sem devido processo legal, ameaça o direito dos cidadãos de se expressarem livremente.

3 Defesa do Artigo 19 do Marco Civil da Internet:

◦Mendonça votou pela manutenção do artigo 19 na sua forma atual, que estabelece que plataformas digitais só podem ser responsabilizadas por conteúdos de terceiros após decisão judicial específica que determine a remoção. Ele considerou esse mecanismo uma salvaguarda para a liberdade de expressão, pois impede que empresas, por medo de punições, adotem práticas de moderação excessiva, resultando em autocensura.

Ele criticou propostas que buscavam ampliar a responsabilidade das plataformas, argumentando que isso poderia levar à remoção preventiva de conteúdos legítimos, reduzindo o espaço para o debate público.

4 Autorregulação e Papel da Sociedade Civil:

O ministro defendeu que a moderação de conteúdos deve ser, preferencialmente, conduzida pelas próprias plataformas e pela sociedade civil, sem intervenções estatais desproporcionais. Ele destacou que o mercado digital, por meio de mecanismos de autorregulação, pode encontrar um equilíbrio entre combater a desinformação e preservar a liberdade de expressão.

◦Mendonça argumentou que a intervenção estatal deve ser excepcional, limitada a casos de conteúdos ilícitos claros, como aqueles que violem direitos fundamentais ou incitem crimes, sempre com respaldo judicial.

5 Críticas à Judicialização Excessiva:

◦O voto incluiu uma crítica à tendência de judicializar questões relacionadas à liberdade de expressão. Mendonça questionou a competência do STF para decidir sobre certos aspectos do caso, sugerindo que o Legislativo ou mecanismos de autorregulação seriam mais adequados para lidar com os desafios das redes sociais.

Ele alertou que decisões judiciais amplas ou mal calibradas poderiam criar um “efeito inibidor” (chilling effect), desencorajando cidadãos e plataformas de se manifestarem livremente por receio de sanções.

6 Equilíbrio entre Liberdade e Combate à Desinformação:

Embora tenha defendido a liberdade de expressão, Mendonça reconheceu a necessidade de combater a desinformação, mas enfatizou que isso não pode justificar medidas que restrinjam desproporcionalmente o direito de expressão. Ele argumentou que a solução não está em aumentar o controle estatal, mas em promover educação, transparência e responsabilidade compartilhada entre plataformas, usuários e sociedade.

O ministro destacou que a Constituição protege até mesmo opiniões polêmicas ou minoritárias, desde que não ultrapassem os limites legais, como incitação à violência ou discurso de ódio.

7 Impacto do Voto:

O voto de Mendonça, com cerca de 130 páginas, foi descrito como juridicamente sólido e fundamentado em princípios constitucionais e na jurisprudência do STF. Ele citou precedentes nacionais e internacionais, reforçando a importância de proteger a liberdade de expressão em contextos digitais.

Contexto e Relevância

O julgamento do artigo 19 do Marco Civil da Internet, relatado pelo ministro Dias Toffoli, foi um dos mais relevantes de 2025 no STF, com implicações diretas para a liberdade de expressão no ambiente digital. O voto de Mendonça se destacou por sua defesa enfática da proteção constitucional ao direito de expressão, especialmente em um momento de intensos debates sobre desinformação e moderação de conteúdos online. Sua posição reflete uma visão que busca conciliar a inovação tecnológica com os princípios democráticos, evitando que a regulação estatal se torne um instrumento de controle indevido.

Observações Finais

O voto de André Mendonça reforça a ideia de que a liberdade de expressão é um direito inegociável, mas que deve ser exercido com responsabilidade e dentro dos limites legais. Ele posicionou o STF como guardião dessas liberdades, mas também como uma instituição que deve evitar extrapolar suas competências.

Governo Trump enviou carta à Moraes sobre bloqueio de perfis

Publicado em: 03/06/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

Recentemente, o governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, enviou uma carta oficial ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), destacando que suas ordens judiciais não possuem efeito legal em território americano sem o devido reconhecimento e trâmite de execução nos EUA.

Carta do Governo Trump Impõe Limites à Atuação de Alexandre de Moraes

O documento, foi uma resposta às decisões do ministro que resultaram no bloqueio de perfis e redes sociais americanas no Brasil, como o caso envolvendo a plataforma Rumble.

A carta, enviada pelo Departamento de Justiça dos EUA, reforça princípios de direito internacional e esclarece que, para que decisões judiciais brasileiras sejam aplicáveis nos Estados Unidos, é necessário seguir procedimentos específicos de cooperação jurídica internacional. Esses procedimentos incluem o reconhecimento formal das ordens por tribunais americanos, algo que, segundo o comunicado, não ocorreu nas ações promovidas por Moraes.

Além disso, o governo Trump tem avaliado a possibilidade de impor sanções ao ministro, o que poderia incluir medidas como a proibição de entrada em território americano ou até mesmo a deportação de autoridades estrangeiras acusadas de violar direitos fundamentais, como a liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. Tais sanções, poderiam gerar tensões significativas nas relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos, especialmente considerando a relevância do ministro Moraes no contexto judicial brasileiro.

A manifestação do governo americano foi motivada, em parte, por pressões de figuras públicas e políticas, incluindo críticas de alvos de decisões judiciais de Moraes, que alegam que suas ordens extrapolam jurisdições e violam leis internacionais. A carta também foi interpretada como uma reprimenda direta ao ministro, com posts no X destacando o tom de “aula de direito” dado pelo governo Trump.

Embora o documento tenha caráter técnico, seu impacto político é inegável. A possibilidade de sanções e a advertência pública ao STF levantam questionamentos sobre os limites da soberania judicial em um contexto globalizado, além de reacenderem debates sobre a liberdade de expressão e o papel das redes sociais. Qualquer ação concreta contra Moraes, poderia desestabilizar a relação entre os dois países, que já enfrentaram momentos de atrito no passado.

A Censura chega para todos

Publicado em: 27/05/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

Ao defender modelo de censura chinesa, a primeira dama Rosangela da Silva, a Janja, causa polêmica e desperta o povo brasileiro para o modelo ditatorial do PT.

Janja da Silva quer a censura nas redes sociais (Imagem TV Brasil)

A censura, muitas vezes, começa como uma sombra sutil, prometendo proteger ou preservar, mas acaba se revelando uma força que sufoca a liberdade de todos, sem distinção. Ela não escolhe lados; engole vozes, ideias e verdades, criando um silêncio onde deveria haver diálogo. Quando permitimos que ela avance, seja por medo, conveniência ou indiferença, abrimos mão do que nos torna humanos: a capacidade de questionar, debater e expressar. A história já nos mostrou que a censura, uma vez instalada, não poupa ninguém - ela chega para todos, democrática em sua opressão.

Redes Sociais

A liberdade de expressão na internet é um pilar fundamental para a troca de ideias, mas enfrenta desafios crescentes. É o direito de compartilhar opiniões, informações e perspectivas sem medo de repressão, mas não é absoluto - colide com questões como desinformação, discurso de ódio e pressões governamentais ou corporativas. Plataformas como o X amplificam vozes, mas também são alvos de tentativas de controle, seja por leis restritivas, moderação excessiva ou cancelamento social.

No Brasil, por exemplo, decisões judiciais recentes têm gerado debates sobre bloqueios de conteúdo e contas, com defensores da liberdade alertando para riscos de censura arbitrária. Globalmente, relatórios apontam que 70% dos países impõem algum tipo de restrição digital, segundo a Freedom House (2024). Por outro lado, a ausência total de moderação pode levar a ambientes tóxicos, onde minorias são silenciadas por assédio.

O equilíbrio é frágil: proteger a expressão sem abrir espaço para danos reais exige transparência, regras claras e resistência a intervenções autoritárias. A internet é um espelho da sociedade - sua liberdade reflete o quanto estamos dispostos a lutar por ela.

O Brasil não precisa de censura disfarçada de regulação, já temos o Marco Civil da Internet (MCI), Lei nº 12.965 de 2014, é um marco legal que estabelece princípios, direitos, garantias e deveres para o uso da internet no Brasil. A lei visa garantir a liberdade de expressão, a neutralidade da rede, a proteção da privacidade e a responsabilização civil em caso de violações, temos também o Código Penal através dos artigos 138 calúnia, 139 difamação e 140 injúria que pune aqueles que cometem excesso, com o agravante do aumento da pena com base artigo 141, III, "Art. 141 - As penas cominadas neste Capítulo aumentam-se de um terço, se qualquer dos crimes é cometido: III - na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da calúnia, da difamação ou da injúria"

Estamos de olho.

Oposição intensifica atos pelo Brasil com pautas contra Moraes, Lula e por anistia aos presos do 8 de janeiro

Publicado em: 04/08/2025

Por Redação

Em São Paulo, o ato na Avenida Paulista, organizado por Malafaia, reuniu milhares de pessoas vestidas de verde e amarelo, com bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel. Cartazes com dizeres como "Fora Moraes", "Fora Lula" e "Anistia Já" dominaram o cenário, além de críticas ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ao senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), chamados de "inimigos da nação" por manifestantes.

Nikolas Ferreira: "Moraes, você só é corajoso com a toga, sem ela não é nada" Reprodução / Redes Sociais/X

No último domingo, 3 de agosto de 2025, milhares de manifestantes tomaram as ruas de 62 cidades brasileiras em atos organizados pela oposição ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sob o lema "Reaja, Brasil". As manifestações, lideradas por figuras como o pastor Silas Malafaia e deputados do Partido Liberal (PL), tiveram como alvos principais o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o presidente Lula e a defesa da anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu por uma suposta tentativa de golpe de Estado e sob medidas cautelares que o impedem de sair de casa aos fins de semana, não participou presencialmente, mas acompanhou os eventos por videochamadas e foi representado por aliados, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, em Belém, e os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Protestos e pautas centrais

As manifestações ocorreram em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador e Cuiabá, além de cidades do interior, como São José do Rio Preto (SP), Criciúma (SC) e Feira de Santana (BA). Em São Paulo, o ato na Avenida Paulista, organizado por Malafaia, reuniu milhares de pessoas vestidas de verde e amarelo, com bandeiras do Brasil, dos Estados Unidos e de Israel. Cartazes com dizeres como "Fora Moraes", "Fora Lula" e "Anistia Já" dominaram o cenário, além de críticas ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ao senador Rodrigo Pacheco (PSDMG), chamados de "inimigos da nação" por manifestantes.

Os discursos reforçaram a pressão pelo impeachment de Moraes, acusado pela oposição de violar direitos fundamentais, como a liberdade de expressão, e de liderar uma "perseguição judicial" contra Bolsonaro e seus apoiadores. A anistia aos presos do 8 de janeiro, condenados por crimes como depredação dos Três Poderes, foi outra demanda central. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara, afirmou que a anistia é a prioridade número um da oposição no retorno dos trabalhos legislativos em agosto, prometendo pressionar pela votação do projeto de lei que perdoaria os réus, incluindo o próprio Bolsonaro.

Contexto internacional e sanções dos EUA

Os atos ganharam força após sanções impostas pelo governo de Donald Trump contra Moraes, incluindo a revogação de seu visto e restrições financeiras baseadas na Lei Magnitsky, em 18 de julho de 2025. A medida, justificada por violações de direitos humanos, foi celebrada por manifestantes, que exibiram bandeiras americanas e agradeceram Trump. Eduardo Bolsonaro, que participou de um ato em Belo Horizonte por videochamada desde os Estados Unidos, afirmou que as sanções podem se estender à Europa, com apoio de parlamentares de direita.

O governo Lula reagiu, classificando as sanções como interferência inaceitável na soberania brasileira. Moraes, por sua vez, recusou defesa formal do governo nos EUA, visando evitar escalada de tensões, mas já se posicionou contra a anistia, chamando-a de inconstitucional.

Reações e críticas

Enquanto a oposição mobilizou multidões, governistas e críticos dos atos bolsonaristas também se manifestaram. Parlamentares como Guilherme Boulos (PSOL-SP) e Chico Alencar (PSOL-RJ) defenderam a punição aos envolvidos no 8 de janeiro, classificando o projeto de anistia como uma tentativa de apagar crimes contra a democracia. Juristas ouvidos pela BBC News Brasil alertaram que, mesmo se aprovado, o projeto de anistia pode ser declarado inconstitucional pelo STF, especialmente sob a relatoria de Moraes.

Os atos, embora expressivos, não contaram com a presença de possíveis candidatos da direita para 2026, como os governadores Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Junior (PSD-PR) e Ronaldo Caiado (União-GO), demonstrando que Bolsonaro é insubstituível e cobrados por Malafaia por não se alinharem claramente à oposição.

Impacto e próximos passos

As manifestações de 3 de agosto reforçam a estratégia da oposição de manter a mobilização nas ruas e pressionar o Congresso pela anistia e pelo impeachment de Moraes. Apesar do público expressivo, a ausência de Bolsonaro e a resistência de setores do Judiciário e do governo Lula indicam que a batalha política e jurídica está longe de um desfecho. A retomada dos trabalhos legislativos, a partir de 4 de agosto, será um momento decisivo para as pautas defendidas pelos manifestantes.

Deputado Hélio Lopes Acusa Ministro Alexandre de Moraes de Desrespeitar Constituição em Protesto

Publicado em: 30/07/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

A decisão de Bernardo veio enquanto ele estava de férias na Europa. Orientado pelo pai, o executivo optou por retornar ao Brasil como precaução, já que não há confirmação oficial sobre quais familiares foram diretamente afetados pela suspensão. A ação do governo norte-americano é vista como uma retaliação ao processo em curso no STF contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, sob relatoria do ministro Alexandre de Moraes, que também teve seu visto suspenso e foi incluído na Lei Magnitsky, que prevê sanções a indivíduos acusados de violar direitos humanos.

Reprodução / Redes Sociais/X

O deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ), conhecido como Hélio Negão, acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de violar a Constituição Federal ao ordenar a desocupação de um acampamento montado por ele e pelo deputado Coronel Chrisóstomo (PL-RO) na Praça dos Três Poderes, em Brasília, na última sexta-feira, 25 de julho. A manifestação, segundo Lopes, era um protesto pacífico contra o que ele chama de "perseguição brutal" ao ex-presidente Jair Bolsonaro, réu no STF por suposta tentativa de golpe de Estado.

O ato, iniciado com um esparadrapo na boca de Lopes como símbolo de restrição à liberdade de expressão, foi interrompido por ordem de Moraes, no âmbito do inquérito das fake news. A decisão determinava a proibição de acampamentos na Praça dos Três Poderes e em um raio de 1 km ao redor da Esplanada dos Ministérios e quartéis militares, sob pena de prisão por desobediência. O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, notificou os deputados pessoalmente, que desmontaram o acampamento após consultar seus advogados.

Hélio Lopes defendeu que o protesto estava amparado pelos artigos 5º (liberdade de expressão e manifestação), 53 (imunidade parlamentar) e 1º (fundamentos do Estado democrático) da Constituição. "Estamos aqui exercendo nosso direito constitucional, mas parece que a Constituição não vale para todos", declarou o deputado. O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, foi além, acusando Moraes de abuso de autoridade e classificando a ordem como uma "ruptura institucional" que fere a separação dos poderes.

Em contrapartida, a decisão de Moraes foi justificada pela necessidade de proteger a segurança pública e evitar atos semelhantes aos de 8 de janeiro de 2023, quando extremistas invadiram as sedes dos Três Poderes. O STF argumenta que a medida busca prevenir ameaças à ordem democrática, especialmente em um contexto de investigações sobre tentativas de um suposto golpe. Juristas ouvidos apontam que a questão envolve um conflito entre direitos fundamentais, como a liberdade de expressão e a imunidade parlamentar, e a preservação da segurança nacional.

O episódio intensifica a polarização entre apoiadores de Bolsonaro e o STF, reacendendo debates sobre os limites do Judiciário em restringir manifestações políticas. Enquanto aliados de Lopes prometem recorrer da decisão, o Supremo mantém a proibição de acampamentos na área, reforçando o controle sobre possíveis mobilizações em locais sensíveis da capital.

A controvérsia segue sem resolução jurídica definitiva, mas expõe as tensões entre os poderes da República em um momento de alta sensibilidade política. O caso pode ainda gerar desdobramentos no Congresso e no Judiciário, com potencial impacto nas discussões sobre liberdade de expressão e imunidade parlamentar no Brasil.

Senadores Criticam Intervenção de Alexandre de Moraes em Crise do IOF

Publicado em: 07/07/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) classificou a atuação de Moraes como uma possível "jogada ensaiada" para beneficiar o governo. Ele questionou a redistribuição de uma ação do Psol, originalmente sob relatoria de Gilmar Mendes, para Moraes, sugerindo que a decisão poderia ser uma estratégia para melhorar a imagem pública do ministro. Girão argumentou que Moraes, ao suspender os decretos e propor uma audiência de conciliação, poderia estar tentando parecer conciliador, apesar de críticas à sua isenção.

Reprodução / Andressa Anholete/Agência Senado

A recente decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de suspender os decretos relacionados ao aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) provocou fortes reações entre senadores, evidenciando a tensão entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A medida, que buscava mediar o conflito entre o decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a sua revogação pelo Congresso, foi alvo de críticas contundentes.

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) classificou a atuação de Moraes como uma possível "jogada ensaiada" para beneficiar o governo. Ele questionou a redistribuição de uma ação do Psol, originalmente sob relatoria de Gilmar Mendes, para Moraes, sugerindo que a decisão poderia ser uma estratégia para melhorar a imagem pública do ministro. Girão argumentou que Moraes, ao suspender os decretos e propor uma audiência de conciliação, poderia estar tentando parecer conciliador, apesar de críticas à sua isenção.

Já o senador Marcos do Val (Podemos-ES) foi mais longe, acusando Moraes de violar a Constituição com decisões que, segundo ele, representam um "ataque à democracia". Do Val criticou ações como operações de busca e apreensão e censura a parlamentares, especialmente após os atos de 8 de janeiro de 2023, comparando a atuação do ministro a práticas de regimes autoritários.

A intervenção de Moraes foi interpretada por analistas como uma tentativa de exercer um papel de "poder moderador" informal, algo que, para críticos, enfraquece a separação de poderes. Um artigo de opinião chegou a compará-lo a uma "tia do maternal" que resolve disputas políticas, apontando que essa centralização de poder no STF, liderada por um juiz indicado politicamente, pode prejudicar a democracia brasileira.

Enquanto a Advocacia-Geral da União (AGU) defendeu a prerrogativa do Executivo de legislar sobre o IOF, a oposição no Congresso, incluindo Girão, classificou a suspensão dos decretos como "inconstitucional" e um "precedente perigoso". A audiência de conciliação proposta por Moraes, marcada para os próximos dias, busca delimitar as competências de cada poder, mas não aplacou as críticas.

O embate reforça a polarização em torno de Moraes, visto por alguns como defensor da democracia e por outros como um agente de concentração de poder. A judicialização de questões políticoeconômicas, como o IOF, intensifica o debate sobre o papel do STF em conflitos institucionais, levantando questionamentos sobre os limites do Judiciário em um sistema democrático.

Manifestação "Justiça Já" na Avenida Paulista Reúne Apoiadores de Bolsonaro

Publicado em: 30/06/2025

O ex-presidente convocou apoiadores com mensagens como "O Brasil precisa de todos nós" e "Nunca esperava que esse dia fosse chegar", enfatizando a luta por liberdade e justiça.

Reprodução/X @jairbolsonaro

Na tarde deste domingo, (29), a Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco de uma manifestação intitulada "Justiça Já", convocada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e organizada pelo pastor Silas Malafaia. O ato, que teve como objetivo principal protestar contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e pedir "liberdade e justiça", reuniu cerca de 12,4 mil pessoas no seu pico, às 15h40, segundo estimativas baseadas em fotos aéreas. Outras fontes, como a USP e o Poder360, apontaram números ligeiramente superiores, com até 16,4 mil participantes.

O evento, realizado em frente ao Masp, contou com a presença de aliados políticos, incluindo governadores como Tarcísio de Freitas, e foi marcado por discursos de Bolsonaro defendendo-se de acusações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023 e criticando o STF. O ex-presidente classificou o julgamento no Supremo como um "processo de fumaça de golpe". Segundo Malafaia, a manifestação foi uma reação direta às ações judiciais contra Bolsonaro, incluindo investigações sobre supostas tentativas de pressão contra o STF, como revelado em um PowerPoint encontrado pela Polícia Federal, que detalhava planos para o 7 de setembro de 2021.

O lema "Justiça Já" foi amplamente destacado nas falas e faixas dos manifestantes, que também pediam anistia e "pacificação" do país, conforme mensagens divulgadas por Bolsonaro nas redes sociais dias antes do evento. O ex-presidente convocou apoiadores com mensagens como "O Brasil precisa de todos nós" e "Nunca esperava que esse dia fosse chegar", enfatizando a luta por liberdade e justiça.

Apesar do tom combativo, o ato foi considerado menor em comparação com manifestações anteriores de Bolsonaro na mesma avenida, com a mídia tradicional e que recebe verba pública destacando a baixa adesão. A organização atribuiu o evento à insatisfação com o STF, mas críticos apontaram tentativas de manipulação política, com acusações de que o discurso de Bolsonaro busca deslegitimar instituições.

O evento transcorreu sem incidentes graves, e a cobertura ao vivo por veículos como Revista Oeste e CNN Brasil destacou a presença de figuras públicas e o apelo popular do ex-presidente, ainda que em menor escala. A manifestação reforça a polarização política no Brasil, com apoiadores de Bolsonaro mantendo pressão contra o Judiciário enquanto investigações sobre o ex-presidente seguem em curso.

CNH Social: Um Tiro no Pé ou um Passo para a Inclusão?

Publicado em: 30/06/2025

Com a pior avaliação de um Presidente da República, governo Lula recorre ao populismo com o dinheiro do pagador de impostos para "dar" habilitação a pessoas de baixa renda. Puniu quem produz, quando deveria baratear o custo de emissão da CNH.

Bárbara Batista/Agência Senado

A sanção da Lei nº 15.153, em 27 de junho de 2025, que institui a "CNH Social" e destina recursos de multas de trânsito para custear a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de pessoas de baixa renda, tem gerado debates acalorados. Embora a iniciativa seja apresentada como um avanço para a inclusão social, há quem veja a medida como um potencial "tiro no pé" do governo, com possíveis impactos negativos que merecem reflexão.

A CNH Social, voltada para cidadãos inscritos no Cadastro Único (CadÚnico), cobre os custos do processo de habilitação, que incluem aulas teóricas, práticas e exames. A ideia é facilitar o acesso de pessoas de baixa renda a profissões que exigem a carteira, como motoristas de aplicativos e entregadores, promovendo mobilidade social e empregabilidade. Além disso, a lei elimina o exame toxicológico para as categorias A e B e moderniza a transferência eletrônica de veículos, medidas que prometem desburocratizar o sistema.

No entanto, críticos apontam fragilidades na proposta. Um dos principais argumentos é que o uso de recursos de multas de trânsito para financiar o programa pode desincentivar a fiscalização de infrações, já que parte do valor arrecadado não será reinvestido em segurança viária, como melhorias em sinalização ou campanhas educativas. Especialistas em trânsito temem que isso comprometa a prevenção de acidentes, especialmente em um país com altos índices de mortes no trânsito " cerca de 30 mil por ano, segundo dados do Ministério da Saúde.

Outro ponto de preocupação é a falta de regulamentação clara. Sem critérios bem definidos para a seleção dos beneficiários e a gestão dos recursos, há riscos de desvios, má administração ou favoritismo na distribuição das vagas. Além disso, a gratuidade da CNH pode sobrecarregar os Detrans, que já enfrentam longas filas e dificuldades operacionais, atrasando ainda mais os processos para todos os cidadãos. Por outro lado, defensores da lei argumentam que a CNH Social é uma ferramenta de inclusão poderosa, capaz de abrir portas para o mercado de trabalho em um contexto de alta informalidade. Para muitos brasileiros de baixa renda, o custo elevado da habilitação é uma barreira intransponível, e o programa pode representar uma oportunidade real de mudança de vida.

Resta saber como o governo regulamentará a iniciativa e se conseguirá equilibrar os benefícios sociais com os desafios logísticos e financeiros. Enquanto a CNH Social é celebrada como um passo rumo à equidade, sua implementação será crucial para determinar se será um gol de placa ou, como dizem os críticos, um tiro no pé.

Alinhamento entre STF, Lula e Xi Jinping gera debate sobre influência chinesa no Brasil

Publicado em: 16/06/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

“Nós todos somos admiradores do regime chinês”, disse o Ministro do STF Gilmar Mendes, alinhada a postura do do Presidente Lula de apoiar o Hamas e o Irã, e Janja da Silva solicitar que Governo Chinês envie agentes ao Brasil para interferir no Tic Toc, acendem o sinal vermelho.

Uma série de acontecimentos recentes tem alimentado especulações sobre um suposto alinhamento entre o Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder chinês Xi Jinping, levantando questionamentos sobre os rumos da política e da censura prévia digital no Brasil. A narrativa, amplificada em redes sociais, reflete a polarização política e a crescente influência da China no país, mas carece de evidências concretas de coordenação direta.

A controvérsia ganhou força após declarações do presidente Lula durante uma visita de Estado à China em 2023, quando ele anunciou mais de 30 acordos comerciais e defendeu a cooperação com Pequim em áreas como infraestrutura e regulação de redes sociais. Em 2025, durante novo encontro com Xi Jinping, Lula reforçou a parceria, destacando a China como o maior parceiro comercial do Brasil, com exportações que superaram US$ 100 bilhões em 2024. No entanto, suas menções à possibilidade de adotar modelos chineses de censura digital geraram críticas. Parlamentares da oposição, como o senador Carlos Viana (PL-MG), cobraram esclarecimentos do Itamaraty, alegando que tal cooperação poderia inspirar-se em práticas de censura do regime chinês.

No STF, o debate ganhou contornos próprios com declarações do ministro Gilmar Mendes. Durante um julgamento recente sobre o Marco Civil da Internet, Mendes fez uma referência à política chinesa, elogiando a eficiência do modelo de Xi Jinping e sugerindo a criação de um órgão regulador brasileiro. A fala, corrigida pelo ministro Luís Roberto Barroso, foi recebida com críticas por parlamentares e internautas, que acusaram o STF de simpatia por regimes autoritários. Em 2024, o Supremo já havia recebido Xi Jinping em um evento com chefes dos Poderes, reforçando a percepção de proximidade.

Nas redes sociais, “STF e Lula amigos de Xi Jinping” viralizou, com usuários acusando ambos de promoverem uma agenda de controle social inspirada na China. “O STF ignora a Constituição e aplaude ditadores”, escreveu um influenciador com milhares de seguidores, enquanto outros chamaram Lula de “lacaio de Pequim”. Por outro lado, defensores do governo argumentam que a relação com a China é pragmática, focada em benefícios econômicos, e que as referências ao modelo chinês são pontuais, não representando um alinhamento ideológico.

Analistas políticos, como Maria Fernanda Costa, da Universidade de Brasília, alertam que a narrativa de alinhamento reflete mais a polarização interna do que fatos concretos. “A China é um parceiro estratégico, mas não há evidências de que o STF ou Lula estejam adotando políticas autoritárias inspiradas em Xi”, afirma. Ela destaca que o STF tem agido dentro de sua competência ao julgar casos sobre desinformação, enquanto Lula busca equilibrar interesses econômicos e diplomáticos.

Apesar da ausência de provas de uma coordenação direta, o debate expõe tensões sobre a independência do Judiciário e a condução da política externa brasileira. Enquanto o STF analisa casos sensíveis sobre a censura prévia digital e Lula avança na parceria com a China, a percepção de um “alinhamento” continua a alimentar controvérsias, exigindo maior transparência para evitar especulações.

Lula chega a França e demonstra publicamente seu apoio a grupos terroristas e a Extrema Esquerda

Publicado em: 05/06/2025

Após o desembarque, Lula classificou o conflito em Gaza como um “genocídio premeditado” por um governo de extrema-direita.

Lula desembarca na França para visita de Estado - Foto: Ricardo Stuckert

Paris, 5 de junho de 2025 – O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, chegou à França na quarta-feira, 4 de junho, para uma visita de Estado que se estende até 9 de junho. A agenda, centrada em negociações sobre mudanças climáticas e o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, inclui encontros com o presidente francês, Emmanuel Macron.

Nas redes sociais muitos vídeos mostram as manifestações contrárias a Lula. Apesar de a velha mídia francesa não divulgar os possíveis protestos na chegada de Lula, fontes como Le Monde e Reuters não confirmam manifestações significativas, só não explicaram o que eles consideram “significativas”.

Lula defende Gaza e critica Israel durante visita de Estado à França

Durante sua chegada à França na quarta-feira, 4 de junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez declarações contundentes sobre o conflito em Gaza. Em discurso, Lula classificou a situação como um “genocídio premeditado” promovido por um governo de extrema-direita em Israel, reiterando sua posição crítica às ações militares na região. A viagem reforça o compromisso do Brasil com a pauta climática, incluindo preparativos para a COP30, que o país sediará.

As discussões com Macron devem abordar divergências sobre o acordo EU-Mercosul, especialmente em temas agrícolas e ambientais.

Isolada no governo Lula, Marina Silva Abandona audiência na Comissão de Infraestrutura após discussão com senadores

Publicado em: 28/05/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

Sem argumentos para responder aos senadores da base aliada, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva recorre a vitimização e falso sexismo para abandonar a reunião na Comissão de infraestrutura do Senado.

Geraldo Magela/Agência Senado

Na última terça (27/05), a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, envolveu-se em um bate-boca durante uma sessão da Comissão de Infraestrutura do Senado, que discutia a pavimentação da BR-319. A tensão começou quando o senador Plínio Valério (PSDB-AM) afirmou que Marina "não merecia respeito" como ministra, e o presidente da comissão, senador Marcos Rogério (PL-RO), cortou seu microfone várias vezes.

Marina perdeu a compostura que o cargo necessita e a educação, aumentou o tom de voz, apontou o dedo e ainda acusou os senadores de desrespeitá-la, especialmente por ser mulher, e exigiu pedidos de desculpas antes de abandonar a sessão.

Em entrevista posterior à CNN, ela declarou que se sentiu "agredida fazendo seu trabalho", mas também "fortalecida" para continuar sua atuação.

Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Omar Aziz (PSD-AM) também criticou Marina, afirmando que ela "atrapalha o desenvolvimento do país". O fato é que Marina acusa a própria base do governo Lula que a questionou, ou seja, se foi machismo, misoginia e desrespeito, a esquerda mostra sua verdadeira face. A ministra deverá retornar à comissão como convocada, o que a obriga a comparecer.

Capitão Alden (PL/BA) é o Deputado Federal que mais destinou emendas para Colégios Militares

Publicado em: 24/05/2025

Desta vez foi para o Colégio da Polícia Militar do Dendezeiros. A verba é destinada para o Projeto da Barbearia Social. Apoiando assim os alunos de menor poder aquisitivo e evitando punições e disciplinas.

"Por saber que a palavra convence, e o exemplo arrasta, não me canso de dedicar o meu tempo para a melhoria destas unidades escolares", disse o Deputado na visita que fez ao CPM Dendezeiros. Alden, ex-aluno do Colégio da Polícia Militar, retornou à casa do saber para retribuir o ensino de qualidade que teve. "Posso afirmar que, muito do que sou hoje, é resultado dos anos de experiência e estudo nesta escola. Hoje como deputado federal, tenho o imenso prazer de poder ajudar estes alunos." Alden é o parlamentar que mais destinou recursos de emenda parlamentar para os colégios militares, já entregou equipamentos para a banda de música, ar condicionado, computadores tipo notebook, desktop, datashow, equipamentos para funcionamento de odontoclínicas, equipamentos esportivos e muitos outros equipamentos para a melhoria do ensino. Acompanharam o Deputado Cap Alden o Cel PM Magalhães, o Cmt geral, o Ten Cel Carlos Eduardo diretor do CPM-Dendezeiros, e a Diretora Civil Maria do Carmo. Alden agradeceu pela hospitalidade e oportunidade de poder participar deste momento tão importante. Na ocasião foi lembrado o nome do Ten Pm Leal pela solicitação deste recurso. "Graças a ele e sua equipe, essa e outras barbearias se tornarão uma realidade" finalizou.

Apenas Líderes Políticos de Direita sofrem atentados; a Esquerda Não Debate, Elimina

Publicado em: 12/08/2025

Da Redação, 12 de agosto de 2025

Nos últimos anos, a violência política tem marcado a trajetória de líderes de destaque em diferentes países, reacendendo debates sobre a segurança de figuras públicas. Casos recentes, como o atentado contra o senador colombiano Miguel Uribe Turbay, o ataque a faca contra o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e a tentativa de assassinato do expresidente americano Donald Trump, ilustram a crescente tensão nos cenários políticos.

Arte / Erivaldo Lima/Araci News

Miguel Uribe

Após lutar pela vida durante sessenta dias, faleceu na manhã da última segunda-feira, (11) senador colombiano Miguel Uribe Turbay, Relembre a história; no dia 7 de junho de 2025, o senador colombiano Miguel Uribe Turbay, pré-candidato à presidência pelo partido Centro Democrático, foi baleado durante um comício no bairro de Fontibón, em Bogotá. O político, de 39 anos, foi atingido por três disparos, dois na cabeça e um na perna, disparados por um menor de 14 anos, que foi detido no local. Uribe foi internado em estado crítico na Fundação Santa Fé, onde passou por múltiplas cirurgias. Relatos médicos recentes indicam que ele sofreu uma hemorragia intracerebral aguda, mantendoo em condição grave.

O atentado chocou a Colômbia, trazendo à tona memórias de assassinatos políticos das décadas de 1980 e 1990. Uribe, neto do ex-presidente Julio César Turbay Ayala (1978- 1982) e filho da jornalista Diana Turbay, assassinada pelo cartel de Medellín em 1991, era uma figura em ascensão na oposição ao governo de Gustavo Petro. O presidente colombiano condenou o ataque e ordenou investigações, mas a oposição acusou o governo de estimular a polarização. Seis suspeitos, incluindo o atirador, foram detidos, mas o autor intelectual do crime ainda não foi identificado.

Jair Messias Bolsonaro

Em um ataque que marcou o Brasil Em 6 de setembro de 2018, Jair Bolsonaro, então candidato à presidência do Brasil, foi esfaqueado durante um evento de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais. O ataque, perpetrado por Adélio Bispo, causou graves ferimentos no abdômen, exigindo cirurgias e semanas de internação. Bispo, que alegou motivações ideológicas e foi diagnosticado com transtornos mentais, foi considerado inimputável e internado em uma penitenciária. O atentado, ocorrido em meio a uma campanha presidencial altamente polarizada, intensificou o discurso sobre segurança pública e violência política no Brasil. Bolsonaro se recuperou e venceu as eleições, governando de 2019 a 2022.

Donald J. Trump

O ex-presidente Donald Trump, candidato à presidência em 2024, escapou de uma tentativa de assassinato em 13 de julho de 2024, durante um comício em Butler, Pensilvânia. Atingido de raspão na orelha por um disparo de rifle, Trump sobreviveu com ferimentos leves. O atirador, de 20 anos, foi neutralizado pela polícia, e uma pessoa na plateia morreu. O incidente, ocorrido meses antes das eleições americanas, foi apontado por aliados de Trump como resultado de uma retórica inflamada por opositores. O republicano venceu as eleições de 2024.

Um padrão global

Os ataques a Uribe, Bolsonaro e Trump, embora distintos em contexto e motivação, são frequentemente associados por setores conservadores a uma onda de violência contra líderes de direita. Na Colômbia, o atentado contra Uribe ocorre em um momento de tensão política, com críticas ao governo de Gustavo Petro por sua agenda de reformas. No Brasil, o ataque a Bolsonaro demonstrou o quanto um sistema hostil está disposto a fazer para se perpetuar no poder. Nos EUA, o caso de Trump intensificou acusações mútuas entre republicanos e democratas.

Na Colômbia, a investigação sobre o caso Uribe segue em andamento, com autoridades buscando esclarecer se o ataque teve motivações políticas ou criminais.

Reações e perspectivas

Os atentados geraram reações de solidariedade, mas também de divisões. Na Colômbia, o ex-presidente Álvaro Uribe Vélez, líder do Centro Democrático, pediu reflexão cidadã, enquanto Petro prometeu reforçar a segurança de políticos opositores. No Brasil, o então presidente Bolsonaro ficou impossibilitado de continuar a campanha normalmente. Nos EUA, Trump capitalizou o incidente para mobilizar sua base eleitoral.

Magnitsky: Conheça o Nível dos Sancionados alinhados as Posturas do Ministro do STF Alexandre de Moraes

Publicado em: 07/08/2025

Da Redação, 7 de agosto de 2025

Além de Moraes, a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e outros indivíduos brasileiros, como Ciro Daniel Amorim Ferreira e Diego Macedo Gonçalves do Carmo, também estão na lista, que globalmente já sancionou mais de 650 pessoas e entidades por graves violações de direitos humanos e corrupção

Reprodução / Redes Sociais/msn

Em uma decisão que gerou intenso debate internacional, o governo dos Estados Unidos incluiu o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes na lista de sancionados pela Lei Magnitsky, em 30 de julho de 2025. A medida, anunciada pela administração de Donald Trump, acusa Moraes de violar a liberdade de expressão e autorizar prisões arbitrárias, especialmente em casos ligados à suposta tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023 e decisões contra empresas de mídia social americanas. Além de Moraes, a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e outros indivíduos brasileiros, como Ciro Daniel Amorim Ferreira e Diego Macedo Gonçalves do Carmo, também estão na lista, que globalmente já sancionou mais de 650 pessoas e entidades por graves violações de direitos humanos e corrupção.

A Lei Magnitsky, criada em 2012 e expandida em 2016 para o Global Magnitsky Act, permite que os EUA congelem ativos, proíbam entrada no país e restrinjam transações financeiras de indivíduos e organizações envolvidos em abusos de direitos humanos ou corrupção significativa. No caso de Moraes, a sanção é vista como uma medida controversa. Especialistas, como William Browder, idealizador da lei, argumentam que a inclusão de um juiz de alto escalão de uma democracia aliada foge do propósito original da legislação, que historicamente visou ditadores como Nicolás Maduro (Venezuela), Vladimir Putin (Rússia) e Kim Jong-un (Coreia do Norte), ou criminosos como o PCC.

Além de Moraes e do PCC, outros brasileiros sancionados incluem Ciro Daniel Amorim Ferreira, acusado de liderar um grupo supremacista branco, e Diego Macedo Gonçalves do Carmo, ligado à lavagem de dinheiro para o PCC. No cenário internacional, a lista inclui figuras como Ramzan Kadyrov (Chechênia), sancionado por tortura e repressão, e Saud al-Qahtani (Arábia Saudita), envolvido no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi. No total, pelo menos 23 brasileiros ou entidades com atuação no Brasil estão na lista de Cidadãos Especialmente Designados e Pessoas Bloqueadas (SDN List) do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).

As sanções têm impactos significativos. Sancionados perdem acesso a bens nos EUA, enfrentam restrições em transações com empresas americanas " incluindo cartões de crédito como Visa e MasterCard, Plataformas Digitais " e são proibidos de entrar no país. Há especulações de que outros ministros do STF, como Cármen Lúcia e Gilmar Mendes, líderes do Congresso, como Davi Alcolumbre e até mesmo Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, acusada por Eduardo Bolsonoro como o "braço financeiro" do Ministro, poderiam ser alvos futuros, dependendo do desenvolvimentos políticos.

No Brasil, o STF ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes indicam que o Judiciário considera a sanção uma tentativa de pressão externa.

Para mais informações sobre a lista completa de sancionados, o site do OFAC (www.treasury.gov) e o Federal Register publicam relatórios detalhados. A decisão promete intensificar as tensões entre Brasil e EUA, com desdobramentos ainda incertos no cenário político e jurídico.

Sancionados Notáveis pela Lei Magnitsky:

1. Alexandre de Moraes (Brasil)

° Cargo: Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

° Motivo: Sancionado em 30/07/2025 pelo governo dos EUA, sob a administração Trump, acusado de violar a liberdade de expressão e autorizar prisões arbitrárias, especialmente em processos relacionados à tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023 e decisões contra empresas de mídia social americanas. A sanção é controversa, com críticas de especialistas que argumentam não se enquadrar nos critérios tradicionais da lei (violações graves de direitos humanos ou corrupção).

2. Primeiro Comando da Capital (PCC) (Brasil)

° Descrição: Facção criminosa brasileira.

° Motivo: Sancionada em 2021 por ser considerada o grupo de crime organizado mais poderoso do Brasil, envolvido em tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, extorsão e assassinatos.

3. Ciro Daniel Amorim Ferreira (Brasil)

° Motivo: Acusado de liderar um grupo supremacista branco no Brasil, sancionado por meio de uma ordem do governo Biden que ampliou poderes para atingir pessoas envolvidas em terrorismo.

4. Diego Macedo Gonçalves do Carmo ("Brahma") (Brasil)

° Motivo: Sancionado em 2024 como peça-chave na lavagem de dinheiro para o PCC.

5. Nicolás Maduro (Venezuela)

° Cargo: Presidente da Venezuela.

° Motivo: Sancionado em 2017 por minar a democracia e violações de direitos humanos.

6. Vladimir Putin (Rússia)

° Cargo: Presidente da Rússia.

° Motivo: Incluído na lista por abusos de direitos humanos e corrupção.

7. Aleksandr Lukashenko (Belarus)

° Cargo: Presidente de Belarus.

° Motivo: Sancionado por violações de direitos humanos e repressão política.

8. Kim Jong-un (Coreia do Norte)

° Cargo: Líder da Coreia do Norte.

° Motivo: Sancionado por abusos de direitos humanos e repressão.

9. Emmerson Mnangagwa (Zimbábue)

° Cargo: Presidente do Zimbábue.

° Motivo: Acusado de envolvimento em redes de contrabando de ouro e diamantes.

10. Horácio Cartes (Paraguai)

° Cargo: Ex-presidente do Paraguai (2013-2018).

° Motivo: Sancionado em 2023 por corrupção, incluindo propinas, desvios de dinheiro e contratos suspeitos ligados à exploração de recursos naturais.

11. Hugo Adalberto Velazquez Moreno (Paraguai)

° Cargo: Ex-vice-presidente do Paraguai (2018-2023).

° Motivo: Sancionado em 2023 por corrupção.

12. Carrie Lam (Hong Kong)

° Cargo: Ex-líder de Hong Kong.

° Motivo: Sancionada por implementar a lei de segurança nacional que reduziu direitos e liberdades.

13. Min Aung Hlaing (Mianmar)

° Cargo: Comandante-chefe das Forças Armadas de Mianmar.

° Motivo: Sancionado em 2019 por liderar o genocídio contra a etnia rohingya.

14. Ramzan Kadyrov (Chechênia, Rússia)

° Cargo: Líder da Chechênia.

° Motivo: Sancionado em 2017 e 2020 por tortura, execuções extrajudiciais e repressão contra a comunidade LGBTQIA+.

15. Yahya Jammeh (Gâmbia)

° Cargo: Ex-presidente da Gâmbia (1996-2017).

° Motivo: Sancionado em 2017 por tortura, assassinatos de opositores e jornalistas.

16. Zineb Souma (Gâmbia)

° Cargo: Ex-primeira-dama da Gâmbia.

° Motivo: Sancionada em 2020 por ajudar Yahya Jammeh em crimes econômicos.

17. Saud al-Qahtani (Arábia Saudita)

° Cargo: Assessor do príncipe herdeiro Mohammed bin Salman.

° Motivo: Sancionado em 2018 por participação no assassinato do jornalista Jamal Khashoggi.

18. Gebran Bassil (Líbano)

° Cargo: Ex-ministro das Relações Exteriores do Líbano.

° Motivo: Sancionado em 2020 por corrupção.

19. Fariduddin Mahmood (Afeganistão)

° Cargo: Membro do "gabinete" do Talibã.

° Motivo: Sancionado por fechar escolas para mulheres e meninas após a sexta série.

20. Khalid Hanafi (Afeganistão)

° Cargo: Ministro do Talibã.

° Motivo: Sancionado por perseguição implacável às mulheres.

21. Chen Quanguo, Zhu Hailun, Whang Mingshang (China)

° Motivo: Sancionados em 2020 por envolvimento no genocídio dos uigures em Xinjiang.

22. Elena Anatolievna Lenskaya (Rússia)

° Cargo: Juíza do Tribunal Distrital de Basmannyy, Moscou.

° Motivo: Sancionada em 2023 por ordenar a prisão arbitrária do opositor Vladimir KaraMurza.

23. Ángel Rondón Rijo (República Dominicana)

° Cargo: Empresário.

° Motivo: Sancionado em 2017 por atuar como operador financeiro da Odebrecht em esquemas de corrupção.

24. Roberto José Rivas Reyes (Nicarágua)

° Cargo: Presidente do Conselho Eleitoral Supremo.

° Motivo: Sancionado em 2017 por corrupção e violações de direitos humanos.

25. Julio Antonio Juárez Ramírez (Guatemala)

° Cargo: Deputado.

° Motivo: Sancionado em 2017 por corrupção e violações de direitos humanos.

26. Prophane Victor (Haiti)

° Cargo: Ex-parlamentar.

° Motivo: Sancionado em 2024 por apoiar gangues que cometeram abusos de direitos humanos.

27. Dan Gertler (Israel/República Democrática do Congo)

° Cargo: Bilionário com interesses em mineração.

° Motivo: Sancionado por corrupção em larga escala.

Observações:

° Brasileiros na Lista: Além de Alexandre de Moraes, o PCC, Ciro Daniel Amorim Ferreira, Diego Macedo Gonçalves do Carmo, e indivíduos ligados ao Hezbollah e à AlQaeda com atuação no Brasil (como Haytham Ahmad Shukri Ahmad Al-Maghrabi, Mohamed Sherif Awadd, Ahmad Al-Khatib) estão na SDN List, totalizando pelo menos 23 brasileiros ou entidades ligadas ao Brasil.

Fontes e Notas:

A lista não é exaustiva, pois a SDN List contém mais de 3 mil páginas e inclui sancionados por outros mecanismos legais além da Lei Magnitsky.

"Vaza Toga 2": Denúncias Sacodem o STF e o Regime é Abalado

Publicado em: 06/08/2025

Da Redação, 6 de agosto de 2025

Uma nova onda de denúncias abala o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com a divulgação do relatório "Vaza Toga 2", publicado em 4 de agosto de 2025 pelo jornalista americano Michael Shellenberger, em colaboração com os brasileiros David Ágape e Eli Vieira.

Reprodução / Arte / Markus Santos/Rios de Notícias

A investigação aponta abusos de autoridade liderados pelo ministro Alexandre de Moraes, que teria coordenado uma força-tarefa informal para perseguir apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro após os protestos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília.

As revelações, baseadas em supostas conversas vazadas de grupos de WhatsApp, detalham a criação de "relatórios de inteligência" para monitorar e prender cidadãos com base em postagens nas redes sociais, mensagens privadas e até mesmo pelo uso de símbolos como a bandeira do Brasil. Segundo o relatório, esses relatórios eram elaborados por assessores de Moraes, como Eduardo Tagliaferro e Cristina Yukiko Kusahara, sem respaldo legal formal ou transparência, violando direitos constitucionais de privacidade e devido processo legal. Há também alegações de acesso irregular ao banco de dados biométricos do TSE para identificar alvos.

A investigação sugere que a força-tarefa operava à margem da lei, sem compartilhar informações com o Ministério Público ou advogados de defesa, prática que juristas como o ex-ministro do STF Marco Aurélio Mello e o advogado Ives Gandra classificaram como um ataque ao Estado de Direito. "O STF não pode agir como um tribunal de exceção", afirmou Mello em entrevista à imprensa.

As denúncias ganharam tração política. O deputado federal Marcel van Hattem (NovoRS) solicitou uma audiência na Câmara para ouvir os jornalistas, enquanto o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) classificou a ordem de prisão domiciliar contra Bolsonaro, emitida no mesmo dia da publicação do relatório, como uma "cortina de fumaça" para desviar o foco das acusações.

O STF e o TSE ainda não se pronunciaram oficialmente. Alguns veículos, como a CNN Brasil, destacam que as alegações carecem de verificação independente, mas o impacto das denúncias reacende o debate sobre a conduta do Judiciário brasileiro. A "Vaza Toga 2" segue os passos de investigações anteriores, como a "Vaza Toga" de 2019, de Glenn Greenwald e Fábio Serapião, e os "Twitter Files Brasil", também de Shellenberger, que expuseram pressões judiciais para censurar conteúdo em redes sociais.

As reações públicas seguem polarizadas. Para críticos do STF, as denúncias reforçam a percepção de um Judiciário politizado. Para defensores, as acusações carecem de provas sólidas e visam desestabilizar as instituições. Enquanto o debate esquenta, a sociedade aguarda respostas e eventuais desdobramentos legais.

Para mais informações, o relatório completo está disponível na plataforma Public, de Michael Shellenberger.

Bolsonaro em Prisão Domiciliar: O Regime foi abalado pelas Manifestações "Reaja Brasil"

Publicado em: 05/08/2025

Por Redação, 5 de agosto de 2025

STF Impõe Restrições Rígidas por Suposta tentativa de Golpe. A defesa de Bolsonaro nega irregularidades, argumentando que as medidas iniciais não vedavam explicitamente discursos ou entrevistas públicas. Os advogados prometem recorrer, enquanto aliados, como Flávio Bolsonaro e a deputada Caroline de Toni, acusam o STF de "perseguição política" e "censura".

Reprodução / GovBr

O ex-presidente Jair Bolsonaro enfrenta, desde 4 de agosto de 2025, prisão domiciliar determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), sob decisão do ministro Alexandre de Moraes. A medida, que inclui o uso de tornozeleira eletrônica e proibição de acesso a redes sociais, foi motivada pelo descumprimento de restrições cautelares impostas em 18 de julho, no âmbito de investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. O caso, que envolve acusações de coação, obstrução de justiça e ataque à soberania nacional, nada provado até agora, intensifica a polarização política no Brasil.

As restrições começaram após a Procuradoria-Geral da República (PGR) apontar risco de fuga e interferência nas investigações. Inicialmente, Bolsonaro foi obrigado a usar tornozeleira eletrônica, cumprir recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, além de evitar contato com outros investigados, como seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, e qualquer embaixada ou consulado. A proibição de usar redes sociais, diretamente ou por terceiros, também foi estabelecida para conter o que Moraes classificou como "milícias digitais" destinadas a pressionar o Judiciário, ou seja, o sancionado pela Lei Magnitsky desrespeitou a Constituição Federal retirando a liberdade de expressão do cidadão.

O estopim para a prisão domiciliar foi a participação de Bolsonaro, por videochamada, em um ato político em Copacabana, no Rio de Janeiro, no dia 3 de agosto. Durante o evento, o senador Flávio Bolsonaro conectou o ex-presidente via vivavoz, e a mensagem foi amplificada nas redes sociais, violando a ordem judicial. Em resposta, Moraes determinou a apreensão de celulares, proibiu o uso de qualquer aparelho telefônico e limitou visitas a advogados ou pessoas autorizadas pelo STF. O ministro destacou um "modus operandi criminoso" na conduta do ex-presidente.

A defesa de Bolsonaro nega irregularidades, argumentando que as medidas iniciais não vedavam explicitamente discursos ou entrevistas públicas. Os advogados prometem recorrer, enquanto aliados, como Flávio Bolsonaro e a deputada Caroline de Toni, acusam o STF de "perseguição política" e "censura". Governistas, por outro lado, defendem a decisão como necessária para proteger a investigação. Especialistas em direito estão divididos: alguns consideram as restrições proporcionais, enquanto outros veem a proibição de redes sociais como uma afronta à liberdade de expressão.

O julgamento no STF está previsto para setembro de 2025, mas o caso já alimenta debates acalorados sobre democracia, liberdade e o papel do Judiciário. Enquanto Bolsonaro permanece confinado em sua residência, o Brasil acompanha com atenção os desdobramentos de um dos capítulos mais controversos de sua história política recente.

Alexandre de Moraes é sancionado com Lei Magnitsky e o Regime é abalado.

Publicado em: 31/07/2025

Por Redação

A inclusão de Moraes, um juiz de uma corte suprema de um país democrático, é um caso sem precedentes. Segundo o cientista político Guilherme Casarões, da FGV-SP, "atingir um ministro do STF é uma novidade na aplicação da lei, que historicamente foca em autoridades de regimes ditatoriais ou envolvidos em abusos extremos"

Erivaldo Lima /Araci News

Na última quarta (30), o governo dos Estados Unidos anunciou a aplicação da Lei Global Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, marcando um precedente inédito na relação bilateral com o Brasil. A decisão, publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Departamento do Tesouro, acusa Moraes de liderar uma "campanha opressiva de censura" e autorizar "prisões arbitrárias" que violariam direitos humanos, especialmente em processos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e decisões contra plataformas digitais americanas.

A Lei Magnitsky, criada em 2012 durante o governo Barack Obama, inicialmente visava punir autoridades russas responsáveis pela morte do advogado Sergei Magnitsky, que denunciou corrupção estatal em Moscou. Expandida em 2016 para alcance global, a legislação permite sanções unilaterais contra indivíduos acusados de graves violações de direitos humanos ou corrupção, como bloqueio de bens nos EUA, proibição de entrada no país e restrições a transações financeiras em dólar. Até hoje, 672 pessoas de mais de 50 países foram sancionadas, majoritariamente de regimes autoritários ou ligadas a crimes como assassinatos e repressão violenta.

A inclusão de Moraes, um juiz de uma corte suprema de um país democrático, é um caso sem precedentes. Segundo o cientista político Guilherme Casarões, da FGV-SP, "atingir um ministro do STF é uma novidade na aplicação da lei, que historicamente foca em autoridades de regimes ditatoriais ou envolvidos em abusos extremos".

Nos bastidores, a ofensiva foi articulada pelo deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que, desde março de 2025, atua nos EUA junto a aliados do governo Trump, como os deputados republicanos Maria Elvira Salazar e Darrell Issa. Um projeto de lei intitulado "Sem Censores em Nosso Território", aprovado em comissão na Câmara americana, reflete essas pressões, embora não cite Moraes diretamente. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, justificou a sanção alegando que Moraes "assumiu o papel de juiz e júri em uma caça às bruxas ilegal contra cidadãos e empresas americanas e brasileiras".

No Brasil, as reações foram polarizadas. O líder do governo na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), classificou a medida como um ataque à soberania e ao Judiciário independente. A ministra Anielle Franco chamou-a de "descabida". Em contrapartida, a deputada Caroline De Toni (PL-SC) celebrou a sanção como uma "resposta aos abusos e censura" no Brasil. O STF e o governo brasileiro estudam respostas, enquanto a Advocacia-Geral da União considera a medida inaceitável.

A sanção ocorre em meio a tensões crescentes, incluindo a revogação de vistos de Moraes e outros ministros do STF em 18 de julho e ameaças de tarifas comerciais de 50% contra o Brasi, intensificando o embate político internacional envolvendo o Judiciário brasileiro.

Consequências das Sanções da Lei Magnitsky na Vida Pessoal de Alexandre de Moraes

A aplicação da Lei Global Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, anunciada pelos Estados Unidos em 30 de julho de 2025, impõe restrições severas que afetam diretamente sua vida pessoal, além de reverberar em sua família e círculo próximo. Abaixo, detalho as principais consequências com base nas características da legislação e no contexto atual:

1. Restrições Financeiras

A Lei Magnitsky prevê o congelamento de todos os ativos que Moraes possa ter sob jurisdição americana, incluindo contas bancárias, investimentos ou propriedades nos EUA. Além disso, ele está proibido de realizar transações financeiras em dólar com entidades americanas ou que operem no sistema financeiro dos EUA. Na prática, isso pode:

° Limitar acesso a recursos financeiros internacionais: Mesmo que Moraes não possua ativos significativos nos EUA, a restrição ao uso do dólar pode dificultar transações como pagamentos de serviços internacionais (ex.: assinaturas digitais, viagens ou compras online).

° Impactar investimentos indiretos: Fundos de investimento ou contas no Brasil com exposição a mercados americanos podem ser afetados, exigindo reestruturação de sua vida financeira.

° Gerar incertezas para a família: Dependentes que utilizem serviços financeiros internacionais, como estudos no exterior ou viagens, podem enfrentar complicações.

2. Proibição de Entrada nos EUA

Moraes foi incluído na lista de indivíduos barrados de entrar nos Estados Unidos, uma medida reforçada pela revogação de seu visto em 18 de julho de 2025. Isso implica:

° Restrição a viagens pessoais: Viagens para turismo, visitas familiares ou eventos acadêmicos nos EUA estão inviabilizadas. Por exemplo, se Moraes planejasse participar de conferências jurídicas ou visitar parentes, isso seria impossível.

° Isolamento em redes internacionais: A proibição pode limitar sua participação em eventos globais sediados nos EUA, afetando sua reputação como jurista e sua influência em círculos acadêmicos internacionais.

° Impacto psicológico: A estigmatização pública como persona non grata em um país de peso global pode gerar pressão emocional, especialmente considerando a exposição midiática do caso.

3. Exposição Pública e Pressão Social

A sanção, amplamente noticiada no Brasil e no exterior, coloca Moraes no centro de uma controvérsia internacional, com consequências na sua privacidade e segurança:

° Aumento de hostilidades: A polarização política no Brasil, intensificada pelas sanções, pode exacerbar ataques verbais ou ameaças contra Moraes e sua família, especialmente nas redes sociais.

° Impacto na família: Cônjuge, filhos e parentes próximos podem sofrer assédio ou constrangimento público, além de possíveis dificuldades em interações com instituições internacionais que respeitem as sanções americanas.

4. Limitações Profissionais com Reflexos Pessoais

Embora as sanções sejam direcionadas à pessoa física, elas podem afetar indiretamente a vida pessoal de Moraes por meio de restrições em sua atuação profissional:

° Dificuldade em parcerias internacionais: Como professor universitário e jurista, Moraes pode enfrentar barreiras para colaborar com instituições americanas, como universidades ou editoras, o que pode frustrar projetos acadêmicos pessoais.

° Estigma internacional: A designação como violador de direitos humanos por uma potência global pode manchar sua reputação pessoal, mesmo que ele conteste a legitimidade da medida, gerando isolamento em círculos jurídicos globais.

5. Consequências Emocionais e Psicológicas

Ser alvo de uma sanção internacional é uma experiência rara para um juiz de uma democracia, o que pode gerar impactos emocionais significativos:

° Pressão e isolamento: A combinação de ataques políticos domésticos, críticas internacionais e restrições práticas pode levar a um sentimento de isolamento, especialmente em um contexto de alta visibilidade.

° Tensão familiar: As limitações financeiras, de viagem e de segurança podem gerar preocupações adicionais para Moraes em relação ao bem-estar de sua família, aumentando o estresse pessoal.

Contexto e Perspectivas

As sanções contra Moraes são mais simbólicas do que práticas, dado que ele provavelmente não depende de ativos ou viagens aos EUA no dia a dia. No entanto, o impacto na sua vida pessoal decorre principalmente da exposição pública, da estigmatização e das pressões indiretas sobre sua família e rotina. O governo brasileiro e o STF podem oferecer suporte institucional, como assistência jurídica ou reforço de segurança, mas a resolução do caso depende de negociações diplomáticas complexas entre Brasil e EUA.

Para mitigar os efeitos, Moraes pode buscar manter uma postura discreta, evitando alimentar a narrativa de confronto, enquanto o Brasil contesta a legalidade das sanções em fóruns internacionais. A longo prazo, o desgaste emocional e social pode ser o maior desafio, exigindo resiliência pessoal e apoio de seu círculo próximo.

Alegando Perseguição Política, Carla Zambelli é presa na Itália

Publicado em: 30/07/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

Em um vídeo divulgado por sua defesa, Zambelli afirmou estar tranquila, pois acredita que a Justiça italiana, ao contrário do que considera uma "autoridade ditatorial" de Alexandre de Moraes, garantirá um julgamento justo. Ela nega envolvimento na invasão do CNJ e insiste que sua condenação foi baseada em depoimentos falsos de Delgatti, a quem chamou de "mentiroso".

Carla Zambelli já tinha sua liberdade de expressão cerceada no Brasil Reprodução / Divulgação/ND

A deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) foi presa em Roma, Itália, após meses foragida da Justiça brasileira. A prisão, confirmada pelo Ministério da Justiça do Brasil e pela Polícia Federal, marca um novo capítulo em um caso que envolve acusações graves, polêmicas políticas e um complexo processo de extradição. A operação foi resultado de uma colaboração entre a Polícia Federal, a Interpol e as autoridades italianas, desencadeada após a localização de Zambelli por informações fornecidas pelo deputado italiano Angelo Bonelli, do partido Europa Verde.

Contexto da Prisão

Carla Zambelli foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em maio de 2025 a 10 anos e 8 meses de prisão em regime fechado, além da perda de seu mandato parlamentar, por crimes de invasão de dispositivo informático e falsidade ideológica. A acusação, apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), aponta que a deputada planejou e coordenou, com o auxílio do hacker Walter Delgatti Neto, uma invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em janeiro de 2023. O objetivo seria inserir alvarás de soltura falsos e um mandado de prisão forjado contra o ministro do STF Alexandre de Moraes, com a intenção de desacreditar o Judiciário brasileiro. Delgatti, que confessou o ataque, foi condenado a oito anos de prisão.

Após a condenação, Zambelli anunciou, em 3 de junho, que havia deixado o Brasil, alegando ser vítima de perseguição política. Sua saída do país ocorreu por via terrestre, através da fronteira com a Argentina, em Foz do Iguaçu (PR). De Buenos Aires, ela seguiu para os Estados Unidos e, posteriormente, para a Itália, onde possui cidadania. A deputada acreditava que sua cidadania italiana a protegeria de uma extradição, afirmando em entrevista à CNN Brasil que seria "intocável" no país europeu.

A Prisão em Roma

A captura de Zambelli ocorreu em um apartamento de classe média em Roma, a cerca de 11 quilômetros do Coliseu, onde ela vivia com seu pai, O endereço foi revelado pelo deputado italiano Angelo Bonelli, que, indignado com as declarações de Zambelli sobre ser "intocável", informou a polícia italiana. "Não é possível que uma pessoa fale assim", declarou Bonelli à GloboNews. A operação foi conduzida pela Divisão de Investigações Gerais e Operações Especiais (Digos) da polícia italiana, que levou Zambelli para interrogatório.

A defesa da deputada, representada pelo advogado Fábio Pagnozzi, alega que Zambelli se entregou voluntariamente às autoridades italianas para colaborar e demonstrar que não era foragida. No entanto, fontes da Polícia Federal afirmam que ela foi detida no apartamento onde residia. Em um vídeo divulgado por sua defesa, Zambelli afirmou estar tranquila, pois acredita que a Justiça italiana, ao contrário do que considera uma "autoridade ditatorial" de Alexandre de Moraes, garantirá um julgamento justo. Ela nega envolvimento na invasão do CNJ e insiste que sua condenação foi baseada em depoimentos falsos de Delgatti, a quem chamou de "mentiroso".

Próximos Passos e Extradição

A prisão de Zambelli desencadeia agora um processo que pode se estender por anos. Nas próximas 48 horas após a detenção, a Justiça italiana decidirá se a deputada permanecerá presa, será colocada em prisão domiciliar com monitoramento (como o uso de tornozeleira eletrônica) ou será liberada enquanto o pedido de extradição é analisado. O Brasil já formalizou a solicitação de extradição, com base no Tratado de Extradição firmado com a Itália em 1989. Apesar de Zambelli possuir cidadania italiana, a legislação do país permite a extradição de seus cidadãos em casos de crimes comuns, como os pelos quais ela foi condenada, desde que previstos em acordos internacionais.

Especialistas em direito internacional, como o procurador Vladimir Aras, apontam que o processo de extradição não é simples e pode enfrentar obstáculos, como recursos e decisões judiciais na Itália. Um precedente relevante é o caso de Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil, extraditado da Itália para o Brasil em 2015 após ser condenado no escândalo do Mensalão. Assim como Zambelli, Pizzolato também tinha cidadania italiana, mas isso não impediu sua extradição.

Repercussão Política

A prisão de Zambelli gerou reações polarizadas no Brasil. O Partido Liberal (PL), ao qual a deputada é filiada, foi pego de surpresa, e lideranças da oposição criticaram a prisão, enquanto o PT pediu a imediata cassação de seu mandato. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), encaminhou o processo de cassação à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas a perda do mandato depende de votação em plenário, que só ocorrerá após o trânsito em julgado do processo ou decisão da Mesa Diretora.

Zambelli, que se apresenta como "exilada política" e agradeceu ao senador Flávio Bolsonaro pelo apoio, continua a alegar perseguição política orquestrada pelo STF. Suas declarações, feitas em redes sociais mesmo após ordens judiciais para suspensão de seus perfis, reforçam sua narrativa de resistência contra o que chama de "ditadura judicial".

Antecedentes e Controvérsias

Carla Zambelli, nascida em Ribeirão Preto (SP) em 1980, é uma figura conhecida por seu ativismo de direita e apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Fundadora do movimento Nas Ruas, ela ganhou notoriedade durante o impeachment de Dilma Rousseff e foi eleita deputada federal em 2018 pelo PSL, sendo reeleita em 2022 pelo PL

Desafios de Saúde

Zambelli tem citado problemas de saúde, como a síndrome de Ehlers-Danlos, depressão e uma disfunção cardíaca, para argumentar que "não sobreviveria à prisão". Em entrevistas, ela afirmou que seus médicos corroboram essa avaliação, mas a Justiça brasileira considerou sua fuga uma tentativa de evitar a aplicação da lei penal.

Conclusão

A prisão de Carla Zambelli na Itália é um marco em um caso que combina elementos de crime cibernético, tensões políticas e questões de direito internacional. Enquanto a deputada insiste em sua inocência e busca asilo político ou a não extradição, a Justiça italiana avaliará o caso, que pode se prolongar devido a recursos e trâmites legais. No Brasil, o desfecho do processo de cassação de seu mandato e a eventual extradição continuam a alimentar debates sobre democracia, e o papel do STF.

Senadores brasileiros viajam aos EUA em missão contra tarifas de Trump: uso de dinheiro público em xeque

Publicado em: 28/07/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

A missão ocorre em um contexto delicado: a Casa Branca, sob Trump, não autorizou diálogo oficial com o governo brasileiro, e o recesso parlamentar nos EUA limita as oportunidades de encontros com congressistas americanos.

Reprodução / Jefferson Rudy/Agência Senado

Em meio à crise comercial desencadeada pela decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros a partir de 1º de agosto de 2025, uma comitiva de oito senadores brasileiros embarcou para Washington entre os dias 25 e 27 de julho, coincidentemente um final de semana, para tentar reverter a medida. A missão, liderada pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores (CRE), busca diálogo com congressistas e empresários norte-americanos para mitigar os impactos econômicos da taxação, que ameaça setores como agronegócio, indústria e aviação, incluindo empresas como a Embraer.

A comitiva, composta por parlamentares de diferentes espectros políticos, como Tereza Cristina (PP-MS), Jaques Wagner (PT-BA), Rogério Carvalho (PT-SE), Marcos Pontes (PL-SP), Fernando Farias (MDB-AL), Esperidião Amin (PP-SC) e Carlos Viana (Podemos-MG), tem como objetivo sensibilizar os americanos sobre os prejuízos de uma guerra comercial. Segundo Trad, a taxação pode levar a demissões em massa no Brasil, afetando a geração de empregos em setores estratégicos. "Não temos outra opção a não ser tentar voltar ao que era anteriormente. Muitos setores estão sendo prejudicados", afirmou o senador à Rádio Senado.

Uso de recursos públicos

Embora a missão tenha sido apresentada como uma iniciativa suprapartidária em defesa dos interesses nacionais, o uso de dinheiro público para custear a viagem levanta questionamentos. Em 2024, uma comitiva de deputados e um senador que viajaram aos EUA para discutir suposta "censura" do ministro Alexandre de Moraes gastou pelo menos R$ 52,8 mil em diárias e passagens, segundo o UOL. Parlamentares como Marcos Pollon (PL-MS) e Eduardo Girão (Novo-CE) não pediram reembolso, mas o caso gerou críticas pela falta de transparência sobre os resultados concretos da viagem.

No caso da missão de 2025, não há detalhes específicos sobre o custo total da viagem dos senadores, mas o precedente de despesas com missões oficiais ao exterior sugere que os gastos podem ser significativos. O teto para missões oficiais nos EUA é de US$ 428 por dia por parlamentar, cobrindo transporte, alimentação e hospedagem, conforme reportado pelo Poder360 em outro contexto. A ausência de informações claras sobre o orçamento da missão atual alimenta debates sobre a eficiência do uso de recursos públicos, especialmente em um momento de crise econômica.

Resultados incertos e críticas

A missão ocorre em um contexto delicado: a Casa Branca, sob Trump, não autorizou diálogo oficial com o governo brasileiro, e o recesso parlamentar nos EUA limita as oportunidades de encontros com congressistas americanos. A agenda dos senadores inclui reuniões com empresários e representantes da sociedade civil, mas não há previsão de encontros com altos funcionários do governo americano.

Tereza Cristina cobrou uma postura mais firme do governo Lula nas negociações, sugerindo que "mandar uma carta é muito pouco".

Enquanto os senadores buscam "construir pontes", como afirmou Rogério Carvalho, a falta de resultados concretos até o momento e a opacidade sobre os custos da viagem reforçam a necessidade de maior transparência no uso de recursos públicos. A sociedade brasileira aguarda esclarecimentos sobre o impacto real da missão e se ela logrará êxito em reverter o tarifaço, ou se será mais um capítulo de despesas parlamentares sem retorno palpável.

Advogado Acusa STF de Manipular Provas em Caso de Alta Relevância

Publicado em: 24/07/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

O caso em questão envolve o depoimento de G. Dias, cuja gravação foi incorporada a um processo sob a supervisão do STF. De acordo com Chiquini, o vídeo original tinha 1 hora e 14 minutos de duração, mas a versão inicialmente apresentada pelo tribunal ao processo judicial foi reduzida para apenas 18 minutos.

Reprodução / Ângelo Miguel/MEC

Um proeminente advogado brasileiro lançou graves acusações contra o Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que a instituição manipulou evidências audiovisuais em um caso de grande sensibilidade política. Jeffrey Chiquini, que representa Filipe Martins, conhecido por sua postura crítica em relação ao tribunal, afirma que o STF editou um vídeo do depoimento de G. Dias, ex-Comandante do Exército, antes de incluí-lo em um processo judicial. A denúncia levanta sérias questões sobre a integridade das provas e a transparência do sistema judiciário brasileiro.

Contexto da Denúncia

Jeffrey Chiquini é um advogado com histórico de atuação em casos de grande repercussão e uma figura reconhecida por desafiar o establishment jurídico no Brasil. O caso em questão envolve o depoimento de G. Dias, cuja gravação foi incorporada a um processo sob a supervisão do STF. De acordo com Chiquini, o vídeo original tinha 1 hora e 14 minutos de duração, mas a versão inicialmente apresentada pelo tribunal ao processo judicial foi reduzida para apenas 18 minutos. Isso significa que mais de 75% do conteúdo original foi excluído, o que, segundo o advogado, poderia ter alterado significativamente o contexto ou o significado das declarações de Dias.

Sequência de Eventos

Após Chiquini tornar pública sua denúncia, o STF teria carregado uma nova versão do vídeo, incluindo os trechos anteriormente omitidos. No entanto, em um movimento posterior, o tribunal optou por remover o vídeo inteiramente do processo judicial. Esses passos, conforme apontado pelo advogado, intensificam as suspeitas de manipulação e levantam dúvidas sobre os procedimentos adotados pela corte.

Implicações da Acusação

Se as alegações de Chiquini forem comprovadas, as consequências para o sistema judiciário brasileiro podem ser profundas. A manipulação de evidências por parte do STF, a mais alta instância judicial do país, poderia não apenas invalidar o processo em questão, mas também minar a confiança da população na justiça. Além disso, o caso poderia repercutir em outros processos e alimentar discussões já existentes sobre a transparência e a imparcialidade do judiciário.

Ausência de Provas Conclusivas

Até o momento, as acusações de Chiquini se baseiam principalmente em suas declarações públicas, postagens em redes sociais e a transcrição oficial divergindo do primeiro vídeo adicionado ao processo. O STF, por sua vez, não divulgou uma resposta oficial às alegações, o que mantém a questão envolta em incertezas. Dado o peso das acusações, é necessário tratar o assunto com prudência, destacando a importância de uma investigação formal para esclarecer os fatos.

Conclusão

A polêmica envolvendo a suposta edição do vídeo reforça a necessidade de transparência nos processos judiciais. À medida que o caso se desenvolve, torna-se crucial que entidades independentes analisem as denúncias de forma detalhada, garantindo a credibilidade do sistema legal brasileiro. A confiança no judiciário depende da certeza de que as instituições operam com integridade e respeito às normas processuais.

Falta de Verba no MEC Compromete Compra de Livros Didáticos para 2026

Publicado em: 24/07/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

Para os anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), a previsão era de 59 milhões de livros, mas apenas 23 milhões, referentes a Português e Matemática, foram garantidos. No ensino médio, apenas 60% dos livros reformulados para o novo currículo serão adquiridos inicialmente, com o restante previsto para entrega entre maio e junho de 2026, o que pode causar atrasos.

Reprodução / Ângelo Miguel/MEC

O Ministério da Educação (MEC) anunciou que, devido a restrições orçamentárias, apenas livros didáticos de Português e Matemática serão adquiridos para o ensino fundamental no ano letivo de 2026. A decisão, comunicada à Associação Brasileira de Livros e Conteúdos Educacionais (Abrelivros), deixa de fora disciplinas como História, Geografia, Ciências e Artes, gerando preocupações entre educadores e editoras sobre o impacto na qualidade da educação pública.

Segundo a Abrelivros, o orçamento aprovado para o Programa Nacional do Livro e do Material Didático (PNLD) é de R$ 2 bilhões, mas seriam necessários pelo menos R$ 3 bilhões para atender toda a demanda, que inclui 240 milhões de exemplares para os ensinos fundamental, médio, Educação de Jovens e Adultos (EJA) e programas literários. Para os anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), a previsão era de 59 milhões de livros, mas apenas 23 milhões, referentes a Português e Matemática, foram garantidos. No ensino médio, apenas 60% dos livros reformulados para o novo currículo serão adquiridos inicialmente, com o restante previsto para entrega entre maio e junho de 2026, o que pode causar atrasos.

O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), responsável pela execução do PNLD, justificou a estratégia de "compra escalonada" devido ao "cenário orçamentário desafiador". O MEC informou que os materiais da EJA estão garantidos, mas não esclareceu o cronograma para a aquisição das demais disciplinas. "A decisão é inaceitável e pode levar o PNLD a um ponto de não retorno para a educação pública de qualidade", alerta Maria Cecília Condeixa, presidente da Associação Brasileira de Autores de Livros Educativos (Abrale). A entidade questiona a mensagem transmitida aos alunos, sugerindo que disciplinas como História e Ciências seriam "menos relevantes".

Especialistas apontam que a ausência de livros didáticos comprometerá o planejamento pedagógico, especialmente nas escolas públicas, onde esses materiais são frequentemente o único recurso de estudo disponível. Ângelo Xavier, presidente da Abrelivros, destaca que, para evitar atrasos no início do ano letivo, as encomendas precisam ser feitas até o final de agosto, devido ao tempo necessário para produção e distribuição.

O MEC afirmou estar em tratativas com a Secretaria de Orçamento Federal para viabilizar suplementações orçamentárias. No entanto, sem uma recomposição imediata, a educação básica brasileira enfrenta o risco de um "apagão de livros" em 2026, comprometendo a formação de milhões de estudantes.

EUA Revogam Vistos de Oito Ministros do STF, Procurador-Geral e Autoridades da PF em Escalada de Tensões com o Brasil

Publicado em: 21/07/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

A lista de autoridades brasileiras afetadas inclui os ministros do STF Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes. Além deles, o procurador-geral Paulo Gonet, o diretorgeral da PF, Andrei Rodrigues, e o delegado Fábio Schor.

Arte Erivaldo Lima/Araci News

Em um movimento que intensifica a crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos, o governo norte-americano, sob a administração de Donald Trump, anunciou a revogação dos vistos de entrada de oito ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e de duas autoridades da Polícia Federal (PF). A medida, confirmada em 18 de julho pelo secretário de Estado, Marco Rubio, foi justificada como uma resposta a supostas ações de censura contra cidadãos americanos e violações de liberdade de expressão que, segundo Rubio, ultrapassam as fronteiras brasileiras.

A lista de autoridades brasileiras afetadas inclui os ministros do STF Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia, Edson Fachin e Gilmar Mendes. Além deles, o procurador-geral Paulo Gonet, o diretorgeral da PF, Andrei Rodrigues, e o delegado Fábio Schor, responsável por investigações envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, também tiveram seus vistos cancelados. Os ministros André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux não foram incluídos na medida, possivelmente por suas posições ou indicações alinhadas ao governo Bolsonaro no passado.

O anúncio de Rubio, feito via rede social X, destacou que a decisão visa punir "autoridades estrangeiras cúmplices na censura de americanos", com base na Lei de Imigração e Nacionalidade dos EUA, que permite vetar a entrada de indivíduos cuja presença possa ter "consequências graves para a política externa". A medida também se estende a familiares imediatos das autoridades sancionadas, embora detalhes sobre esses indivíduos não tenham sido divulgados.

A revogação dos vistos ocorre em um contexto de tensão, após decisões do ministro Alexandre de Moraes, como a imposição de medidas cautelares contra Jair Bolsonaro, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e restrições de mobilidade, no âmbito de investigações sobre supostos crimes contra a soberania nacional. Rubio classificou as ações de Moraes como uma "caça às bruxas política" que afeta não apenas brasileiros, mas também cidadãos americanos, citando casos como o bloqueio de contas em plataformas como X e Rumble.

No Brasil, a reação foi de repúdio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu uma nota manifestando "solidariedade e apoio" aos ministros do STF, classificando a medida como "arbitrária e sem fundamento" e uma "ingerência inaceitável" na soberania brasileira. O Itamaraty, liderado pelo chanceler Mauro Vieira, intensificou contatos com o Departamento de Estado americano para esclarecer a situação, mas não obteve respostas detalhadas até o momento.

A Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) também criticou a sanção contra Paulo Gonet, afirmando que a medida é uma "ofensa à independência do Ministério Público" e que nenhum agente público deve ser punido por cumprir suas funções constitucionais.

A lista de sancionados não será tornada pública em detalhes, segundo fontes próximas ao governo americano. O jornalista Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, afirmou em postagem no X que as autoridades afetadas serão notificadas diretamente nos aeroportos, caso tentem entrar nos EUA.

A decisão americana, que também inclui a possibilidade de sanções econômicas sob a Lei Global Magnitsky, levanta preocupações sobre o impacto nas relações bilaterais. Especialistas apontam que a escalada pode afetar setores como comércio e aviação, especialmente após Trump ameaçar tarifas de até 100% sobre produtos brasileiros, como suco de laranja. O governo brasileiro avalia recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC) em resposta.

STF impõe Tornozeleira Eletrônica e Restrições a Bolsonaro em Meio a Tensão Diplomática com os EUA.

Publicado em: 18/07/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (18) um conjunto de medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, como parte das investigações que o apontam como integrante de uma organização criminosa envolvida na tentativa de golpe após as eleições de 2022.

Imagem/Araci News

Entre as determinações mais rigorosas está o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica, além de restrições severas de circulação. Bolsonaro deverá permanecer em casa das 19h às 6h em dias úteis e em regime integral nos fins de semana, feriados e folgas. Ele também está proibido de manter contato com outros investigados nos processos que tramitam no STF, além de não poder se comunicar com autoridades estrangeiras ou se aproximar de embaixadas e consulados num raio inferior a 200 metros.

Outro ponto da decisão impede o ex-presidente de utilizar redes sociais, tanto pessoalmente quanto por meio de intermediários. A Polícia Federal será responsável pela instalação do equipamento de monitoramento e pelo envio diário de relatórios ao Supremo.

A decisão de Moraes também autorizou mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, profissionais e eventuais locais de hospedagem de Bolsonaro. Os agentes foram instruídos a recolher aparelhos eletrônicos, documentos e valores em espécie a partir de R$ 10 mil, tanto em moeda nacional quanto estrangeira. A medida inclui acesso a dados armazenados em nuvem e permite se necessário, o uso da força para garantir o cumprimento da ordem judicial.

As determinações ocorrem em meio a uma crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos. O presidente americano Donald Trump anunciou tarifas de 50% sobre produtos brasileiros e condicionou a suspensão das taxas ao encerramento das ações judiciais contra Bolsonaro. "Vi o tratamento terrível que você está recebendo de um sistema injusto", afirmou Trump em carta oficial enviada ao aliado.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a exigência como "chantagem inaceitável" e reforçou que o Brasil é um país soberano, com instituições independentes.

Bolsonaro é réu no STF sob a acusação de liderar um grupo que tentou abalar o regime democrático. A Procuradoria-Geral da República (PGR) o aponta como membro central de uma organização criminosa que buscava impedir a posse do presidente eleito em 2022, inclusive estimulando atos golpistas e ataques às instituições. Ele responde por crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio público tombado.

Com as alegações finais da PGR já apresentadas, o processo está prestes a entrar em fase de julgamento. A procuradoria pede a condenação de Bolsonaro com pena de prisão. Caso ele descumpra as medidas cautelares, poderá ter sua prisão preventiva decretada.

Conclusão:

A legalidade das restrições a Bolsonaro depende da interpretação das provas e da proporcionalidade das medidas. Do ponto de vista jurídico, o STF tem competência para impor medidas cautelares com base em indícios de risco ao processo, e a PGR apresentou argumentos para justificar as restrições. No entanto, a ausência de provas públicas robustas, a severidade das medidas e o contexto político (como a inelegibilidade por 8 anos decidida pelo TSE em 2023 e as tensões com Trump) alimentam alegações de abuso de poder e politização da Justiça. A defesa de Bolsonaro planeja recorrer, e o caso pode ser levado ao plenário do STF para revisão. Até lá, as medidas permanecem em vigor, mas a controvérsia sobre sua legalidade continua, com implicações para a democracia e a polarização política no Brasil.

Governo Lula Adota "Nós Contra Eles" em Estratégia de Comunicação Sob Comando de Sidônio Palmeira

Publicado em: 14/07/2025

O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, agora no Nubank, criticou a estratégia, afirmando que o "nós contra eles" é prejudicial ao crescimento estrutural do país. "Esse discurso não resolve os problemas reais, como a inflação persistente", declarou.

Arte / Erivaldo Lima/Araci News

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva abandonou o discurso de "União e Reconstrução" e adotou uma estratégia mais combativa, centrada no mote "nós contra eles", sob a liderança do ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Sidônio Palmeira. A mudança, que busca reforçar a narrativa de defesa dos interesses dos "99%" contra os privilégios de uma minoria abastada, tem gerado debates intensos sobre sua eficácia e impactos políticos.

A estratégia, que ganhou força em meio à queda de popularidade do governo e a derrotas no Congresso Nacional, reflete uma tentativa de reposicionar a comunicação oficial em um tom mais populista e nacionalista. Segundo fontes, a campanha, que utiliza vídeos produzidos com inteligência artificial, é inspirada em fenômenos da política norteamericana e tem como um de seus idealizadores o marqueteiro Otávio Antunes, que ascendeu no PT após a saída de João Santana.

Sidônio Palmeira, no entanto, nega que a abordagem promova um confronto direto entre ricos e pobres. Em declaração recente, o ministro afirmou que a proposta está alinhada à busca por justiça fiscal, como na reforma tributária em discussão. "Não é sobre dividir, é sobre corrigir desigualdades históricas", disse Palmeira, em resposta às críticas de que o discurso alimenta polarização.

A mudança de tom, porém, não passou despercebida. O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, agora no Nubank, criticou a estratégia, afirmando que o "nós contra eles" é prejudicial ao crescimento estrutural do país. "Esse discurso não resolve os problemas reais, como a inflação persistente", declarou. No Congresso, a postura também enfrenta resistência, com deputados questionando os altos investimentos em campanhas digitais, como as impulsionadas em redes sociais da revista Meta, e cobrando explicações de Palmeira, que adiou uma audiência na Comissão de Comunicação da Câmara.

Analistas apontam que a estratégia reflete a pressão sobre o governo para recuperar apoio popular em um cenário de desafios fiscais e oposição fortalecida. No entanto, o tom belicoso pode alienar setores moderados, como observou a Gazeta do Povo, que destacou a dificuldade de conquistar a população com um discurso de luta de classes em meio a preocupações práticas, como a inflação. No mercado publicitário, a abordagem de Palmeira também é vista com ressalvas, com críticas a "chavões perigosos" que remetem a discursos populistas de outros líderes latino-americanos.

A Secom, por sua vez, defende a nova linha como uma resposta às "fake news" e à necessidade de comunicar resultados do governo de forma mais assertiva. A equipe de Palmeira já atua, por exemplo, na desmistificação de boatos sobre o PIX, uma prática que remete à campanha de Lula em 2022. Apesar das controvérsias, o governo aposta que a narrativa de enfrentamento aos privilégios pode reacender o apoio de sua base, ainda que o custo político dessa polarização permaneça incerto.

Donald Trump Impõe Tarifa de 50% ao Brasil em Carta com Críticas ao STF e Defesa de Bolsonaro

Publicado em: 10/07/2025

Trump classifica o julgamento de Bolsonaro no STF como "uma vergonha internacional" e uma "caça às bruxas", exigindo seu fim imediato com letras maiúsculas: "Este julgamento não deveria estar acontecendo. Parem IMEDIATAMENTE!".

Arte / Erivaldo Lima/Araci News

Nesta quarta (9), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados para os EUA, com vigência a partir de 1º de agosto. A medida foi comunicada em uma carta pública endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicada na rede social Truth Social. O documento mistura justificativas comerciais e políticas, destacando críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e uma defesa explícita do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de tentativa de golpe de Estado em 2022.

Conteúdo da Carta

Na carta, Trump classifica o julgamento de Bolsonaro no STF como "uma vergonha internacional" e uma "caça às bruxas", exigindo seu fim imediato com letras maiúsculas: "Este julgamento não deveria estar acontecendo. Parem IMEDIATAMENTE!". Ele alega, sem apresentar provas, que o Brasil promove "ataques insidiosos" contra a liberdade de expressão dos americanos, citando "centenas de ordens de censura secretas e ilegais" do STF contra plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com multas e expulsão do mercado brasileiro.

No âmbito comercial, Trump afirma que a relação entre Brasil e EUA é "injusta" devido a tarifas e barreiras comerciais brasileiras. Ele instruiu o Representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, a iniciar uma investigação da Seção 301 contra o Brasil por supostas práticas comerciais desleais, incluindo "ataques" a empresas americanas de tecnologia. No entanto, dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) contradizem a narrativa de Trump, mostrando um superávit comercial de US$ 48,21 bilhões em favor dos EUA entre 1997 e 2024.

Trump sugere que as tarifas podem ser ajustadas 'para cima ou para baixo" dependendo da relação bilateral e propõe que o Brasil evite a taxação fabricando produtos nos EUA. Ele também ameaça retaliar com tarifas adicionais caso o Brasil imponha medidas recíprocas.

Reações no Brasil

O governo brasileiro reagiu com firmeza. O presidente Lula afirmou que o Brasil "não aceitará ser tutelado por ninguém" e que a defesa da democracia é uma questão soberana, com instituições sólidas e independentes. Ele destacou que o processo judicial contra os envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023 é de competência exclusiva da Justiça brasileira. O Itamaraty devolveu a carta, classificando-a como "ofensiva" e contendo "mentiras" e "erros factuais" sobre a relação comercial bilateral.

A secretária para a América do Norte do Ministério das Relações Exteriores, Maria Luisa Escorel, convocou o representante dos EUA em Brasília, Gabriel Escobar, para confirmar a autenticidade da carta, que foi publicada antes de chegar oficialmente ao governo brasileiro.

Bolsonaro, por sua vez, agradeceu o apoio de Trump, afirmando que o presidente americano também foi "implacavelmente perseguido" nos EUA. O ex-presidente está inelegível até 2030 por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e é réu no STF por tentativa de golpe.

Repercussão Internacional

A imprensa internacional destacou o tom "agressivo" e "destemperado" da carta, interpretando-a como uma retaliação pessoal de Trump devido ao julgamento de Bolsonaro. O The New York Times descreveu a tarifa de 50% como a mais alta já imposta a um parceiro comercial relevante, enquanto o The Guardian e a BBC compararam as semelhanças entre Trump e Bolsonaro, ambos associados a atos contra instituições democráticas. A Bloomberg classificou a carta como uma "dramática intensificação" das tensões entre Brasil e EUA.

Impactos Econômicos

A imposição das tarifas gerou preocupação no mercado brasileiro. No dia do anúncio, o real caiu mais de 2% em relação ao dólar, refletindo incertezas sobre o impacto econômico da medida. Em 2024, os EUA importaram US$ 42 bilhões em produtos brasileiros, como combustíveis, máquinas, metais e aeronaves, e a nova tarifa pode afetar significativamente esses setores.

Contexto Político

Especialistas veem a carta como um marco de deterioração nas relações Brasil-EUA, com um viés político inédito. A ação de Trump é interpretada como uma tentativa de influenciar o cenário político brasileiro, apoiando a oposição bolsonarista em um contexto de disputa geopolítica com a China. A falta de canais de comunicação entre o governo Lula e a administração Trump foi apontada como um agravante, enquanto a oposição brasileira, liderada por figuras como Eduardo Bolsonaro, intensificou contatos com aliados de Trump nos EUA.

O governo brasileiro planeja uma resposta baseada na Lei da Reciprocidade Econômica, priorizando o diálogo para evitar uma escalada de retaliações. A condução do Itamaraty será crucial para mitigar os impactos econômicos e políticos da decisão americana.

Conclusão

A carta de Trump marca um momento de tensão sem precedentes nas relações bilaterais, combinando questões comerciais com interferências políticas explícitas. A defesa de Bolsonaro e as críticas ao STF reforçam a percepção de que a medida tem motivações ideológicas, enquanto o Brasil busca afirmar sua soberania e proteger seus interesses econômicos em meio a um cenário diplomático delicado.

Justiça dos EUA dá 21 dias para Moraes responder em processo movido pela empresa de Trump

Publicado em: 09/07/2025

A Justiça da Flórida, nos Estados Unidos, emitiu nesta segunda (7), uma nova intimação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, no âmbito de um processo movido pela Trump Media & Technology Group, ligada ao presidente americano Donald Trump, e pela plataforma de vídeos Rumble.

Arte / Erivaldo Lima/Araci News

As empresas acusam Moraes de violar a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que protege a liberdade de expressão, ao ordenar a suspensão de perfis em redes sociais, como o do jornalista Allan dos Santos, foragido e residente nos EUA. A ação alega que tais decisões representam censura e têm impacto extraterritorial, afetando operações de empresas americanas. Moraes tem 21 dias para responder ao tribunal ou poderá ser julgado à revelia, com base apenas nas alegações das empresas. O STF informou que o ministro não recebeu a intimação, e a Advocacia-Geral da União (AGU) prepara a defesa, que será feita em parceria com um escritório internacional, representando o Estado brasileiro, e não Moraes pessoalmente.

A intimação emitida pela Justiça da Flórida contra o ministro Alexandre de Moraes, no contexto do processo movido pela Trump Media & Technology Group e pela Rumble, levanta um debate significativo sobre a liberdade de expressão. As empresas alegam que as ordens judiciais de Moraes para suspender perfis em redes sociais, como o do jornalista Allan dos Santos, violam a Primeira Emenda dos EUA, que garante ampla proteção à liberdade de expressão. Elas argumentam que tais decisões representam censura e têm impacto extraterritorial, interferindo nas operações de plataformas americanas.

Impactos na liberdade de expressão:

1. Colisão de jurisdições: O caso expõe um conflito entre a legislação brasileira, que permite decisões judiciais para combater desinformação, sem e discursos de ódio, e a interpretação americana da liberdade de expressão, que é mais ampla e menos restritiva. Isso pode criar tensões sobre como plataformas globais devem operar em diferentes contextos legais.
2. Precedente para plataformas digitais: Se a Justiça americana avançar com o caso, pode estabelecer um precedente que limite a capacidade de autoridades estrangeiras de regular conteúdo em plataformas sediadas nos EUA, afetando a governança digital global. Isso poderia dificultar esforços de países para combater desinformação ou crimes cibernéticos.
3. Debate sobre censura: Críticos das ações de Moraes, incluindo as empresas americanas, veem as suspensões de perfis como censura arbitrária. Por outro lado, defensores argumentam que tais medidas são necessárias para proteger a democracia contra discursos que incitam violência ou desinformação, como no caso de investigações sobre milícias digitais no Brasil.
4. Impacto político e social: No Brasil, o caso alimenta polarização. Setores conservadores enxergam a intimação como uma validação de críticas contra Moraes, enquanto outros veem a ação como uma tentativa de interferência externa na soberania judicial brasileira. Isso pode intensificar o embate sobre os limites da liberdade de expressão em contextos de combate a fake news.
5. Implicações globais: A disputa destaca a dificuldade de equilibrar liberdade de expressão com a regulação de conteúdos nocivos em um mundo digital interconectado.
Decisões em um país podem ter repercussões internacionais, afetando usuários e empresas em outras jurisdições. Enquanto o caso não for resolvido, ele continuará a gerar debates sobre os limites da liberdade de expressão e o papel de cortes internacionais na regulação digital.

Acordo de Toffoli para o INSS: Alívio aos Aposentados, Peso ao Pagador de Impostos e Falta de Punição Direta

Publicado em: 04/07/2025

Acordo não detalha penalidades específicas para as entidades ou indivíduos responsáveis pelas fraudes, gerando críticas de que os custos estão sendo transferidos aos pagadores de impostos via crédito extraordinário.

Reprodução / Site STF

Em decisão que marca um capítulo importante na reparação de fraudes contra beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou, nesta quinta-feira (3), um acordo que garante a devolução de cerca de R$ 4 bilhões descontados indevidamente de aposentados e pensionistas. A medida, embora celebrada por milhões de brasileiros lesados, levanta questionamentos sobre seu impacto nos cofres públicos e, consequentemente, nos pagadores de impostos.

Entre 2020 e 2025, fraudes associativas, como descontos não autorizados para supostas mensalidades de entidades, geraram um rombo bilionário. Estima-se que 1,5 milhão de beneficiários receberão os valores corrigidos pela inflação (IPCA) a partir de 24 de julho de 2025, com parcelas iniciais de até R$ 6 mil. O acordo, firmado entre o INSS, a Advocacia-Geral da União (AGU) e entidades financeiras, também suspende novos acordos de cooperação técnica (ACT) e reforça medidas antifraude, como a exigência de biometria para autorizações futuras.

Impacto nos Contribuintes

A decisão, embora necessária para reparar o dano aos beneficiários, trouxe críticas. O ressarcimento será custeado por um crédito extraordinário, fora do limite do arcabouço fiscal, o que implica uso de recursos públicos. Analistas apontam que o ônus recairá sobre os pagadores de impostos, já que o governo não detalhou como as entidades responsáveis pelas fraudes serão penalizadas. ?Mais uma vez, o pagador de impostos arca com erros alheios?, é o sentimento de parte da população.

O governo, por sua vez, defende que o acordo evita custos ainda maiores. Até junho de 2024, mais de 70 mil ações judiciais, com pedidos de devolução em dobro e danos morais, já somavam R$ 1,07 bilhão. Sem a conciliação, o volume de processos poderia explodir, agravando o impacto fiscal.

Prevenção e Próximos Passos

Além de reparar os danos, o acordo busca prevenir novas fraudes. A suspensão dos ACTs e a implementação de sistemas biométricos para autorizar descontos são passos para proteger os beneficiários. O INSS também promete maior rigor na fiscalização de entidades que firmam convênios com o instituto.

Para os aposentados e pensionistas, o acordo representa um alívio financeiro e a restauração da confiança no sistema. Contudo, para o contribuinte, resta a dúvida: quem pagará a conta final? O governo ainda não esclareceu como equilibrará as finanças públicas após essa medida.

O Povo Acordou: Lula é vaiado durante celebrações do 2 de julho em Salvador

Publicado em: 03/07/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

Lula, acompanhado do ministro da Casa Civil, Rui Costa, do líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), e do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, participou do tradicional desfile cívico-militar.

Reprodução / Montagem Redes Sociais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfrentou vaias durante as comemorações do 2 de julho, feriado estadual que marca a Independência da Bahia, em 1823. O evento, realizado na manhã desta quarta-feira no bairro da Lapinha, reuniu autoridades, políticos e cidadãos para celebrar a data histórica, mas foi marcado por momentos de tensão.

Lula, acompanhado do ministro da Casa Civil, Rui Costa, do líder do governo no Senado, Jacques Wagner (PT-BA), e do ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, participou do tradicional desfile cívico-militar. Durante seu discurso, no qual defendeu a proposta de tornar o 2 de julho um feriado nacional, parte do público presente entoou vaias e gritos de protesto. Os manifestantes, em menor número, expressaram descontentamento com o governo, mencionando temas como economia e políticas públicas.

"Essa data é um marco do povo baiano, que lutou pela nossa independência. Queremos que o Brasil conheça essa história", declarou Lula, tentando manter o foco na relevância histórica do evento. Ele destacou a importância do 2 de julho como símbolo da resistência brasileira contra as tropas portuguesas, reforçando a proposta enviada ao Congresso Nacional para instituir a data como feriado nacional.

As vaias, no entanto, não ofuscaram completamente a celebração. O desfile, que contou com a participação de fanfarras, grupos culturais e militares, atraiu milhares de pessoas às ruas de Salvador. A população baiana, conhecida pelo orgulho de sua história, celebrou com entusiasmo a data que simboliza a consolidação da independência do Brasil na região.

A segurança foi reforçada no evento, e não houve registros de incidentes graves. Após a cerimônia, Lula seguiu para o aeroporto, de onde embarcou para Buenos Aires para participar da Cúpula do Mercosul, marcada para esta quinta-feira (3).

A proposta de feriado nacional, defendida por Lula, tem gerado debates. Enquanto alguns parlamentares e setores da sociedade apoiam a iniciativa, argumentando que ela valoriza a história do Nordeste, outros questionam os impactos econômicos de mais um feriado no calendário nacional. A proposta aguarda tramitação no Congresso.

Haddad Cogita Acionar STF Após Derrubada do Aumento do IOF pelo Congresso

Publicado em: 27/06/2025

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou que o governo pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para reverter a decisão do Congresso Nacional que derrubou o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), aprovado por decreto presidencial. A medida, que visava equilibrar as contas públicas, foi considerada "flagrantemente inconstitucional" pela ala jurídica do governo, segundo Haddad.

Reprodução / X

Em declarações recentes, o ministro lamentou a surpresa política com a rejeição do decreto e afirmou que o governo avalia três alternativas: recorrer ao STF, implementar cortes de gastos ou buscar novas fontes de receita. "A última palavra será do presidente Lula, mas a via judicial é uma possibilidade clara", destacou Haddad, reforçando a preferência por enfrentar o Congresso no Judiciário.

A Advocacia-Geral da União (AGU), no entanto, informou que ainda não há decisão definitiva sobre acionar o STF, enfatizando que ouvirá a Fazenda antes de qualquer movimento. A proposta de aumento do IOF gerou controvérsia, com 63% dos votos favoráveis à derrubada vindos de partidos que ocupam ministérios no governo, evidenciando tensões políticas.

Haddad defendeu a isonomia tributária e criticou a decisão do Congresso, argumentando que ela compromete o ajuste fiscal. A possibilidade de judicialização, porém, foi considerada "perigosa" por deputados, que alertam para o risco de escalada no conflito entre os poderes.

O embate expõe o desafio do governo em manter a estabilidade fiscal enquanto enfrenta resistência no Legislativo. A decisão final sobre o próximo passo deve ser anunciada nos próximos dias, com impacto direto no planejamento econômico do país.

Trump Exige Rendição Incondicional do Irã em Meio a Tensões Crescentes

Publicado em: 18/06/2025

Trump afirmou conhecer o paradeiro do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e alertou que a "paciência dos EUA está se esgotando". A fala ocorre após seis noites consecutivas de ataques atribuídos a Israel contra alvos iranianos, segundo fontes internacionais.

Montagem / Redes Sociais

Em Washington, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a retórica contra o Irã ao exigir a "rendição incondicional" do país, em um pronunciamento que elevou as tensões no Oriente Médio a um novo patamar. Em declarações contundentes, Trump afirmou conhecer o paradeiro do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, e alertou que a "paciência dos EUA está se esgotando". A fala ocorre após seis noites consecutivas de ataques atribuídos a Israel contra alvos iranianos, segundo fontes internacionais.

A política de "pressão máxima" contra o regime de Teerã, marca registrada da administração Trump, foi reiterada, com o presidente descartando qualquer possibilidade de trégua no curto prazo. Ele sugeriu que uma ação militar poderia ser considerada, com Israel potencialmente liderando ou participando de operações, caso as negociações não avancem. "O Irã precisa entender que o tempo está acabando", afirmou Trump, em um tom que analistas consideram um dos mais agressivos desde o início de seu segundo mandato.

Em resposta, o aiatolá Khamenei declarou que o Irã "nunca se renderá" às demandas americanas, prometendo resistência frente às pressões externas. A troca de ameaças ocorre em um contexto de crescente instabilidade regional, com os ataques recentes intensificando o clima de desconfiança mútua.

Fontes próximas ao governo americano indicam que a Casa Branca está coordenando estratégias com aliados, incluindo Israel, para aumentar a pressão sobre o Irã, especialmente em relação ao seu programa nuclear. No entanto, especialistas alertam para o risco de uma escalada militar que poderia desestabilizar ainda mais a região. A comunidade internacional acompanha com apreensão os desdobramentos. A União Europeia pediu moderação às partes envolvidas, enquanto a ONU alertou para as consequências humanitárias de um possível conflito aberto. Por ora, a retórica beligerante de ambos os lados mantém o mundo em alerta, com o futuro das relações entre EUA e Irã envolto em incertezas.

G7 Expressa Apoio a Israel e Condena Irã em Meio a Escalada de Tensões

Em Kananaskis, os líderes do G7, reunidos no Canadá, divulgaram uma declaração conjunta em apoio à segurança de Israel, afirmando que o país "tem o direito de se defender" diante das crescentes tensões com o Irã. A nota, publicada na última segundafeira (16), classifica o Irã como a "principal fonte de instabilidade e terror" no Oriente Médio, reforçando a posição do grupo contra o regime de Teerã.

Os líderes do G7 também enfatizaram a importância da proteção de civis, mas reiteraram seu compromisso com a segurança de Israel, alinhando-se à postura do presidente dos EUA, Donald Trump.

G7 não mencionou a posição de Lula.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, presente no encontro, pediu diálogo para resolver os conflitos em curso, mas a nota do G7 não mencionou especificamente sua posição.

Lula sofre derrota humilhante no Congresso

Publicado em: 18/06/2025

Com votos de partidos detentores de 12 ministérios o placar foi de 346 votos a 97 e sinalizou o forte descontentamento com a medida do governo.

Reprodução / X

Em uma votação expressiva, o Congresso Nacional derrubou, na última terça-feira (17), o decreto presidencial que aumentava a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), publicado pelo governo em 11 de junho. A decisão, que contou com ampla maioria na Câmara dos Deputados e apoio no Senado, representa um revés para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e intensifica a pressão por novas propostas para o ajuste fiscal.

A aprovação do regime de urgência para o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 314/25, de autoria do líder da oposição, deputado Zucco (PL-RS), na segunda-feira (16), por 346 votos a 97, sinalizou o forte descontentamento com a medida do governo. O decreto, que elevava o IOF como parte do pacote fiscal, foi criticado por setores como o agronegócio e investidores, que apontaram falta de diálogo e de estudos técnicos para justificar o aumento.

Além da derrubada do IOF, o Congresso também afastou a cobrança de IVA sobre fundos de investimento, atendendo a demandas do setor financeiro e do agronegócio, que temiam impactos econômicos negativos. A votação, que incluiu a derrubada de outros vetos presidenciais relacionados à reforma tributária, reflete a insatisfação de parlamentares, incluindo partidos da base aliada, com as medidas econômicas do governo.

Lideranças como o deputado Hugo Motta (PP-PB) reforçaram que a decisão é um "recado" ao Executivo, exigindo alternativas que não penalizem a população e os setores produtivos. "O clima é de derrubada do decreto do IOF na Câmara", declarou Motta em suas redes sociais, destacando a necessidade de diálogo com o Congresso.

O governo, por meio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, enfrenta agora o desafio de apresentar novas medidas para compensar a perda de arrecadação. Encontros com líderes parlamentares, como Motta e o senador Davi Alcolumbre, indicam tentativas de negociação, mas a manutenção de parte do aumento do IOF, conforme sinalizado por algumas fontes, ainda enfrenta resistência.

A ofensiva contra o decreto do IOF é parte de um movimento maior do Congresso, que, segundo analistas, viu um aumento de 158% em ações para barrar decretos presidenciais em 2025. A votação da última terça-feira marcou a primeira vez em 25 anos que um decreto presidencial foi derrubado por voto parlamentar, reforçando o peso político da decisão.

Com o mérito do PDL ainda em análise, o governo deve correr contra o tempo para evitar novos embates com o Legislativo, enquanto setores econômicos e a sociedade acompanham de perto os desdobramentos.

Deputados Baianos que votaram contra a urgência

Alice Portugal (PCdoB)

Bacelar (PV)

Daniel Almeida (PCdoB)

Ivoneide Caetano (PT)

Jorge Solla (PT)

Joseildo Ramos (PT)

Josias Gomes (PT)

Lídice da Mata (PSB)

Pastor Isidório (Avante)

Valmir Assunção (PT)

Waldenor Pereira (PT)


Não votaram

Arthur O. Maia (União)

João Carlos Bacelar (PL)

Roberta Roma (PL)

Zé Neto (PT)

Rejeição ao Governo Lula Atinge 57%, Aponta Pesquisa Genial / Quaest

Publicado em: 17/06/2025

A pesquisa também destaca que 66% dos entrevistados rejeitam a candidatura de Lula para as eleições de 2026, um crescimento em relação a levantamentos anteriores

Reprodução / Facebook

Pesquisa recente da Genial/Quaest, realizada entre 31 de maio e 2 de junho de 2025, revelou que a desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou 57%, o maior índice registrado em seu atual mandato. O levantamento, que ouviu 2.500 brasileiros, indica um aumento de oito pontos percentuais na rejeição desde janeiro, consolidando um cenário de empate técnico com o ex-presidente Jair Bolsonaro em intenções de voto para um eventual segundo turno em 2026, com Lula obtendo 44% e Bolsonaro 45%.

A pesquisa também destaca que 66% dos entrevistados rejeitam a candidatura de Lula para as eleições de 2026, um crescimento em relação a levantamentos anteriores. O escândalo envolvendo descontos indevidos do INSS, revelado pelo portal Metrópoles, foi apontado por 31% dos entrevistados como responsabilidade do governo, contribuindo para a piora na percepção econômica e na avaliação do petista.

No Rio de Janeiro, a rejeição ao governo Lula é ainda mais acentuada, alcançando 59,9%, segundo estudo do Paraná Pesquisas divulgado em 28 de maio de 2025. Apesar de uma leve oscilação para baixo em relação a abril, o índice permanece elevado. Outro dado preocupante para o governo é a percepção de descumprimento de promessas de campanha. De acordo com a Quaest, 70% dos entrevistados acreditam que Lula não cumpriu o que prometeu em 2022, como a não privatização do metrô do Recife, apontada como mais uma promessa quebrada.

Por outro lado, a pesquisa Latam, publicada em 28 de abril de 2025, indicou uma leve queda na reprovação, que passou de patamares mais altos para 50,1%, com 46,1% aprovando o trabalho do presidente. Apesar disso, o cenário geral reflete desafios para Lula, especialmente entre evangélicos e católicos, onde a rejeição também cresceu, segundo o levantamento PoderData.

A combinação de fatores como escândalos, percepção econômica negativa e promessas não cumpridas tem impulsionado a rejeição ao governo, que agora enfrenta o pior momento de avaliação popular desde o início do mandato.

Rejeição ao Governo Lula no Nordeste Alcança Níveis Recordes, Indica Pesquisa Genial/Quaest

A desaprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Nordeste, região historicamente favorável ao petista, atingiu um patamar inédito em seu atual mandato, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada em 2 de abril de 2025. O levantamento, que ouviu 2.004 pessoas entre 27 e 31 de março, aponta que a rejeição ao governo Lula na região subiu nove pontos percentuais, chegando a 46%, enquanto a aprovação caiu de 59% para 52%, resultando em um empate técnico. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

O aumento da rejeição no Nordeste, um dos principais redutos eleitorais de Lula, é atribuído a fatores como a inflação de alimentos e a chamada "taxa das blusinhas", que impactaram o bolso da população, gerando insatisfação entre nordestinos. Em estados como Bahia e Pernambuco, a reprovação ultrapassou 60%, conforme apurado pela Genial/Quaest em 26 de fevereiro de 2025, destacando uma deterioração significativa da imagem do presidente nesses locais.

Apesar dos números, Lula ainda lidera intenções de voto no Nordeste para 2026, mas a redução de sua vantagem na região, que historicamente garantiu sua eleição, acende um alerta para o PT. A Genial/Quaest aponta que a diferença entre aprovação e reprovação, que era de 22 pontos em 2024, caiu para apenas seis em 2025, sinalizando um desafio para o governo reconquistar a confiança dos nordestinos.

Tragédia aérea na Índia: Avião da Air India cai em Ahmedabad e deixa 204 mortos

Publicado em: 12/06/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

Segundo o comissário de polícia de Ahmedabad, G.S. Malik, 204 corpos foram recuperados até o momento, e 41 pessoas estão sob cuidados médicos devido a ferimentos graves. Ainda não foi confirmado quantas vítimas eram passageiros ou moradores da região atingida.

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Ahmedabad, Índia, 12 de junho de 2025 – Um grave acidente aéreo abalou a cidade de Ahmedabad, no estado de Gujarat, na manhã desta quinta-feira, quando o voo AI171 da Air India, um Boeing 787-8 Dreamliner com destino a Londres, caiu minutos após decolar do Aeroporto Internacional Sardar Vallabhbhai Patel. A aeronave, que transportava 242 pessoas, incluindo 169 indianos, 53 britânicos, sete portugueses e um canadense, colidiu em uma área residencial no bairro de Meghaninagar, causando uma explosão devastadora e nuvens de fumaça preta visíveis a quilômetros de distância.

Segundo o comissário de polícia de Ahmedabad, G.S. Malik, 204 corpos foram recuperados até o momento, e 41 pessoas estão sob cuidados médicos devido a ferimentos graves. Ainda não foi confirmado quantas vítimas eram passageiros ou moradores da região atingida. Relatos iniciais sugerem que não há sobreviventes, embora uma fonte tenha mencionado um passageiro britânico, identificado como Vishwash, como possível sobrevivente. O impacto destruiu diversas construções no local, dificultando as operações de resgate.

O voo era comandado pelo experiente Capitão Sumeet Sabharwal, com 8.200 horas de voo. Autoridades informaram que o piloto emitiu um sinal de emergência momentos antes da queda, mas não houve comunicação adicional com a torre de controle. As causas do acidente, o primeiro envolvendo um Boeing 787 Dreamliner, permanecem desconhecidas. Especialistas apontam possíveis falhas mecânicas, como problemas nos flaps, ou colisão com pássaros como hipóteses iniciais. A investigação, conduzida pela
Direção Geral de Aviação Civil da Índia (DGCA), está em andamento.
Entre as vítimas, destaca-se a presença do ex-ministro-chefe de Gujarat, Vijay Rupani, o que intensificou o impacto político da tragédia. Cerca de 400 membros da Força Central de Segurança Industrial, além de equipes de bombeiros e resgate, trabalham incansavelmente no local para conter incêndios e buscar sobreviventes. O Aeroporto de Ahmedabad suspendeu todas as operações, e a Air India ativou um centro de apoio às famílias, disponibilizando o número 1800-103-1717 para informações.

O primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, expressou suas condolências via redes sociais, declarando: “A nação está unida no luto por esta tragédia sem precedentes.” O rei Charles III, do Reino Unido, também lamentou a perda, destacando a dor das famílias afetadas. Líderes globais, incluindo representantes de Portugal e Canadá, manifestaram solidariedade.

Este é o pior desastre aéreo na Índia desde o acidente da Air India Express em 2020, que matou 21 pessoas. A tragédia reacende debates sobre a segurança da aviação no país e pressiona por respostas rápidas. Enquanto Ahmedabad chora suas perdas, o mundo acompanha as investigações que buscarão esclarecer as causas dessa catástrofe.

Ex BBB Nego Di e Sócio São Condenados a Mais de 11 Anos de Prisão por Estelionato

Publicado em: 12/06/2025

A sentença, proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, refere-se a um esquema fraudulento envolvendo a loja virtual Tad Zoeira, que lesou 16 vítimas em Canoas, causando prejuízos estimados em R$ 5 milhões

O ex BBB Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di / Reprodução / Redes Sociais

Nesta quarta-feira (11/06/2025), em Porto Alegre, o influenciador digital Dilson Alves da Silva Neto, conhecido como Nego Di, e seu sócio, Anderson Bonetti, foram condenados a 11 anos e 8 meses de prisão em regime fechado por crimes de estelionato. A sentença, proferida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, refere-se a um esquema fraudulento envolvendo a loja virtual Tad Zoeira, que lesou 16 vítimas em Canoas, causando prejuízos estimados em R$ 5 milhões.

De acordo com as investigações, a dupla vendia produtos eletrônicos, como televisores e smartphones, a preços abaixo do mercado, mas não realizava a entrega dos itens. O golpe, que operava por meio de promoções enganosas, atraiu centenas de consumidores. Além de estelionato, Nego Di também é réu por lavagem de dinheiro, uso de documento falso e promoção de loteria não autorizada.

Anderson Bonetti, sócio de Nego Di / Reprodução / Redes Sociais

Os réus foram presos em julho de 2024, mas Nego Di obteve habeas corpus em novembro do mesmo ano e responde ao processo em liberdade. Já Anderson Bonetti permanece detido. A esposa de Nego Di, Gabriela, também é investigada por lavagem de dinheiro, mas não foi condenada nesta sentença.

Este não é o primeiro problema legal do influenciador: em agosto de 2024, ele foi condenado a 1 ano e 1 mês por difamação e injúria contra a deputada Luciana Genro, pena que foi convertida em serviços comunitários.

A defesa de Nego Di ainda não se pronunciou sobre a recente condenação, mas pode recorrer da decisão. O caso segue sendo acompanhado por autoridades e pela opinião pública, que cobra maior rigor contra crimes cibernéticos.

E se o MC Poze do Rodo estivesse portando um baton, qual seria a decisão da justiça?

Publicado em: 03/06/2025

Marlon Brendon Coelho Couto, conhecido como MC Poze do Rodo, foi preso na quintafeira, 29 de maio de 2025, em sua residência, localizada em um condomínio de luxo no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Redes Sociais

Prisão e Soltura de MC Poze do Rodo, entenda o caso.

A prisão ocorreu no âmbito de uma investigação que apurava possíveis ligações do cantor com atividades ilícitas. Poze foi encaminhado ao presídio de Bangu 3, no Complexo de Gericinó, onde permaneceu detido por quatro dias.

Na segunda-feira, 2 de junho de 2025, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), por decisão do desembargador Peterson Barroso, da Primeira Vara Criminal de Jacarepaguá, concedeu habeas corpus ao cantor, determinando sua soltura com a imposição de medidas cautelares. A decisão destacou a ausência de requisitos legais para a manutenção da prisão e criticou a condução do caso pela Polícia Civil, apontando um tratamento desproporcional. O desembargador argumentou que o foco das investigações deveria ser voltado para os líderes de facções criminosas, e não para figuras como o cantor, considerado “o mais fraco” no contexto. Assim sendo, na fundamentação para concessão do habeas corpus o desembargador reconhece a ligação entre o cantor e facção criminosa. A soltura de Poze foi celebrada por sua equipe e por sua companheira, Vivi Noronha, nas redes sociais. A equipe do funkeiro chegou a mencionar uma “festa” para marcar a liberação.

A decisão judicial reforçou a importância de direcionar esforços contra os verdadeiros comandantes de atividades criminosas, levantando debates sobre a condução de investigações e o papel de artistas como MC Poze em contextos sociais complexos.

As medidas cautelares impostas a MC Poze do Rodo, após a concessão do habeas corpus em 2 de junho de 2025, não foram detalhadas exaustivamente nas fontes disponíveis, mas, com base em práticas comuns no sistema judicial brasileiro e no contexto da decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), é possível esclarecer o que geralmente envolve esse tipo de medida e inferir o que pode ter sido aplicado.

No Brasil, medidas cautelares são alternativas à prisão preventiva, previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal (CPP), e têm como objetivo garantir o andamento do processo judicial sem a necessidade de manter o réu detido, desde que ele não represente risco iminente à sociedade ou à investigação. Essas medidas são aplicadas quando o juiz entende que a prisão não é indispensável, como foi o caso de Poze, conforme a decisão do desembargador Peterson Barroso.

Possíveis Medidas Cautelares Aplicadas

As medidas cautelares mais comuns, que podem ter sido impostas a Poze, incluem:

1 Comparecimento Periódico ao Juízo: O réu pode ser obrigado a comparecer regularmente (por exemplo, mensalmente) em juízo para informar e justificar suas atividades, garantindo que permaneça à disposição da Justiça.

2 Proibição de Frequentar Determinados Locais: Poze pode ter sido proibido de frequentar locais associados às investigações, como áreas ligadas a supostas atividades ilícitas, para evitar qualquer conexão com o objeto da apuração.

3 Proibição de Contato com Determinadas Pessoas: Caso a investigação envolva outras pessoas, ele pode ter sido impedido de se comunicar com indivíduos específicos, como testemunhas ou outros investigados.

4 Recolhimento Domiciliar Noturno: Outra medida comum é a obrigação de permanecer em casa durante o período noturno e nos dias de folga, salvo por motivos justificados, como trabalho ou compromissos judiciais.

5 Monitoração Eletrônica: Em alguns casos, o juiz pode determinar o uso de tornozeleira eletrônica para acompanhar os deslocamentos do réu, embora não haja menção específica disso no caso de Poze.

6 Proibição de Sair da Comarca sem Autorização: Poze pode estar impedido de deixar o Rio de Janeiro ou a comarca de Jacarepaguá sem prévia autorização judicial, garantindo que permaneça acessível às autoridades.

Contexto Específico do Caso

A decisão do desembargador Peterson Barroso destacou a ausência de elementos concretos que justificassem a prisão preventiva, sugerindo que as medidas cautelares foram impostas para equilibrar a continuidade da investigação com a preservação da liberdade do cantor. A crítica do magistrado à condução da Polícia Civil indica que as medidas foram escolhidas para evitar abusos, embora não tenha citado quais os abusos, focando em restrições proporcionais ao caso.

Embora os detalhes exatos das medidas não tenham sido divulgados publicamente, é provável que incluam uma combinação das opções acima, com ênfase em monitoramento leve, como comparecimento periódico ao juízo e restrições de contato ou circulação, considerando o perfil público de Poze e a falta de indícios robustos mencionada na decisão.

A Pensão Socioafetiva no Ordenamento Jurídico Brasileiro

Publicado em: 03/06/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

A pensão socioafetiva é uma obrigação alimentar reconhecida em relações nas quais o vínculo afetivo, construído ao longo do tempo, assume relevância jurídica, mesmo na ausência de laços biológicos ou de parentesco formalmente estabelecido. Esse instituto tem origem no princípio da afetividade, um dos pilares do direito de família contemporâneo, que valoriza as relações baseadas no cuidado, na convivência e no afeto mútuo.

A pensão socioafetiva é uma obrigação alimentar reconhecida em relações nas quais o vínculo afetivo, construído ao longo do tempo, assume relevância jurídica, mesmo na ausência de laços biológicos ou de parentesco formalmente estabelecido. Esse instituto tem origem no princípio da afetividade, um dos pilares do direito de família contemporâneo, que valoriza as relações baseadas no cuidado, na convivência e no afeto mútuo.

No Brasil, a pensão socioafetiva encontra amparo em decisões jurisprudenciais e na interpretação de dispositivos do Código Civil, como os artigos 1.593 e 1.694, que tratam da obrigação alimentar entre parentes e, por extensão, entre aqueles que possuem vínculos equiparáveis. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 227, também reforça a proteção integral à criança e ao adolescente, o que inclui a garantia de sustento por aqueles que assumem papéis parentais, independentemente de laços biológicos.

Um exemplo comum de aplicação da pensão socioafetiva ocorre em casos de parentalidade socioafetiva, como quando um padrasto ou madrasta, que desempenhou o papel de pai ou mãe durante anos, é chamado a contribuir com alimentos em favor de um menor, mesmo sem vínculo biológico. Para que a pensão seja concedida, o juiz avalia a existência de uma relação de afeto consolidada, a dependência econômica do beneficiário e a capacidade financeira do alimentante, seguindo o binômio necessidade-possibilidade.

A jurisprudência brasileira, especialmente em decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ), tem reconhecido a possibilidade de pensão socioafetiva em situações como a multiparentalidade, onde a criança mantém vínculos com pais biológicos e socioafetivos simultaneamente. Por exemplo, em casos de divórcio ou dissolução de união estável, o julgador pode determinar que a pessoa que exerceu a parentalidade afetiva continue a prestar alimentos, desde que comprovada a relação de cuidado e responsabilidade.

Apesar de sua relevância, a pensão socioafetiva ainda enfrenta desafios, como a falta de regulamentação específica e a subjetividade na análise dos vínculos afetivos. É fundamental que o julgador equilibre os princípios da afetividade e da responsabilidade, garantindo que a obrigação alimentar não seja imposta de forma arbitrária, mas sim com base em elementos concretos da relação familiar.

Portanto, a pensão socioafetiva reflete a evolução do direito de família em direção a uma visão mais humanizada, que prioriza os laços de afeto e cuidado como fundamento para a proteção jurídica. Esse instituto fortalece a ideia de que a família não se define apenas por laços de sangue, mas também pelo compromisso e pela solidariedade construídos no cotidiano.

EUA sobe a temperatura para sanções ao Ministro do STF Alexandre de Moraes

Publicado em: 29/05/2025

 

Por:

Erivaldo Lima

A possibilidade de sanções contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pelos Estados Unidos, sob a Lei Magnitsky, tem sido discutida recentemente, especialmente em conexão com declarações do Secretário de Estado americano Marco Rubio.

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O Secretário de Estado no governo de Donald Trump afirmou que a Lei Magnitsky, aprovada em 2012 e ampliada em 2016, permite que os EUA imponham sanções econômicas, como bloqueio de bens financeiros e proibição de entrada no país, a indivíduos estrangeiros acusados de corrupção ou violações de direitos humanos.


“Por muito tempo, os americanos foram multados, assediados e até mesmo acusados por autoridades estrangeiras por exercerem seus direitos de liberdade de expressão. Hoje, anuncio uma nova política de restrição de vistos que se aplicará a autoridades estrangeiras e pessoas que sejam cúmplices na censura de americanos. A liberdade de expressão é essencial ao estilo de vida americano – um direito de nascença sobre o qual governos estrangeiros não têm autoridade.”


Marco Rubio, em audiência no Senado americano em 21 de maio de 2025, afirmou que há uma "grande possibilidade" de sanções contra Moraes, indicando que o caso está sob revisão. Essa declaração foi amplamente repercutida, com Rubio sugerindo que Moraes poderia ser enquadrado por supostas violações de direitos humanos.

No entanto, especialistas apontam que a aplicação da Lei Magnitsky a um juiz de alto escalão como Moraes seria incomum, dado que a lei é geralmente usada contra indivíduos envolvidos em casos claros de corrupção ou abusos de direitos humanos em contextos autoritários. Tal medida poderia provocar uma crise institucional entre Brasil e EUA, especialmente considerando a independência do Judiciário brasileiro.

Recentemente, o governo Trump anunciou planos de restringir vistos a autoridades estrangeiras, o que pode estar relacionado à discussão sobre Moraes, embora não haja confirmação oficial de que ele será diretamente alvo. Além disso, um conselheiro de Trump mencionou Moraes em um post sobre sanções, reforçando a narrativa de que o ministro está na mira.

É importante notar que, até o momento, as discussões sobre sanções permanecem no campo da especulação, sem evidências concretas de que serão implementadas. A retórica em torno do tema parece estar mais ligada a pressões políticas de aliados de Trump, que veem Moraes como um obstáculo devido a suas decisões no STF, especialmente em casos relacionados à desinformação e liberdade de expressão.

Em resumo, embora haja declarações públicas indicando a possibilidade de sanções contra Alexandre de Moraes com base na Lei Magnitsky, a aplicação efetiva dependerá de decisões políticas nos EUA e pode ter implicações diplomáticas significativas. As informações disponíveis não confirmam que as sanções serão aplicadas, mas o tema continua em revisão.

Incidente entre Emmanuel Macron e Brigitte Macron gera especulações

Publicado em: 27/05/2025

Na noite de domingo, 25 de maio de 2025, um vídeo capturado pela Associated Press durante o desembarque do presidente da França, Emmanuel Macron, e da primeira-dama, Brigitte Macron, no Vietnã, viralizou nas redes sociais.

(Imagem: Redes Sociais)

As imagens mostram Brigitte colocando as mãos no rosto de Macron e empurrando-o, em um gesto que foi interpretado por alguns como uma agressão. O momento ocorreu logo após o casal descer de uma aeronave durante uma visita de Estado.

Macron rapidamente minimizou o incidente, afirmando que se tratava de uma "brincadeira" entre o casal. "Estávamos discutindo, ou melhor, brincando, como costumamos fazer", declarou o presidente, segundo fontes próximas. Um assessor do governo francês reforçou a narrativa, descrevendo o episódio como uma "discussão inofensiva de casal". Apesar das explicações, o vídeo gerou intensos debates nas redes sociais, com opiniões divididas entre aqueles que veem o gesto como um momento descontraído e outros que questionam a natureza da interação.

O gabinete presidencial francês também se pronunciou, negando qualquer contexto de violência e destacando que o incidente foi mal interpretado. A mídia internacional, incluindo veículos como CNN Brasil, Globo e Metrópoles, reportou o caso, enfatizando tanto o vídeo quanto as declarações oficiais. No entanto, a falta de contexto claro nas imagens deixa espaço para especulações, e a narrativa oficial de "brincadeira" não dissipou completamente as discussões online.

Filhos são presos por esconder cadáver do pai em casa por seis meses

Publicado em: 22/05/2025

Corpo foi colocado em quarto vedado na Zona Norte do Rio de Janeiro para evitar que vizinhos sentissem o cheiro.

Crédito: Reprodução

Policiais Civis da 37ª Delegacia de Polícia, localizada na Ilha do Governador, cumpriram mandatos de busca e apreensão ao encontrar o cadáver de idoso identificado como Dario D'Ottavio, de 88 anos, nesta quarta-feira (21/5). Investigações apontam que filhos ocultaram o cadáver para que pudessem manter benefícios financeiros.

Crédito: Reprodução

Por que investir na atividade física cardiovascular?

Publicado em: 18/07/2025

A prática regular de exercícios cardiovasculares, como corrida, caminhada, ciclismo ou natação, é um dos pilares para uma vida saudável e longa. Esses exercícios, que elevam a frequência cardíaca e melhoram a circulação, trazem benefícios que vão além do condicionamento físico, impactando diretamente a saúde do coração, a mente e a qualidade de vida

Arte / Erivaldo Lima/Araci News

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo, e a inatividade física é um dos fatores de risco mais significativos. Atividades cardiovasculares ajudam a reduzir a pressão arterial, controlar o colesterol e prevenir a obesidade, diminuindo as chances de infarto e derrame. Um estudo recente da American Heart Association revelou que 150 minutos semanais de exercícios moderados podem reduzir em até 30% o risco de doenças cardíacas.

Além dos benefícios físicos, o exercício cardiovascular é um aliado poderoso da saúde mental. Durante a prática, o corpo libera endorfinas, hormônios responsáveis pela sensação de bem-estar, que combatem o estresse e a ansiedade. "Comecei a correr há seis meses e sinto uma diferença enorme na minha disposição e humor", conta Ana Ribeiro, 34 anos, que adotou a corrida como parte da rotina.

A acessibilidade é outro ponto forte: atividades como caminhada não exigem equipamentos caros ou academias. Parques, calçadas e até a escada de casa podem ser o cenário ideal. Para iniciantes, especialistas recomendam começar com 20 a 30 minutos, três vezes por semana, aumentando a intensidade gradualmente.

Contudo, é essencial consultar um médico antes de iniciar, especialmente para pessoas com condições preexistentes. A prática regular, combinada com uma alimentação equilibrada, pode transformar a saúde e a vida. Que tal dar o primeiro passo hoje? Seu coração agradece.

Cardio antes ou depois do treino de musculação? Especialistas explicam a melhor escolha

Publicado em: 11/07/2025

Quando o assunto é otimizar a rotina de exercícios, uma dúvida frequente entre frequentadores de academias é: devo fazer cardio antes ou depois do treino de musculação? A resposta não é única, mas depende de fatores como objetivos pessoais, nível de energia e até mesmo o tipo de treino planejado. Especialistas em educação física e fisiologia do exercício trazem insights para ajudar na decisão.

Reprodução / Redes Sociais


Cardio antes: prós e contras

Realizar exercícios cardiovasculares, como corrida, bicicleta ou elíptico, antes da musculação pode ser vantajoso para aquecer o corpo. O cardio leve antes do treino aumenta a circulação sanguínea, eleva a temperatura corporal e prepara os músculos para o esforço. Um estudo publicado no Journal of Strength and Conditioning Research (2020) indica que 5 a 10 minutos de cardio leve podem melhorar o desempenho em exercícios de força, reduzindo o risco de lesões.

No entanto, um cardio intenso e prolongado antes da musculação pode esgotar as reservas de energia, principalmente o glicogênio muscular, essencial para o treino de força. "Se o objetivo é hipertrofia ou ganho de força, o cardio longo antes pode comprometer o desempenho, já que você estará mais fatigado", alertam especialistas.

Cardio depois: vantagens e desafios

Fazer cardio após a musculação é frequentemente recomendado para quem prioriza o ganho de massa muscular ou força. Isso porque o treino de força exige alta intensidade e depende de energia imediata. Quando você faz musculação primeiro, consegue usar sua energia máxima nos exercícios de resistência, o que é crucial para quem busca hipertrofia. Um estudo de 2018, publicado no European Journal of Applied Physiology, mostrou que realizar cardio após a musculação não prejudica significativamente a recuperação muscular, desde que a intensidade e a duração sejam moderadas.

Por outro lado, o cardio pós-musculação pode ser desafiador para quem já está exausto. "Depois de um treino pesado, a motivação e a energia para correr ou pedalar podem estar comprometidas", observa Costa. Além disso, para quem busca desempenho em esportes de resistência, como corrida de longa distância, priorizar o cardio no final pode não ser ideal, já que a fadiga da musculação pode limitar a qualidade do treino aeróbico.
O que dizem os objetivos pessoais?

A escolha entre cardio antes ou depois depende do que você quer alcançar:

° Hipertrofia ou força: Faça cardio depois, com duração de 20 a 30 minutos, em intensidade moderada, para preservar a energia durante a musculação.
° Resistência ou emagrecimento: Cardio antes pode ser uma boa opção, especialmente se for parte de um treino intervalado de alta intensidade (HIIT). °lternativamente, sessões separadas (cardio em um período do dia e musculação em outro) podem maximizar os resultados.
° Saúde geral: A ordem importa menos. O mais importante é combinar ambos de forma equilibrada, respeitando os limites do corpo. Dicas práticas " Aquecimento: Sempre inicie com 5 a 10 minutos de cardio leve, independentemente da ordem.
° Intensidade: Evite cardio de alta intensidade antes da musculação se o foco é força.
° Recuperação: Inclua pausas adequadas e priorize a alimentação para repor energia, especialmente carboidratos e proteínas, após o treino.
° Flexibilidade: Adapte a rotina ao seu nível de energia e horário disponível. Sessões separadas podem ser ideais para quem tem tempo.

Conclusão

Não há uma regra universal sobre fazer cardio antes ou depois da musculação. A decisão deve ser guiada pelos seus objetivos, disposição e rotina. Consultar um profissional de educação física pode ajudar a criar um plano personalizado, garantindo que você tire o máximo proveito do seu treino. Lembre-se, o melhor treino é aquele que você consegue manter com consistência e segurança.

Glutamina: O Suplemento que Ganha Destaque no Mundo Fitness

Publicado em: 26/06/2025

Mas o que é, afinal, a glutamina, e por que ela desperta tanto interesse? Este aminoácido, encontrado naturalmente no corpo humano, vem sendo alvo de estudos e debates, com benefícios que vão desde a recuperação muscular até o suporte ao sistema imunológico.

Reprodução / Redes Sociais

Nos últimos anos, a glutamina tem se tornado um dos suplementos mais populares entre atletas, praticantes de musculação e até mesmo pessoas que buscam melhorar a saúde geral. Mas o que é, afinal, a glutamina, e por que ela desperta tanto interesse? Este aminoácido, encontrado naturalmente no corpo humano, vem sendo alvo de estudos e debates, com benefícios que vão desde a recuperação muscular até o suporte ao sistema imunológico.

A glutamina é o aminoácido mais abundante no organismo, presente em músculos, sangue e outros tecidos. Ela desempenha um papel crucial na síntese de proteínas, na reparação de tecidos e na manutenção do equilíbrio do sistema imunológico. Embora o corpo produza glutamina naturalmente, em situações de estresse físico intenso, como treinos pesados ou competições esportivas, os níveis desse aminoácido podem diminuir, o que levou à popularização de sua suplementação.

Benefícios da Glutamina

Estudos apontam que a suplementação de glutamina pode trazer diversos benefícios. Para atletas, ela é frequentemente associada à recuperação muscular mais rápida, redução da fadiga e prevenção do catabolismo (perda de massa muscular). Além disso, a glutamina pode fortalecer o sistema imunológico, que muitas vezes fica comprometido após exercícios extenuantes. Fora do âmbito esportivo, há evidências de que o aminoácido auxilia na saúde intestinal, promovendo a integridade da mucosa do intestino, o que pode ser benéfico para pessoas com problemas digestivos.

Uso e Cuidados

A glutamina está disponível em forma de pó, cápsulas ou comprimidos, sendo comumente consumida em doses que variam de 5 a 20 gramas por dia, dependendo das necessidades individuais e da orientação de um profissional. Apesar de ser considerada segura para a maioria das pessoas, especialistas alertam que o uso indiscriminado pode não trazer benefícios adicionais e, em casos raros, causar efeitos colaterais como desconforto gastrointestinal.

Nutricionistas recomendam que a suplementação seja feita sob orientação profissional, especialmente para garantir que ela seja necessária e adequada ao objetivo do indivíduo. "A glutamina pode ser uma aliada, mas não é uma solução mágica. Uma dieta equilibrada e um treino bem planejado são fundamentais", destaca a nutricionista esportiva Ana Ribeiro.

O Mercado em Alta

O mercado de suplementos à base de glutamina tem crescido exponencialmente, com marcas investindo em formulações inovadoras e combinações com outros nutrientes, como BCAA e vitaminas. Segundo dados da indústria, o setor de suplementos movimentou bilhões de reais globalmente em 2024, com a glutamina entre os produtos mais procurados.

Conclusão

Seja para melhorar o desempenho esportivo, acelerar a recuperação ou apoiar a saúde intestinal, a glutamina tem se consolidado como um suplemento versátil e promissor. Contudo, como em qualquer decisão relacionada à saúde, a consulta a profissionais capacitados é essencial para garantir que o uso seja seguro e eficaz. Com o avanço das pesquisas, a glutamina continua a ser um tema de interesse tanto para a ciência quanto para quem busca otimizar o corpo e a mente.

Hipertrofia Muscular: O que é, como acontece e para que serve

Publicado em: 13/06/2025

A hipertrofia muscular é um processo adaptativo que combina treino, nutrição e descanso para aumentar o tamanho e a força dos músculos. Além de melhorar a aparência física, ela promove saúde, funcionalidade e qualidade de vida.

Reprodução / Instagram


O que é hipertrofia muscular?

Hipertrofia muscular é o aumento do tamanho das fibras musculares, resultando em maior volume e força muscular. Esse processo ocorre como uma adaptação do corpo a estímulos repetitivos, como exercícios de resistência (musculação) ou atividades que demandam esforço físico intenso. É um fenômeno natural que reflete a capacidade do músculo de se adaptar para suportar cargas maiores.

Como acontece a hipertrofia muscular?

A hipertrofia ocorre principalmente por meio de três fatores: tensão mecânica, dano muscular e estresse metabólico.

O processo pode ser descrito em etapas:

Estímulo: Durante o treino de força, os músculos são submetidos a cargas que geram microlesões nas fibras musculares.

Resposta inflamatória: O corpo reage às microlesões enviando nutrientes e células para reparar o tecido danificado.

Síntese proteica: Com descanso adequado e nutrição rica em proteínas, o músculo se reconstrói, aumentando o tamanho e a espessura das fibras para se preparar para futuros esforços.

Adaptação: Com treinos consistentes, o músculo se torna maior e mais forte, um processo que depende de progressão de carga, volume e intensidade.

Fatores como genética, níveis hormonais (testosterona e hormônio do crescimento), alimentação (especialmente ingestão de calorias e proteínas) e qualidade do sono influenciam diretamente a hipertrofia. Treinos bem planejados, com repetições controladas e descanso adequado entre sessões, maximizam esse processo.

Para que serve a hipertrofia muscular?

A hipertrofia muscular oferece benefícios que vão além da estética. Entre suas principais funções, destacam-se:

• Aumento da força e resistência: Músculos maiores e mais fortes facilitam atividades diárias e melhoram o desempenho em esportes.

• Melhora da saúde metabólica: O tecido muscular ativo consome mais energia, ajudando no controle do peso e na regulação da glicose.

• Prevenção de lesões: Músculos fortalecidos protegem articulações e ossos, reduzindo o risco de lesões.

• Saúde mental: O treino de força libera endorfinas, promovendo bem-estar e reduzindo estresse e ansiedade.

• Longevidade: A manutenção da massa muscular é crucial para envelhecer com autonomia, prevenindo sarcopenia (perda muscular relacionada à idade).

Conclusão

A hipertrofia muscular é um processo adaptativo que combina treino, nutrição e descanso para aumentar o tamanho e a força dos músculos. Além de melhorar a aparência física, ela promove saúde, funcionalidade e qualidade de vida. Para alcançar resultados, é essencial adotar uma rotina de treinos progressiva, manter uma dieta equilibrada e respeitar o tempo de recuperação muscular.

Recomendações: Antes de iniciar a prática da atividade física, é essencial consultar um médico ou nutricionista, especialmente para pessoas com condições de saúde preexistentes ou que fazem uso de medicamentos contínuos.

BCAA utilizar ou não utilizar, eis a questão

Publicado em: 30/05/2025

Em tempos de vida saudável, as pessoas tendem a procurar a atividade física que mais lhe agrada, no entanto, não procuram um profissional para assessorá-la. Sabendo da importância do acompanhamento profissional criamos este post.

Benefícios do BCAA

Os BCAAs (aminoácidos de cadeia ramificada), compostos por leucina, isoleucina e valina, são suplementos amplamente utilizados por praticantes de atividades físicas. Seus principais benefícios incluem:

1. Promove a Síntese Proteica: A leucina, em especial, estimula a via mTOR, essencial para o crescimento muscular, auxiliando na construção e reparação dos músculos após treinos intensos;

2. Reduz a Fadiga Muscular: Os BCAAs competem com o triptofano no cérebro, diminuindo a produção de serotonina, o que pode retardar a sensação de cansaço durante exercícios prolongados;

3. Acelera a Recuperação Muscular: Ajuda a diminuir dores musculares (DOMS) e danos causados pelo exercício, promovendo uma recuperação mais rápida;

4. Preserva a Massa Muscular: Em períodos de déficit calórico ou treinos intensos, os BCAAs ajudam a evitar a quebra de tecido muscular, mantendo a massa magra;

5. Melhora o Desempenho em Exercícios: Pode aumentar a resistência e a energia durante treinos, especialmente em atividades aeróbicas ou de alta intensidade;

6. Apoio ao Sistema Imunológico: O uso de BCAAs pode fortalecer a imunidade, que pode ser comprometida por treinos intensos ou dietas restritivas.

Contraindicações do BCAA

Embora os BCAAs (leucina, isoleucina e valina) sejam amplamente utilizados por atletas e praticantes de atividades físicas, existem algumas contraindicações e cuidados a serem considerados:

1. Problemas Renais ou Hepáticos: Pessoas com insuficiência renal ou hepática devem evitar BCAAs, pois o metabolismo desses aminoácidos pode sobrecarregar rins e fígado, agravando condições preexistentes.

2. Doença de Maple Syrup (MSUD): Indivíduos com essa condição genética rara, que afeta o metabolismo dos aminoácidos de cadeia ramificada, não devem consumir BCAAs, pois podem causar acúmulo tóxico no organismo.

3. Alergias ou Sensibilidades: Algumas pessoas podem apresentar reações alérgicas ou desconforto gastrointestinal (como náuseas ou diarreia) devido a ingredientes adicionais em suplementos de BCAA, como adoçantes ou corantes.

4. Interações Medicamentosas: BCAAs podem interferir em medicamentos para doenças como Parkinson (ex.: levodopa), devido à competição com outros aminoácidos no transporte cerebral.

5. Gravidez e Amamentação: Não há estudos suficientes que comprovem a segurança do uso de BCAAs durante a gestação ou amamentação, sendo recomendado evitar ou consultar um médico.

6. Excesso de Consumo: Doses muito altas podem causar desequilíbrios de aminoácidos no corpo, sobrecarga renal ou problemas gastrointestinais, além de reduzir a absorção de outros nutrientes.

Recomendações: Antes de iniciar o uso de BCAAs, é essencial consultar um médico ou nutricionista, especialmente para pessoas com condições de saúde preexistentes ou que fazem uso de medicamentos contínuos. Uma dieta equilibrada pode, muitas vezes, suprir a necessidade desses aminoácidos sem a necessidade de suplementação.

Atividade física e seus benefícios à saúde

Publicado em: 24/05/2025

A atividade física é fundamental para a saúde física, mental e emocional, trazendo benefícios que impactam a qualidade de vida em diversas dimensões.

Explicação do Gráfico

• Saúde Física (85%): Representa benefícios como melhora da circulação, fortalecimento muscular e prevenção de doenças crônicas. A alta porcentagem reflete o impacto direto na saúde corporal.

• Saúde Mental (70%): Inclui redução de estresse, ansiedade e sintomas de depressão, com liberação de endorfinas e melhora do humor.

• Qualidade de Vida (80%): Reflete o aumento da autoestima, disposição e interação social, contribuindo para uma vida mais plena.

Abaixo listamos um resumo de sua importância:

Benefícios para a Saúde Física

1. Controle de peso: A prática regular de exercícios ajuda a queimar calorias, manter o peso corporal saudável e prevenir a obesidade.

2. Saúde cardiovascular: Atividades aeróbicas, como corrida, natação ou ciclismo, fortalecem o coração, melhoram a circulação e reduzem o risco de doenças como hipertensão, infarto e derrame.

3. Fortalecimento muscular e ósseo: Exercícios de resistência, como musculação, aumentam a massa muscular e a densidade óssea, prevenindo condições como osteoporose.

4. Melhora do sistema imunológico: A atividade física regular fortalece as defesas do corpo, reduzindo a incidência de infecções e doenças.

5. Prevenção de doenças crônicas: Exercícios ajudam a controlar níveis de glicose, reduzindo o risco de diabetes tipo 2, e melhoram o perfil lipídico, diminuindo o colesterol ruim (LDL).

Benefícios para a Saúde Mental

1. Redução de estresse e ansiedade: A prática de exercícios libera endorfinas, hormônios que promovem bem-estar e reduzem a sensação de estresse.

2. Melhora do humor: Atividades físicas estão associadas à diminuição de sintomas de depressão e à promoção de uma visão mais positiva da vida.

3. Aumento da capacidade cognitiva: Exercícios regulares melhoram a memória, a concentração e o desempenho cognitivo, além de reduzirem o risco de doenças neurodegenerativas, como Alzheimer.

Benefícios Sociais e Emocionais

1. Autoconfiança: Alcançar metas de condicionamento físico, como completar uma corrida ou melhorar a força, eleva a autoestima.

2. Interação social: Atividades em grupo, como esportes coletivos ou aulas de dança, promovem conexões sociais e combatem o isolamento.

3. Disciplina e resiliência: A prática regular de exercícios desenvolve hábitos de disciplina e perseverança, que podem ser aplicados em outras áreas da vida.

Recomendações

• Frequência e duração: A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda pelo menos 150 minutos de atividade física moderada por semana (ou 75 minutos de atividade intensa) para adultos, além de exercícios de fortalecimento muscular 2 vezes por semana.

• Tipos de atividades: Combine exercícios aeróbicos, como corrida ou caminhada, e anaeróbicos, como musculação, para benefícios completos.

• Adaptação às necessidades: Escolha atividades adequadas à idade, condição física e preferências pessoais, como caminhada, yoga, natação ou esportes.

Cuidados

• Consulte um médico antes de iniciar um programa de exercícios, especialmente se houver condições de saúde preexistentes.

• Comece gradualmente para evitar lesões, respeitando os limites do corpo.

• Mantenha uma alimentação equilibrada para potencializar os benefícios da atividade física.

A atividade física não é apenas uma questão de estética, mas um pilar essencial para a longevidade e o bem-estar. Incorporá-la à rotina, mesmo em pequenas doses, pode transformar a saúde em todos os aspectos.

São João em Araci: Uma Celebração de Tradição e Alegria

Publicado em: 04/06/2025

O São João em Araci, município do interior da Bahia, é uma das festas mais aguardadas e vibrantes da região, marcada pela rica cultura nordestina e pela hospitalidade de seu povo.

Divulgação

Após a abertura do Circuito do Forró com a Tradicional Festa de Pedra Alta (31/05), será celebrado em junho, em homenagem a São João Batista, o evento reúne moradores e visitantes em uma explosão de cores, sabores, danças e tradições que refletem a essência do sertão baiano.

As ruas de Araci se transformam durante o São João, ganhando decoração típica com bandeirinhas coloridas, fogueiras e elementos que remetem à vida no campo. A festa é animada por apresentações de quadrilhas juninas, onde grupos locais capricham nas coreografias e nos figurinos caipiras, encantando o público com danças tradicionais. A música é outro destaque, com trios de forró pé-de-serra e artistas regionais que embalam a noite ao som de sanfona, zabumba e triângulo, convidando todos a dançar.

A culinária junina é um capítulo à parte. Barraquinhas espalhadas pela cidade oferecem iguarias típicas como canjica, pamonha, milho assado e licor. As fogueiras, símbolo da festa, aquecem as noites frescas de junho e criam um ambiente acolhedor, onde famílias e amigos se reúnem para compartilhar histórias e celebrar.

O São João em Araci não é apenas uma festa religiosa, mas também uma celebração da identidade cultural do nordeste brasileiro. É um momento de união, onde a comunidade se encontra para manter viva a tradição, fortalecer laços e criar memórias inesquecíveis. Para quem visita, é uma oportunidade de vivenciar a alegria e o calor humano que tornam o São João de Araci uma experiência única.

PROGRAMAÇÃO

• 06 de junho, Praça da Conceição, 18h:

- Edgar, a moçada do Forró 18h00


- MF Cantor 19h40

• 19 de junho:

- Festival de Quadrilhas

- Orquestra Sanfônica

- Agnelo Novo Styllus

- Luciano Macedo

• 20 de junho

- Iguinho e Lulinha

- Vitor Fernandes

- Eline Martins

- Sofrência a Dois

- Cris Azevedo

- Lorena Andrade

• 21 de junho:

- Alcymar Monteiro

- Desejo de Menina

- Michelle Meezes

- Forro D+

- Nino Coutinho e Banda Imortal

- Renan Pinheiro

• 22 de junho:

- Felipe Araújo

- Walkyria Santos

- Galeguinho SPA

- Yran Kbral

- Mário & Cia

- Victor Lopez

• 23 de junho:

- Batista Lima

- Luan Estilizado

- Del Led

- Namoro Online

- Bonny Mel

- Novo Balanço

Feirinha de Mulheres Empreendedoras em Araci

Publicado em: 28/05/2025

A Prefeitura Municipal de Araci promove a Feirinha de Mulheres Empreendedoras, um evento especial que celebra o talento, a criatividade e o empreendedorismo feminino.

Divulgação

Data: 29 de maio de 2025 (quinta-feira)

Horário: Das 08h às 12h

Local: Praça Nossa Senhora da Conceição.

Venha prestigiar as mulheres que transformam a economia local com seus produtos e serviços únicos.

A feira contará com exposição de artesanatos e produtos locais que prometem encantar a todos.

É uma oportunidade imperdível para apoiar o empreendedorismo feminino, fazer networking e se inspirar com histórias de sucesso.

Traga sua família e amigos para aproveitar esse momento de celebração e fortalecimento da comunidade.

Venha celebrar a alegria e a cultura da região sisaleira na Tradicional Festa de Pedra Alta 2025

Publicado em: 27/05/2025

Marcada para o dia 31 de maio de 2025, na zona rural, distrito de Pedra Alta, em Araci, Bahia, a festa abre o Circuito do Forró 2025 com uma noite inesquecível de música, dança e tradição.

(Imagem: Divulgação)

A partir das 20h, o evento promete reunir milhares de pessoas em uma celebração vibrante, com atrações musicais que exaltam a alegria do araciense, além da riqueza cultural da região.

A Festa de Pedra Alta é um dos eventos mais aguardados do município, trazendo artistas renomados e valorizando a identidade local. Além dos shows, o público poderá desfrutar de comidas típicas e a hospitalidade característica do povo de Araci.

Este ano com as presenças confirmadas de : Devinho Novaes, Yran Kbral, Aduílio Mendes e Brúcio Avelar.

O circuito se estende por mais de 30 dias, com diversas atividades que celebram a tradição do São João na região.

Fique atento às atualizações sobre a programação completa e as atrações no Instagram oficial da Prefeitura de Araci ou no site https://aracinews.com/.

Prepare-se para dançar, se emocionar e viver momentos únicos na Festa de Pedra Alta 2025!

EUA sancionam esposa de Alexandre de Moraes e instituto da família sob a Lei Magnitsky

Publicado em: 23/09/2025

O governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (22/9) a ampliação das sanções já aplicadas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, incluindo agora sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e uma entidade ligada à família. A medida, fundamentada na Lei Magnitsky um dos mais severos instrumentos de punição a estrangeiros acusados de corrupção ou violações graves de direitos humanos também atinge o Lex - Instituto de Estudos Jurídicos, mantido por Viviane e os três filhos do casal, responsável por administrar um patrimônio de onze imóveis em São Paulo avaliados em aproximadamente R$ 12,4 milhões.

Reprodução/Imagem/Viviane Barci de Moraes/Alexandre de Moraes

De acordo com o Departamento do Tesouro americano, Moraes é acusado de liderar uma “campanha opressiva” que inclui censura, prisões arbitrárias e processos judiciais politizados, entre eles os que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que a ação demonstra a disposição de Washington em perseguir “qualquer pessoa que dê apoio material” às práticas atribuídas ao ministro. Ao justificar a inclusão da esposa na lista, Bessent comparou o casal aos criminosos Bonnie e Clyde, dizendo que “não há Clyde sem Bonnie”, em referência ao suposto apoio financeiro de Viviane às ações do magistrado.

A decisão norte-americana ocorre em um momento de tensão diplomática e política. O governo brasileiro reagiu com indignação. Em nota, o Itamaraty classificou a iniciativa como uma “ofensa à soberania nacional” e um ataque às relações históricas entre Brasil e Estados Unidos, que completam 201 anos. O comunicado reforçou que a medida não terá efeito prático no território brasileiro e acusou Trump de tentar fortalecer opositores do STF e de Alexandre de Moraes, alguns dos quais já foram condenados por participação na tentativa de golpe de 8 de janeiro.

O Supremo Tribunal Federal também se manifestou, chamando as sanções de “injustas” e criticando especialmente a extensão da punição a um familiar do ministro. Alexandre de Moraes, por sua vez, classificou a decisão como “ilegal” e lamentável, afirmando que seguirá cumprindo sua função constitucional de julgar com independência e imparcialidade.

Nos bastidores políticos, a medida já era ventilada por aliados do ex-presidente Donald Trump e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que vive nos Estados Unidos desde o início do ano. Eduardo, crítico ferrenho de Moraes, havia declarado em entrevistas que defendia sanções individuais contra o ministro e sua esposa, a quem chamou de “braço financeiro” do magistrado. Ele chegou a dizer que estava disposto a ir “até as últimas consequências” para afastá-lo do cargo.

A inclusão de Moraes na lista de sanções norte-americanas aconteceu em julho, em meio ao avanço do processo que culminou na condenação de Bolsonaro a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Foi a primeira vez que uma autoridade brasileira sofreu esse tipo de punição, que já atinge figuras de países como China, Rússia, Cuba e Paraguai.

Como reação jurídica, o ministro da Justiça, Flávio Dino, determinou que decisões ou sanções estrangeiras, incluindo a Lei Magnitsky, não têm validade automática no Brasil sem a chancela da Justiça ou de acordos internacionais. Apesar disso, as medidas americanas podem gerar consequências práticas no exterior, como o congelamento de bens e restrições de viagem para os atingidos.

A decisão de Washington também ocorre em um momento delicado para a diplomacia brasileira. Interlocutores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliavam como remota a possibilidade de novas sanções durante sua visita aos EUA, mas não descartavam totalmente a hipótese. Agora, o episódio deve marcar os discursos e negociações na Assembleia Geral da ONU, onde Lula pretende defender a soberania brasileira e criticar interferências externas.

Com as sanções, Viviane Barci de Moraes e o Lex – Instituto de Estudos Jurídicos passam a figurar na lista de alvos da Lei Magnitsky, enfrentando bloqueio de ativos e restrições financeiras em território norte-americano. A medida amplia a pressão sobre Alexandre de Moraes em meio ao embate político que envolve o Supremo, o governo brasileiro e aliados de Jair Bolsonaro no exterior.

Conceição do Coité recebe disputas do XCM do AGSport 2025 neste domingo, 28

Publicado em: 25/09/2025

Neste domingo, 28, a cidade de Conceição do Coité, na região do Sisal, agreste baiano, será o palco das disputas da variação do mountain bike XCM – cross-country de maratona – do AGSport 2025. A Arena AGSPORT – Serra do Mucambo recebe a prova válida pelo ranking nacional XCM1 e pela Etapa Única do Campeonato Baiano de Ciclismo MTB XCM, da Federação Baiana de Ciclismo (FBC).

Fotos: Divulgação/Wellington Lima/AGSport.

Cerca de 450 ciclistas vão disputar a prova, que terá 30 categorias e os percursos pro (85 km), sport (45 km) e superação (35 km). A programação conta com a entrega dos kits, das 14h30 às 16h30, e o congresso técnico, às 19h30, no Centro Cultural, na Praça Dr. José Gonçalves, no sábado, 27. Já as largadas acontecem a partir das 8h25, com a categoria e- bike, e segue a partir das 8h30 com elite masculina e feminina, além das demais categorias. A premiação está prevista para às 13h30 do domingo, 28.

Com uma estrutura única de apoio mecânico, de hidratação, de ambulância, seguro atleta e de sinalização oficial, a prova conta com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Superintendência dos Desportos do Estado da Bahia (Sudesb), autarquia da Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), e do programa Faz Atleta, fortalecendo o esporte e valorizando o turismo esportivo na região.

AGSport XCC e XCO – A Serra do Mucambo também recebeu no último final de semana o AG Sport Internacional 2025 XCC (short track) e XCO (cross-country olímpico), um dos maiores encontros do ciclismo off-road do Brasil. Mais de 500 atletas disputaram as provas de XCC válidas para os rankings internacional, nacional e estadual de ciclismo.

Após marcar encontro com Trump Lula teme sua humilhação e da diplomacia Brasileira

Publicado em: 29/09/2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que ironizou os problemas comercias com o presidente Donald Trump, alegando que “comer jabuticaba” no café da manhã o deixaria mais calmo, terá a oportunidade de levá-la pessoalmente.

(imagem: Caio Gomez - Correio Braziliense)

O Itamarati alega que a reunião pode ocorrer por telefone, videoconferência ou presencialmente; no entanto, sabemos que um encontro sempre é presencialmente, seja em Washington, em Roma, onde Lula participará de um evento da FAO em 13 de outubro, ou em Kuala Lumpur, na Malásia, no dia 25, para um encontro da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean). Há especulações de que Trump possa comparecer a um desses compromissos internacionais exclusivamente para resolver o problema das sanções de 50%.

Para muitos analistas, a imprevisibilidade de Trump é também uma vantagem estratégica, pois permite surpreender adversários e romper impasses diplomáticos.

O historiador político Matthew Dallek, da Universidade George Washington, lembra que Trump já impôs tarifas e sanções ao Brasil em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado próximo do republicano. Para críticos, isso poderia tornar a conversa tensa, dado que Lula tem sido crítico à ingerência americana, mas, para defensores do presidente americano, a postura firme demonstra que Trump prioriza interesses nacionais de forma transparente algo que ele mesmo apresenta como um trunfo em negociações, inclusive com parceiros estratégicos como o Brasil.

Dois episódios recentes servem como alerta, mas também como demonstração de sua assertividade. Em fevereiro, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky foi publicamente pressionado por Trump a apresentar garantias concretas sobre o uso da ajuda militar dos EUA, em plena reunião transmitida à imprensa. Em maio, o sul-africano Cyril Ramaphosa foi confrontado sobre denúncias de violência contra minorias brancas, assunto que Trump tratou de forma polêmica, mas que alguns analistas consideram um sinal de que ele não teme expor temas delicados em busca de soluções, para aliados, essas atitudes mostram que Trump não se limita a discursos protocolados e busca compromissos reais.

No caso brasileiro, o professor Vitelio Brustolin, da Universidade Federal Fluminense e pesquisador de Harvard, lembra que Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente, vive hoje nos Estados Unidos e atua como interlocutor de interesses políticos entre os dois países, isso poderia, segundo ele, facilitar um canal de comunicação e ampliar oportunidades de aproximação, além disso, defensores de Trump apontam que sua visão para comércio e investimentos pode beneficiar setores-chave da economia brasileira, especialmente em áreas como minerais críticos, tecnologia e agronegócio.

Apesar dos riscos, um encontro também pode trazer benefícios estratégicos. Em meio a tensões comerciais globais, uma conversa direta com Trump poderia destravar negociações bilaterais e abrir portas para parcerias de grande porte, empresários brasileiros avaliam que o estilo “business first” do republicano é um atrativo para quem busca acordos rápidos, menos burocráticos e mais vantajosos em termos de investimento. “Trump é um negociador duro, mas quando fecha um acordo, costuma honrar sua palavra”, avalia um diplomata ouvido reservadamente.

Lula precisaria adotar uma estratégia bem planejada, equilibrando firmeza e diplomacia, contradizer Trump diante das câmeras é arriscado, mas saber dialogar com ele também pode render ganhos concretos para o Brasil. Experiências bem-sucedidas, como as visitas do primeiro-ministro britânico Keir Starmer e do canadense Mark Carney, mostram que líderes que reconhecem a importância do presidente americano e demonstram, conseguem evitar crises e, ao mesmo tempo, colher resultados econômicos e políticos.

Assim, enquanto a diplomacia brasileira avalia os próximos passos, cresce a percepção de que um encontro entre Lula e Trump em eventos internacionais não é apenas um desafio, mas também uma oportunidade rara, para aliados do republicano, a reunião poderia inaugurar uma nova fase de cooperação entre Brasil e Estados Unidos, com ganhos comerciais e estratégicos que superariam eventuais constrangimentos públicos.

Governo Lula é criticado após inclusão do Brasil em lista de vigilância dos EUA por tráfico de pessoas

Publicado em: 30/09/2025

O Departamento de Estado dos Estados Unidos incluiu o Brasil na "Lista de Observação de Nível 2" do relatório anual sobre Tráfico de Pessoas (TIP), divulgado nesta segunda-feira (29).

(Imagem/ Ilustrativa)

A medida indica que o país não demonstrou avanços suficientes no combate ao tráfico humano, apesar de esforços reconhecidos, como a criação de uma força-tarefa subnacional e o aumento de condenações.

O relatório aponta que o governo brasileiro iniciou menos investigações e processos do que em anos anteriores, e os tribunais relataram menos condenações iniciais por tráfico, além disso, a administração Lula tem sido criticada por sua postura em relação à política externa.

A inclusão do Brasil na lista de vigilância dos EUA serve como um alerta para a necessidade urgente de ações mais eficazes no combate ao tráfico de pessoas e na melhoria das relações diplomáticas com os Estados Unidos, o governo brasileiro deve intensificar seus esforços para enfrentar esse crime e restaurar a confiança internacional.

O relatório do Departamento de Estado dos EUA destaca que, apesar de algumas iniciativas, como o lançamento da primeira força-tarefa subprovincial na África do Sul e o aumento de condenações de traficantes, ambos os países apresentaram redução na identificação de vítimas, investigações e processos judiciais, no caso do Brasil, o documento observa que houve diminuição nas investigações e processos em comparação aos anos anteriores, além de menos condenações iniciais por tráfico humano.

Essas informações indicam que, embora haja esforços, as ações adotadas até o momento não têm sido suficientes para combater efetivamente o tráfico de pessoas no Brasil, a situação exige uma resposta mais robusta e coordenada por parte do governo brasileiro para enfrentar esse grave problema e melhorar sua posição na avaliação internacional.

A inclusão do Brasil na lista de vigilância dos EUA serve como um alerta para a necessidade urgente de ações mais eficazes no combate ao tráfico de pessoas e na melhoria das relações diplomáticas com os Estados Unidos.